O filho do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como "Nicolasito", declarou seu "apoio incondicional" à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a prisão de Maduro pelas forças americanas.
Em seu primeiro discurso após a detenção do pai, Nicolasito condenou a ação ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que sua família está sendo perseguida. Durante a cerimônia de posse do novo Parlamento, que reelegeu Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, como chefe do Poder Legislativo, Nicolasito disse que "mais cedo ou mais tarde" seu pai e a primeira-dama, Cilia Flores, voltarão à Venezuela.
A prisão de Maduro pela administração Trump gerou comoção e protestos em diversos países. Milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Caracas para exigir a libertação do presidente venezuelano. Manifestações também ocorreram em Havana, Buenos Aires, Bogotá, Madri e Nova Délhi.
Segundo especialistas, a ausência de Maduro não significa o fim do chavismo no país. Delcy Rodríguez, que foi vice-presidente de Maduro, é a primeira mulher a assumir o cargo político máximo na Venezuela. Para o cientista político Leandro Gabiati, a manutenção das instituições do regime é um ponto-chave neste momento.
O professor de Relações Internacionais Ricardo Caichiolo avalia que Nicolasito tenta assumir o papel de herdeiro político, mobilizando a base chavista e tratando a prisão do pai como um ataque à soberania venezuelana. Internamente, o chavismo busca se proteger mantendo o controle das instituições, com a recondução de Jorge Rodríguez à presidência da Assembleia.
Apesar da prisão de Maduro, analistas apontam que o processo ainda não foi concluído e que a evolução da situação na Venezuela segue incerta. Delcy Rodríguez sinalizou diálogo com Trump, em uma tentativa de evitar mais tensão e obter fôlego econômico para o país.


