São Paulo consolida sua posição como um polo central da economia criativa no Brasil, respondendo por 20,6% do total de trabalhadores do setor no país, o que equivale a 1,6 milhão de ocupados. Os dados foram divulgados no “Boletim de Empregos na Economia Criativa”, pesquisa realizada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do estado, em parceria com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A pesquisa revela que, em 2023, o setor cultural e criativo paulista movimentou R$ 136,6 bilhões, representando 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.
O estudo, que analisou dados de 2012 a 2023, demonstra um crescimento consistente da economia criativa em São Paulo, superando a média nacional. Enquanto o número de ocupados na economia criativa no Brasil passou de 6,4 milhões em 2012 para 7,7 milhões em 2023, em São Paulo, o setor saltou de 1,1 milhão para 1,6 milhão no mesmo período. A aceleração do crescimento paulista é particularmente notável a partir de 2021, com um avanço de 21,1%, em comparação com os 11,0% observados no Brasil. Em 2023, o crescimento em São Paulo atingiu 11,4%, quase três vezes a média nacional. Atualmente, a economia criativa é responsável por 6,5% do total de empregos no estado.
A secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton, destacou a importância do setor para a economia e a sociedade paulista. “São Paulo se consolida cada vez mais como potência no cenário criativo do Brasil. Apenas aqui no nosso Estado temos 20,6% do total de trabalhadores da cultura e da economia criativa. Isso mostra que temos uma cadeia produtiva muito diversificada, plural e que transforma a vida das pessoas, produzindo emprego e renda”, afirmou a secretária.
As atividades que mais contribuem para a ocupação na economia criativa em São Paulo são software, videogames, serviços de computação e web, que representam 28,4% do total. Publicidade, pesquisa e desenvolvimento, arquitetura e design de interiores também apresentam um crescimento expressivo, impulsionado pelas transformações tecnológicas e pela crescente demanda por inovação.
A secretária Marton enfatizou o papel de São Paulo como um motor de crescimento para a economia criativa em todo o país. “O Estado de São Paulo não está apenas acompanhando a tendência nacional, mas sim exercendo um papel importante para a expansão do setor, sendo um dos principais responsáveis por impulsionar o crescimento da economia criativa no país”, declarou.
A metodologia utilizada no “Boletim de Empregos na Economia Criativa” foi desenvolvida pela Fundação Seade e segue as recomendações internacionais para a mensuração da economia criativa. A delimitação das atividades criativas baseia-se na estrutura revisada da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), em parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Essa abordagem permite a compatibilização de códigos de atividades econômicas (ISIC) com produtos e serviços criativos, classificados segundo o HS (Harmonized System) e o Ebops (Extended Balance of Payments Services), estabelecendo correspondência com os sistemas nacionais de classificação de atividades (CNAE) e de produtos (Prodlist).
A escolha dessa metodologia garante maior comparabilidade internacional e aderência a padrões reconhecidos, ao mesmo tempo em que permite ajustes às especificidades da realidade brasileira e paulista. A pesquisa demonstra que o investimento em cultura e economia criativa não é apenas um fator de desenvolvimento social, mas também um importante motor de crescimento econômico para o estado de São Paulo.
Os resultados do boletim reforçam a necessidade de políticas públicas que incentivem e apoiem o setor criativo, promovendo a geração de empregos, a inovação e o desenvolvimento econômico sustentável. O governo de São Paulo tem demonstrado um compromisso com a economia criativa, implementando programas e iniciativas que visam fortalecer o setor e impulsionar o seu crescimento.
A pesquisa também aponta para a importância da colaboração entre o setor público e o setor privado para o desenvolvimento da economia criativa. A parceria entre a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e a Fundação Seade é um exemplo de como a colaboração pode gerar resultados positivos para o estado de São Paulo.
A economia criativa abrange uma ampla gama de atividades, incluindo artes visuais, música, cinema, teatro, literatura, design, moda, arquitetura, publicidade, jogos eletrônicos e software. Essas atividades têm um impacto significativo na economia, gerando empregos, renda e impostos. Além disso, a economia criativa contribui para a promoção da cultura, a preservação do patrimônio histórico e a melhoria da qualidade de vida da população.
O crescimento da economia criativa em São Paulo é um sinal positivo para o futuro do estado. Com o apoio do governo, do setor privado e da sociedade civil, o setor tem o potencial de se tornar ainda mais importante para a economia e a cultura paulista. A pesquisa “Boletim de Empregos na Economia Criativa” é um importante instrumento para o planejamento e a implementação de políticas públicas que visem fortalecer o setor e impulsionar o seu crescimento.


