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Brasil mejor posicionado ante guerra, pero alerta por precios

Brasil mejor posicionado ante guerra, pero alerta por precios
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avaliou que o Brasil se encontra em uma posi o mais confortável para enfrentar os impactos da guerra no Oriente Médio em compara o com cenários anteriores, devido ao conservadorismo adotado pelo Comit de Política Monetária (Copom) na condu o da taxa Selic e ao perfil exportador de petróleo do país. No entanto, o BC teme um efeito duradouro sobre os pre os, especialmente em um contexto de crescente incerteza global.

Galípolo destacou que a postura conservadora dos juros, ao longo de 2025, reservou uma posi o melhor do que se a gente n o tivesse sido conservador , permitindo ao BC uma gordura para analisar os desdobramentos do conflito na economia brasileira. A condi o de exportador líquido de petróleo também contribui para essa posi o mais favorável.

Apesar desse cenário relativamente mais tranquilo, o presidente do BC ressaltou a import ncia de monitorar de perto os efeitos de segunda ordem do conflito, em especial a transmiss o do choque do petróleo para os pre os de outros produtos e servi os. Ele enfatizou que a economia brasileira tem demonstrado resili ncia, o que torna ainda mais crucial essa aten o.

O mercado já antecipa efeitos mais duradouros do conflito sobre os pre os, devido s restri es de oferta de petróleo e de outros produtos em fun o dos ataques bélicos. Galípolo mencionou que a concentra o de choques de oferta nos últimos anos incluindo a pandemia de Covid-19, a guerra entre Ucr nia e Rússia, as tarifas impostas por Donald Trump e o atual conflito no Oriente Médio ensinou aos banqueiros centrais que é difícil acreditar na tese de que os efeitos s o transitórios.

É algo também que p e os banqueiros centrais em uma situa o complexa. Voc vai falar: é mais um choque temporário. É o quarto choque temporário em 10 anos? Isso vai dando rodadas de piora no nível de pre o que tendem a causar sim uma sensa o de desconforto popula o , afirmou Galípolo.

A incerteza em rela o ao conflito reduz a confian a do BC sobre as proje es de infla o de longo prazo. Atualmente, a meta de infla o é de 3,0% para o terceiro trimestre de 2027, e a proje o atual é de 3,3%, um aumento de apenas 0,10 ponto percentual em rela o proje o anterior, realizada antes do conflito. No entanto, Galípolo ressaltou que a confian a em uma proje o de 10 pontos base se reduz, e que análises mais qualitativas se tornam necessárias para avaliar o impacto na infla o.

O BC iniciou um ciclo de cortes na taxa Selic neste m s, com uma redu o de 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75%. No entanto, o futuro do ciclo de cortes permanece incerto, devido alta volatilidade e aos desdobramentos da guerra.

Em rela o atividade econ mica, Galípolo observou que, tradicionalmente, um choque de petróleo é visto como favorável ao PIB brasileiro, devido condi o de exportador líquido. No entanto, o choque atual é de oferta, o que pode ter um efeito contrário. Todos os banqueiros centrais entendem que em uma situa o como essa de choque de oferta tende-se a ter mais infla o e menos crescimento. E talvez, quanto mais aguda for a crise, maior impacto nessa segunda parte , afirmou.

O presidente do BC destacou que existe uma tend ncia no Brasil de correlacionar positivamente os pre os do petróleo e o crescimento econ mico, mas que essa correla o geralmente decorre de uma press o de demanda nos pre os do petróleo, o que n o é o caso do choque atual.

Diante desse cenário, a Petrobras ampliou a oferta de diesel e gasolina em abril, em meio a uma baixa importa o. O governo, por sua vez, v um espa o limitado para agir, e o ministro Durigan anunciou que cobrará respostas dos governadores sobre a possível subvenc a o ao diesel. A escalada do pre o do petróleo, especialmente do diesel, pressiona a inflac a o e encarece o frete de alimentos, gerando preocupa o em diversos setores da economia.

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