O Circuito Mineiro da Cafeicultura – Sul de Minas inicia sua temporada 2026 nesta quarta-feira (15) em Cabo Verde, marcando o começo de uma série de eventos técnicos promovidos pela Emater-MG. A iniciativa percorrerá nove municípios produtores de café na região Sul de Minas ao longo do primeiro semestre, com uma pausa em julho para a colheita e retomada da programação no final do ano.
A primeira etapa do circuito acontecerá na AABB Associação Atlética Banco do Brasil, a partir das 12h30, com inscrições gratuitas no local a partir das 12h. O objetivo central é reunir representantes de toda a cadeia produtiva do café – produtores, traders, comerciantes e cooperativas – para facilitar a troca de informações técnicas e promover o desenvolvimento do setor. As próximas etapas estão agendadas para Paraguaçu (quinta-feira, 16) e Perdões (sexta-feira, 17).
A programação se estenderá por abril, com eventos em Capetinga (dia 23), Boa Esperança (dia 28) e Nazareno (dia 29). Em maio, a série continuará em Bueno Brandão (dia 14), e em junho, em São João del Rei (dia 10) e Careaçu (dia 25).
Paralelamente ao circuito da cafeicultura, Belo Horizonte sedia até esta sexta-feira (17) a Conferência Internacional Novas Tendências na Identificação Microbiana (ID Microbiana). A conferência, organizada em conjunto pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Soluções para Eventos Científicos (SEC) e Micoteca da Universidade do Minho (MUM), em Portugal, abordará os avanços em metodologias e tecnologias aplicadas à identificação de microrganismos em produtos alimentícios, biomédicos e ambientais. O evento também celebra os 30 anos da Coleção Microbiana – Micoteca – da Universidade do Minho.
A conferência conta com a parceria da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos Artesanais e reúne especialistas, pesquisadores e profissionais de diversos países no auditório da Epamig. A discussão sobre a identificação microbiana é crucial para garantir a segurança e a qualidade dos produtos, além de impulsionar a inovação em diversas áreas.
No campo do melhoramento genético de forrageiras, a Embrapa e a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto) lançaram a BRS Carinás, a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens. Essa nova cultivar se destaca pela alta produção de forragem e sua adaptação a sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).
Recomendada para o bioma Cerrado, a BRS Carinás pode alcançar até 16 toneladas de matéria seca por hectare, com alta produtividade de folhas. Essa característica a torna uma alternativa promissora para os produtores, já que a única cultivar de Brachiaria decumbens anteriormente disponível no mercado era a Basilisk (braquiarinha), registrada na Austrália.
A BRS Carinás tem o potencial de aumentar a produtividade da bovinocultura de corte a pasto, suportando taxas de lotação mais elevadas e promovendo um ganho de peso por área cerca de 12% superior ao obtido com a “braquiarinha”. As sementes da nova cultivar já estão disponíveis junto aos associados da Unipasto e serão amplamente distribuídas no início do segundo semestre.
Essas iniciativas demonstram o dinamismo do agronegócio mineiro, que busca constantemente aprimorar suas práticas e tecnologias para aumentar a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade. O Circuito Mineiro da Cafeicultura, a Conferência ID Microbiana e o lançamento da BRS Carinás são exemplos de como a pesquisa, a inovação e a colaboração entre diferentes instituições e agentes do setor podem impulsionar o desenvolvimento do agronegócio em Minas Gerais e no Brasil. A Emater-MG, Epamig, Embrapa e Unipasto desempenham um papel fundamental nesse processo, oferecendo suporte técnico, conhecimento e tecnologias aos produtores e empresas do setor. O futuro do agronegócio mineiro se apresenta promissor, com um crescente foco na sustentabilidade, na qualidade e na inovação.


