saludHospital en la Mira: Errores en Diagnósticos Ponen en Riesgo Vidas
Ministério Público da Paraíba faz inspeção no Hospital Metropolitano após erros em laudos - Foto: Divulgação. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) realizou uma inspeção no Hospital Metropolitano José Maria Pires, nesta quarta-feira (4), após denúncias de erros em laudos na unidade de saúde. A TV Cabo Branco trouxe relatos de profissionais do hospital e pacientes sobre os problemas nesses exames, na semana passada. De acordo com o MP, a inspeção foi conduzida pela Promotora de Justiça da Saúde da Comarca de Santa Rita, Gardênia Cirne de Almeida e faz parte da apuração instaurada pelo órgão para saber dos erros nos laudos. Durante a visita, foram inspecionadas as instalações do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e do setor de radiologia do hospital. Também o funcionamento do serviço de telerradiologia responsável pela emissão desses exames. Paciente com doença grave no ouvido relata demora para cirurgia no Hospital MetropolitanoO MP informou que adireção da unidade hospitalar afirmou que nove laudos apresentavam inconsistências e foram submetidos à revisão técnica e corrigidos. A direção disse ao órgão que não houve registro de prejuízo assistencial aos pacientes. Foi informado ainda que o médico responsável pela subscrição dos laudos apontados como inconsistentes foi preventivamente afastado do serviço para fins de apuração interna. O Ministério Público continua a apuração e informou que "adotará as providências cabíveis".Sindicância aberta pela PB SaúdeUma sindicância foi aberta, e profissionais de uma empresa contratada pelo Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires para realizar laudos médicos, foram afastados, de acordo com a fundação PB Saúde, que administra o hospital. Em nota divulgada pela fundação, a apuração interna começou em 10 de fevereiro, quando a direção foi informada pela Coordenação Médica da UTI Cardiológica da unidade e confirma inconsistências em laudos de exames de radiologia feitos por uma empresa de São Paulo, que presta o serviço.A fundação informou também que uma vistoria foi realizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) nesta quarta-feira no hospital e um relatório detalhado com o registro das medidas adotadas pela administração e pela empresa responsável pelo serviço de telerradiologia. Entre os profissionais afastados está o médico responsável pela empresaA PB Saúde disse também que os laudos foram revisados e "especialistas" foram consultados para isso. Também, em nota, foi dito que os laudos questionados foram refeitos.Sobre as tratativas entre a fundação e a empresa que realiza os exames radiológicos, a administração informou que houve uma notificação direta para a empresa pedindo apuração sobre erros nos laudos e, em resposta, integrantes da equipe médica envolvidos no caso foram afastados.Também na nota, a PB Saúde disse que "está em fase avançada com os trâmites para a convocação de médicos radiologistas aprovados no último concurso", que são os profissionais responsáveis por fazer alguns dos laudos apontados como errados.O objetivo da fundação é ampliar o quadro de médicos radiologistas na unidade.Em relação aos laudos errados, a PB Saúde também disse que os laudos são de responsabilidade individual e "não houve omissão" da administração do hospital.As denúnciasA TV Cabo Branco teve acesso a uma carta interna feita por alguns profissionais de saúde da unidade alertando sobre os problemas em erros nos laudos. No documento, eles afirmam que os laudos com erros acontecem de forma "reiterada" e "carecem de descrição técnica pormenorizada dos achados tomográficos, apresentando-se de forma excessivamente sucinta e, por vezes, limitadas a conclusões genéricas".Os profissionais do hospital, que preferiram não se identificar, disseram que os erros ocorrem desde outubro do ano passado, quando houve uma troca nos profissionais que faziam os exames de imagem. Anteriormente, os médicos radiologistas da própria unidade eram responsáveis por isso, e após uma mudança, uma empresa passou a ser a responsável.O hospital é referência em cardiologia e neurologia na Paraíba. A unidade realiza todos os dias diversos exames. Um dos médicos ressaltou que os laudos errados são um perigo para a saúde dos pacientes e comentou especificamente sobre uma situação de um laudo com erro no caso de aneurisma."A imagem mostra o aneurisma de aorta torácica de grandes dimensões e o laudo ignora esse diagnóstico. É uma emergência médica que pode ter consequências catastróficas para o paciente, pode causar morte desse paciente em pouco tempo", disse um médico.Em relação a mudança de quem passou a passar os exames de imagem, um outro médico que também preferiu não se identificar, disse que os radiologistas do hospital não conseguiram ter ingerência sobre esses laudos. Ele alega que a diretoria da unidade foi responsável pela mudança.Sobre as alegações, o Hospital Metropolitano disse que "conta com uma central de laudos formada por quatro empresas credenciadas, responsáveis pela emissão de laudos de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada em 11 equipamentos distribuídos nas três macrorregiões da Paraíba, além da realização de ultrassonografias".A fundação disse que este modelo "foi adotado para garantir agilidade na liberação dos resultados, atendimento contínuo à população e suporte especializado às equipes médicas". Sobre as alegações dos erros nos laudos, a PB Saúde disse que " divergências de interpretação podem ocorrer na prática médica, especialmente em exames de alta complexidade. A elaboração do laudo é um ato médico técnico, baseado em critérios científicos e de responsabilidade do profissional que o assina".O hospital ressaltou também que a "conduta clínica, por sua vez, é definida pela equipe assistencial com base na avaliação completa do paciente que inclui exame físico, histórico e demais informações clínicas, além do laudo de imagem" e que "o laudo é um componente essencial do processo diagnóstico, mas não constitui, por si só, o único determinante da estratégia terapêutica".Apuração do CRM-PBNa sexta-feira (27), o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) anunciou abriu uma sindicância para apurar erros em laudos médicos no Hospital Metropolitano.A confirmação da sindicância veio por parte do presidente do CRM-PB, Bruno Leandro. Ele disse que o processo vai ser conduzido pela corregedoria do órgão. Uma inspeção já foi feita na unidade, ainda na sexta-feira (27) e foram encontrados pontos de melhoria, entre eles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).O Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) informou também que os médicos do Hospital Metropolitano procuraram a organização para denunciar o caso. A instituição também acompanha a situação.
