internacionalDomo de calor y El Niño azotan Europa con temperaturas récord y alertas extremas
As principais capitais da Europa emitiram novos alertas e anunciaram medidas de emergência nesta terça-feira, em meio à onda de calor extremo que varre o continente e faz termômetros quebrarem os recordes de máximas históricas do Reino Unido à França. Autoridades investigam mortes ligadas ao contexto de altas temperaturas, enquanto cientistas apontam uma relação direta do fenômeno com as mudanças climáticas, incluindo um efeito catalisador do El Niño em formação sobre o "domo de calor" que se formou no continente europeu. Alerta máximo: Calor extremo leva Europa a mais de 40oC e deixa 3 mortos na França Contexto: Onda de calor extremo na Europa é ‘lembrete brutal’ da crise climática, diz ONU A Itália declarou alerta vermelho de calor em 15 cidades nesta terça, incluindo Roma e Milão, enquanto a França registrou o recorde histórico de noite mais quente em média no país, com 21,6oC, segundo as medições entre segunda e terça. O serviço de meteorologia UK Met Office, do Reino Unido, emitiu uma previsão de que os termômetros cheguem a 38oC nesta terça-feira, após um dia de tempestades em que foram registrados 29.074 raios em 24 horas. Inundações prejudicaram os serviços de trem na manhã desta terça, incluindo os que são acesso a terminais do aeroporto de Heathrow. Outros países, como Alemanha, Espanha, Bélgica e Polônia também enfrentam consequências do clima extremo. Initial plugin text Meteorologistas apontam que a atual onda de calor — a segunda registrada neste ano em regiões da Europa Ocidental e Central — está sendo alimentada por uma área de alta pressão estacionada sobre os países, que eleva as temperaturas à medida que o ar se comprime em direção ao solo. O fenômeno conhecido como cúpula (ou domo) de calor. A Sociedade Meteorológica Real do Reino Unido descreve o sistema de alta pressão como uma tampa sobre uma panela, que limita a ascensão do ar e o impede de subir e formar nuvens. Com menos nuvens, há mais incidência de luz solar, permitindo que o solo aqueça continuamente dia após dia. A agência meteorológica francesa, Météo-France, afirma que esses sistemas persistentes de alta pressão também podem bloquear ou desviar frentes meteorológicas em movimento, resultando em condições com poucas nuvens e pouca chuva. O ar retido dentro do sistema fica cada vez mais quente, elevando gradualmente as temperaturas. Pessoas pulam na Fonte do Trocadero, perto da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris JULIEN DE ROSA / AFP Especialistas sugerem que o fenômeno deste ano está sendo intensificado pela formação de um El Niño especialmente forte — que cientistas alertam há mais de um mês que poderia provocar crises globais — e por uma massa de água fria no Atlântico Norte, que somados estão ajudando a criar uma ondulação na corrente de jato (jet stream) sobre o oceano e favorecendo a alta pressão sobre a Europa. — Isso é muito incomum — disse William Henneberg, meteorologista da Commodity Weather Group em entrevista a Bloomberg no fim da semana passada, acrescentando que o padrão provavelmente persistirá e levará a temperaturas acima da média até o início de julho. Partes do sul do Reino Unido receberam um raro alerta vermelho para calor extremo, válido da manhã de quarta-feira até a noite de quinta, com temperaturas previstas de até 40°C. Quase toda a Espanha estava sob alerta de calor na terça-feira, com partes do sul e do norte do país no nível máximo de alerta. Temperaturas de até 40°C à sombra foram previstas em partes do País Basco, onde esse calor extremo é relativamente incomum. A Polônia espera um pico de 38°C em Varsóvia e até 41°C na região da Baixa Silésia — o que seria um recorde histórico — no domingo. Trabalhador corta a grama à beira da estrada na região de Sobrarbe, província de Huesca, na Espanha Ander Gillenea/AFP Entenda: França ativa célula de crise para enfrentar onda de calor antes de festival que reúne milhões de pessoas nas ruas 'Londres está fervendo' Autoridades chamaram a atenção para o registro de temperaturas comuns a desertos africanos no coração da Europa como um lembrete do efeito devastador das mudanças climáticas. