Enquanto o mundo acompanha os desdobramentos da captura de Nicolás Maduro, centenas de famílias venezuelanas vivem um momento de expectativa e cautela. Familiares de presos políticos, defensores de direitos humanos e os próprios detentos observam atentamente cada movimento, na esperan a de que a nova conjuntura política possa favorecer a liberta o de seus entes queridos.
Desde a queda do regime chavista, multiplicaram-se os apelos pela liberta o de todos os presos por raz es políticas, considerados reféns de um sistema de persegui o. Segundo o Foro Penal, organiza o que documenta casos de repress o política na Venezuela, havia 806 presos políticos no país pouco antes das elei es de 2024, incluindo 175 militares e 631 civis.
Casos emblemáticos, como o da ativista Rocío San Miguel e do opositor Enrique Márquez, exemplificam a dimens o humana desse problema. Organiza es de direitos humanos defendem uma anistia geral como ponto de partida para qualquer processo de transi o, temendo que o chavismo utilize liberta es seletivas apenas como válvula de escape.
Agora, a expectativa é de que os presos políticos deixem de ser moeda de troca nas negocia es geopolíticas e passem a ocupar o centro da agenda. Para centenas de venezuelanos encarcerados e suas famílias, essa resposta definirá n o apenas o futuro do país, mas a própria sobreviv ncia.