miércoles, 4 de marzo de 2026, 18:54
BR
jornaldaparaiba_br
El Hospital Metropolitano José Maria Pires, un centro de referencia en cardiología y neurología en el estado de Paraíba, Brasil, se encuentra bajo investigación del Ministerio Público (MPPB) y del Consejo Regional de Medicina (CRM-PB) tras serias denuncias de errores en laudos de exámenes de imagen. La situación, revelada inicialmente por la TV Cabo Branco, ha generado alarma entre profesionales de la salud y pacientes, quienes temen por la seguridad asistencial.
La investigación del MPPB, liderada por la Promotora de Justicia Gardênia Cirne de Almeida, se centra en el Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) y el sector de radiología del hospital, incluyendo el servicio de telerradiología responsable por la emisión de los exámenes. Durante una inspección realizada el miércoles (4), la dirección del hospital admitió que nueve laudos presentaban inconsistencias y ya fueron revisados y corregidos. No obstante, la dirección asegura que no hubo perjuicio asistencial a los pacientes.
Como medida preventiva, el médico responsable por la firma de los laudos cuestionados fue temporalmente apartado de sus funciones para permitir una investigación interna. El MPPB continúa con la apuración y ha prometido tomar las medidas necesarias.
Paralelamente, la Fundação PB Saúde, administradora del hospital, abrió una sindicancia interna el 10 de febrero, después de recibir alertas de la Coordinación Médica de la UTI Cardiológica sobre las inconsistencias en los laudos de radiología. La investigación apunta a una empresa de São Paulo contratada para realizar los laudos médicos. La Fundação PB Saúde informó que, en respuesta a una notificación directa, la empresa apartó a los profesionales involucrados en el caso.
Según la Fundação PB Saúde, los laudos fueron revisados por “especialistas” y refeitos. La administración del hospital enfatiza que la responsabilidad de los laudos es individual y niega cualquier omisión por parte de la dirección. Sin embargo, profesionales de la salud, que prefirieron mantener el anonimato, afirman que los errores son recurrentes desde octubre pasado, cuando se cambió el equipo responsable por los exámenes de imagen. Anteriormente, los radiólogos del propio hospital realizaban los laudos.
Las denuncias son graves. Un médico reveló a la TV Cabo Branco que un laudo erróneo omitió el diagnóstico de un aneurisma aórtico torácico de grandes dimensiones, una emergencia médica potencialmente fatal. “La imagen muestra el aneurisma y el laudo lo ignora. Es una emergencia que puede causar la muerte del paciente en poco tiempo”, declaró.
Otro médico criticó la falta de influencia de los radiólogos del hospital sobre los laudos, atribuyendo la responsabilidad de la contratación de la empresa externa a la dirección.
La Fundação PB Saúde defiende el modelo de centralización de laudos en cuatro empresas credenciadas, argumentando que garantiza agilidad, atención continua y soporte especializado. Sin embargo, reconoce que “divergencias de interpretación pueden ocurrir en la práctica médica, especialmente en exámenes de alta complejidad”. La institución subraya que el laudo es un componente esencial del proceso diagnóstico, pero no el único determinante de la estrategia terapéutica.
El CRM-PB, por su parte, abrió una sindicância para investigar los errores en los laudos y realizó una inspección en el hospital, identificando puntos de mejora, incluyendo en la Unidad de Terapia Intensiva (UTI). El Sindicato de Médicos de Paraíba (Simed-PB) también está acompañando la situación, después de recibir denuncias de médicos del Hospital Metropolitano.
La situación ha generado preocupación en la comunidad médica y entre los pacientes, quienes exigen transparencia y medidas urgentes para garantizar la calidad y seguridad de los diagnósticos. La Fundação PB Saúde anunció que está en fase avanzada de contratación de radiólogos aprobados en un concurso público para ampliar el equipo de la unidad.
La controversia pone de manifiesto los riesgos de la tercerización de servicios médicos esenciales y la importancia de una supervisión rigurosa para garantizar la calidad de los laudos y la seguridad de los pacientes. La investigación del MPPB y del CRM-PB es crucial para esclarecer los hechos, identificar responsabilidades y adoptar medidas correctivas que eviten que situaciones similares se repitan en el futuro. La salud de los ciudadanos de Paraíba está en juego.