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo durante um evento da Semana de Ação Climática de Londres. — Uma crise climática está nos empurrando cada vez mais para temperaturas mais altas e para mais perto de pontos de ruptura catastróficos, e uma crise energética está expondo a insensatez de um mundo viciado em hidrocarbonetos — disse Guterres. — À primeira vista, essas crises podem parecer distintas, mas compartilham a mesma origem destrutiva: os combustíveis fósseis. Londres não está apenas dando um aviso. Ela está fervendo. Alerta no clima: Cientistas projetam Super El Niño em 2026 e acendem alerta global para pobreza, desnutrição e conflitos Cientistas afirmam que embora os sistemas de alta pressão façam parte da variabilidade natural do clima, as mudanças climáticas estão aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos. Em entrevista ao New York Times, a professora de Meteorologia e Ciência do Clima da Universidade de Reading, Hannah Cloke, afirmou que uma atmosfera mais quente está funcionando como uma espécie de "trampolim térmico" — em que a temperatura inicial mais elevada desencadeia ondas de calor com mais facilidade. — Ao mesmo tempo, existem algumas evidências de que padrões persistentes de bloqueio por alta pressão podem se desenvolver com mais frequência — disse a professora. — Permitindo que o famoso clima variável britânico permaneça preso em uma mesma configuração por mais tempo, possibilitando que o calor se acumule e persista. Essa combinação entre um clima mais quente e padrões meteorológicos mais persistentes significa que, uma vez que uma onda de calor se desenvolve, ela tem maior probabilidade de se intensificar e durar mais tempo. Homem se refresca no espelho d'água da Fonte dos Girondinos, na Place des Quinconces, em Bordeaux, enquanto a França enfrenta uma onda de calor Philippe Lopez/AFP Consequências extremas Em meio à onda de calor extremo, autoridades adotaram medidas de prevenção, tentando antecipar e evitar os possíveis efeitos mais adversos. Recomendações foram emitidas para grupos de risco, que incluem crianças, idosos, gestantes e doentes crônicos, para que se mantenham hidratados e evitem deslocamentos. No Reino Unido, ao menos 312 escolas foram fechadas, enquanto em Madri, a Prefeitura oferece um "abrigo climático" para pessoas em situação de rua e vulneráveis, funcionando nas horas de mais calor, com fornecimento de água, alimentos e instalações de higiene. Em busca de escapar do calor, muitos europeus procuraram qualquer tipo de corpo d'água para se refrescar — desde a fonte no Parque do Cinquentenário, em Bruxelas, ao Canal de Saint Martin, em Paris. Em paralelo, mortes por afogamento foram registradas: ao menos cinco na Alemanha e 40 na França, que o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, mencionou como um efeito indireto da crise climática. Efeitos diretos também provocaram fatalidades e ocasionaram problemas de saúde. Dois irmãos de 2 e 4 anos foram encontrados sem vida na segunda-feira dentro do carro da família em Carpentras, e três idosos morreram em suas casas no sudoeste do país. (Com NYT, Bloomberg e AFP)
martes, 23 de junio de 2026, 13:36
GE
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Varias de las principales capitales europeas han emitido nuevas alertas y han implementado medidas de emergencia ante una ola de calor extremo que recorre el continente. Este fenómeno ha provocado que los termómetros rompan récords de máximas históricas en diversos países, desde el Reino Unido hasta Francia. Mientras las autoridades investigan diversas muertes vinculadas a las altas temperaturas, la comunidad científica señala una relación directa entre este evento y el cambio climático, destacando el papel catalizador de un fenómeno de El Niño en formación sobre un "domo de calor" instalado en la región.
