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Cesta Básica em Cuiabá se Mantém Estável em Abril, Apesar de Aumentos Pontuais

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Cesta Básica em Cuiabá se Mantém Estável em Abril, Apesar de Aumentos Pontuais

A cesta básica em Cuiabá iniciou o mês de abril com um preço médio de R$ 826,56, apresentando uma variação de apenas 0,04% em relação à última semana de março. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), este valor é 1,45% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a cesta custava R$ 838,70.

A estabilidade do preço da cesta básica no início de abril representa um alívio para os consumidores, especialmente após o período de intensos aumentos observado ao longo de março. O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou que a manutenção dos preços indica um momento de acomodação, diferente do cenário anterior. “A estabilidade registrada neste início de abril indica um momento de acomodação dos preços, diferente do verificado ao longo do mês de março, quando foram registradas altas expressivas em poucos alimentos, já que nove dos 13 itens apresentaram estabilidade ou redução”, afirmou.

Apesar da estabilidade geral, alguns itens da cesta básica registraram aumentos significativos na última semana. O arroz, principal alimento da mesa dos brasileiros, apresentou alta de 6,11%, atingindo o preço de R$ 4,96 por quilo. O aumento é atribuído à baixa oferta do grão, devido ao ritmo mais lento da colheita nas lavouras, e também à elevação no preço dos combustíveis, que impacta o custo do transporte.

O feijão também registrou alta, com um aumento de 5,43%, alcançando R$ 7,83 por quilo. A sequência de aumentos nas últimas semanas está relacionada à oferta mais restrita, em função da menor área de plantio e das dificuldades na colheita causadas pelo período chuvoso. A combinação desses fatores tem pressionado os preços do feijão, um componente essencial da alimentação brasileira.

O tomate também apresentou nova alta, de 3,84%, chegando a R$ 9,05 por quilo. Apesar do início da safra de inverno, o aumento pode estar relacionado à qualidade dos frutos. O transporte de produtos mais sensíveis, como o tomate, aumenta as perdas, o que acaba refletindo nos preços finais.

O IPF-MT identificou que a restrição na oferta de produtos é um fator determinante para a pressão sobre os custos da alimentação básica. Problemas sazonais, logísticos e climáticos têm contribuído para a redução da disponibilidade de alguns alimentos, elevando seus preços. A pesquisa ressalta a importância de monitorar de perto esses fatores para entender as flutuações nos preços da cesta básica.

Wenceslau Júnior concluiu que, mesmo com a elevação semanal de alguns itens, o patamar atual da cesta básica ainda se mantém inferior ao registrado no ano anterior. “Mesmo com a elevação semanal de alguns itens, o patamar atual ainda se mantém inferior ao registrado no ano anterior, sinalizando uma recuperação parcial do poder de compra das famílias”, destacou. Essa recuperação, embora parcial, é um indicativo positivo para as famílias cuiabanas, que enfrentam desafios econômicos no dia a dia.

O levantamento do IPF-MT é fundamental para acompanhar a evolução dos preços dos alimentos e seus impactos no orçamento familiar. A pesquisa fornece informações relevantes para consumidores, comerciantes e autoridades, auxiliando na tomada de decisões e na implementação de políticas públicas que visem a garantir o acesso à alimentação básica para toda a população. A continuidade desse monitoramento é essencial para identificar tendências, antecipar problemas e promover a estabilidade dos preços da cesta básica em Cuiabá.

A Fecomércio-MT continuará acompanhando de perto a evolução dos preços da cesta básica e divulgando os resultados periodicamente. O objetivo é fornecer informações transparentes e precisas para a sociedade, contribuindo para um mercado mais justo e equilibrado. A entidade também buscará parcerias com outros órgãos e instituições para fortalecer o monitoramento e a análise dos preços dos alimentos, a fim de garantir o bem-estar dos consumidores e o desenvolvimento econômico do estado de Mato Grosso.

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