O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (16) um bloqueio naval aos petroleiros que transportam petróleo da Venezuela, em uma escalada das tensões entre Washington e Caracas. O presidente Donald Trump declarou que o país sul-americano está "completamente cercado" pelas Forças Armadas americanas, com o objetivo de impedir o trânsito de qualquer navio de empresas não vinculadas à Chevron.
A medida foi classificada pelo regime venezuelano como "absolutamente irracional" e "ameaça grotesca". Em comunicado, o governo de Nicolás Maduro afirmou que Trump pretende "impor de maneira absolutamente irracional um suposto bloqueio militar naval à Venezuela com o objetivo de roubar as riquezas que pertencem à nossa pátria".
A Venezuela concentra uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e as exportações desse produto são estratégicas para a já debilitada economia nacional. O bloqueio anunciado por Trump deve impactar severamente as receitas do país, que enfrenta uma grave crise política e humanitária.
Essa não é a primeira vez que os Estados Unidos tomam medidas para dificultar as exportações de petróleo venezuelano. No último dia 11, o governo Trump apreendeu no mar do Caribe o petroleiro "Skinner", com bandeira de Guiana, que zarpou de um porto venezuelano com destino ao Irã, outro alvo de sanções americanas.
Segundo estimativas, pelo menos 11 milhões de barris de petróleo estão parados em navios na costa venezuelana devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Essa situação agrava ainda mais a crise econômica e social que assola o país governado por Nicolás Maduro.
O anúncio do bloqueio naval ocorre em um momento delicado nas relações entre Washington e Caracas. Apesar das tensões, o governo Biden manteve a autorização para que a Chevron, empresa americana, continue operando na Venezuela, com o objetivo de reduzir os preços da gasolina nos Estados Unidos.
Analistas afirmam que o bloqueio naval anunciado por Trump representa uma nova escalada no confronto entre os dois países, com potencial de agravar ainda mais a já complicada situação humanitária na Venezuela.