La situación es crítica en varios puntos geográficos. Italia ha declarado la alerta roja por calor en 15 ciudades, entre las que se encuentran Roma y Milán. Por su parte, Francia ha registrado un récord histórico respecto a la noche más cálida en promedio para el país, alcanzando los 21,6 ºC según las mediciones realizadas entre el lunes y el martes. En el Reino Unido, el servicio meteorológico UK Met Office pronosticó temperaturas de hasta 38 ºC para este martes, siguiendo a una jornada marcada por tormentas eléctricas en la que se contabilizaron 29.074 rayos en 24 horas. Dichas precipitaciones provocaron inundaciones que afectaron los servicios ferroviarios, incluyendo los accesos a los terminales del aeropuerto de Heathrow.
El impacto se extiende a otros países europeos. Casi la totalidad de España se encuentra bajo alerta de calor, con niveles máximos en el norte y el sur; en el País Vasco, donde este calor es relativamente inusual, se han previsto temperaturas de hasta 40 ºC a la sombra. En Polonia, se espera que Varsovia alcance los 38 ºC y que la región de la Baja Silesia registre hasta 41 ºC el domingo, lo que representaría un récord histórico. Alemania y Bélgica también reportan consecuencias derivadas de este clima extremo.
Desde la perspectiva meteorológica, esta ola de calor —la segunda registrada este año en Europa Occidental y Central— es alimentada por un área de alta presión estacionaria. Este sistema comprime el aire hacia el suelo, elevando las temperaturas en un fenómeno conocido como cúpula o domo de calor. La Sociedad Meteorológica Real del Reino Unido ha comparado este sistema de alta presión con una "tapa sobre una panela", que impide que el aire ascienda y forme nubes. Esta ausencia de nubosidad permite una mayor incidencia de luz solar, calentando el suelo de manera continua.
Météo-France añade que estos sistemas de alta presión persistentes pueden bloquear o desviar frentes meteorológicos, resultando en condiciones de poca lluvia y cielo despejado, lo que calienta progresivamente el aire retenido. Especialistas sugieren que el evento actual se ha intensificado debido a un El Niño especialmente fuerte y a la presencia de una masa de agua fría en el Atlántico Norte. Ambos factores han contribuido a crear una ondulación en la corriente de jato (jet stream) sobre el océano, favoreciendo la alta presión sobre el continente. William Henneberg, meteorólogo de Commodity Weather Group, calificó este patrón como "muy inusual" y prevé que las temperaturas se mantengan por encima de la media hasta principios de julio.
El secretario general de la ONU, António Guterres, aprovechó la Semana de Acción Climática de Londres para advertir que la crisis climática está empujando al mundo hacia puntos de ruptura catastróficos. Guterres vinculó estas temperaturas, similares a las de los desiertos africanos en el corazón de Europa, con la dependencia global de los combustibles fósiles, afirmando que Londres no solo está dando un aviso, sino que está "hirviendo".
Científicos como la profesora Hannah Cloke, de la Universidad de Reading, explican que una atmósfera más cálida actúa como un "trampolín térmico", facilitando el desencadenamiento de olas de calor. Asimismo, existen evidencias de que los patrones de bloqueo por alta presión se desarrollan con más frecuencia, permitiendo que el calor se acumule y persista por más tiempo.
Ante esta emergencia, las autoridades han emitido recomendaciones para grupos de riesgo, como niños, ancianos, gestantes y enfermos crónicos, instándolos a mantenerse hidratados y evitar desplazamientos. En el Reino Unido, se ha procedido al cierre de al menos 312 escuelas. En Madrid, la alcaldía ha habilitado un "abrigo climático" para personas en situación de calle y vulnerables, ofreciendo agua, alimentos e instalaciones de higiene durante las horas de mayor calor.
El costo humano ha sido severo. En Francia, el primer ministro Sébastien Lecornu mencionó que se han registrado 40 muertes por ahogamiento como efecto indirecto de la crisis climática, mientras que en Alemania se reportaron al menos cinco casos similares. Las fatalidades directas incluyen la muerte de dos hermanos de 2 y 4 años encontrados en un coche en Carpentras, así como el fallecimiento de tres ancianos en sus hogares en el suroeste de Francia.