A PRIO (PRIO3), a maior produtora independente de petróleo e gás do Brasil, encerrou 2025 com números históricos de produção e vendas, consolidando sua posição no mercado nacional e sinalizando um futuro promissor. Impulsionada pela expansão de suas operações, especialmente após a aquisição de uma participação maior no campo de Peregrino, na Bacia de Campos, a empresa demonstrou resiliência e capacidade de crescimento mesmo diante de desafios como a queda nos preços internacionais do petróleo.
De acordo com dados divulgados pelo site Brazil Stock Guide, a PRIO alcançou uma produção média diária de 106,4 mil barris de petróleo em 2025, um marco inédito para a companhia. As vendas totais de petróleo atingiram 37,8 milhões de barris, também um recorde. Apesar da redução de 15% no preço médio do Brent, o principal referencial do mercado, a receita total da empresa somou aproximadamente US$ 2,5 bilhões, representando um crescimento de 3% em relação ao ano anterior.
O desempenho expressivo da PRIO em 2025 é diretamente atribuído à ampliação de sua participação no campo de Peregrino. Em novembro, a empresa concluiu a aquisição de mais 40% do ativo, assumindo também a operação. Essa transação estratégica adicionou cerca de 40 mil barris por dia à produção da PRIO, transformando Peregrino em um dos principais pilares de seu portfólio.
A retomada das operações em Peregrino, após uma paralisação temporária determinada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), foi crucial para o sucesso da PRIO. A unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) do campo voltou a operar em outubro, e desde então, a produção tem apresentado um crescimento consistente. No quarto trimestre de 2025, Peregrino produziu 56,4 mil barris por dia atribuíveis à PRIO, um volume significativamente superior ao do trimestre anterior, demonstrando a consolidação da participação da empresa no ativo.
Além de Peregrino, outros ativos da PRIO contribuíram para o aumento da produção no último trimestre de 2025. A empresa também avançou no desenvolvimento do campo de Wahoo, onde as atividades de perfuração e instalação submarina continuaram a todo vapor. A PRIO obteve a licença operacional final para Wahoo e se prepara para iniciar a produção, inicialmente com dois poços.
No quarto trimestre de 2025, a receita da PRIO atingiu US$ 642 milhões, um aumento de cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento da produção e do volume de vendas, refletindo a integração dos novos ativos e a expansão das operações. A produção da empresa cresceu 46% no período, enquanto as vendas aumentaram 49% na comparação anual.
Apesar do forte desempenho operacional, a PRIO registrou um prejuízo líquido de US$ 185 milhões no quarto trimestre de 2025. Esse resultado negativo foi atribuído principalmente ao aumento das despesas de depreciação e amortização após a aquisição de Peregrino, bem como a efeitos cambiais relacionados à valorização do real frente ao dólar.
No acumulado de 2025, o EBITDA ajustado da PRIO alcançou cerca de US$ 1,4 bilhão, enquanto o lucro líquido ajustado foi de aproximadamente US$ 405 milhões. A empresa também fortaleceu sua estrutura financeira ao emitir US$ 700 milhões em títulos seniores com vencimento em cinco anos, com uma taxa de juros de 6,75%. Parte dos recursos obtidos com a emissão foi utilizada para recomprar uma parcela de títulos com vencimento previsto para 2026.
A estratégia da PRIO continua focada na aquisição de ativos em produção e na melhoria da eficiência operacional, com o objetivo de ampliar a escala produtiva e manter os custos sob controle. A empresa acredita que essa abordagem é fundamental para garantir sua competitividade e sustentabilidade no longo prazo.
Com a entrada em operação do campo de Wahoo e novas otimizações previstas em Peregrino ao longo de 2026, a PRIO projeta um crescimento contínuo de sua produção e receita nos próximos anos. A empresa está confiante em sua capacidade de aproveitar as oportunidades do mercado brasileiro de petróleo e gás e se consolidar como um dos principais players do setor. A PRIO demonstra, com seus resultados, que a busca por ativos estratégicos e a otimização da produção são chaves para o sucesso em um cenário de volatilidade de preços e desafios regulatórios. A empresa se posiciona como um exemplo de gestão eficiente e visão de longo prazo no setor de energia brasileiro.


