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Nuevo arancel de Trump golpea al agronegocio brasileño con pérdidas millonarias

Novo tarifaço de Trump deve provocar impacto de 36,5% no agronegócio brasileiro O novo tarifaço de Donald Trump deve provocar impacto de mais de 36% no agronegócio brasileiro. O governo fala em manter diálogo e negociação, e avalia, com os setores afetados, como abrir novas frentes de exportação. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Tarifaço: 2.375 produtos brasileiros foram atingidos pela nova tarifa de 25%. Só no agronegócio, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária estima que o tarifaço deve atingir R$ 4,6 bilhões por ano, o equivalente a 36,5% das exportações do setor para os Estados Unidos. No geral, o governo calcula que o impacto será de 18% das exportações, e que São Paulo e Santa Catarina serão os mais prejudicados. Os dois estados são responsáveis pela exportação de metade dos produtos atingidos pelo tarifaço. O presidente da Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Laudemir Müller, classificou a medida como um absurdo. A agência funciona como uma ponte entre as empresas brasileiras e o mercado global. Müller disse que para incentivar a busca de compradores alternativos aos Estados Unidos, a Apex vai investir R$ 130 milhões: "Nós vamos trabalhar e vamos anunciar um plano de diversificação de mercados. Nós reservamos aqui já R$ 130 milhões, que nós vamos trabalhar junto com as nossas 57 entidades do setor privado, com as quais nós temos parceria. Vamos ter uma estratégia de diversificação específica, que a gente vai anunciar já nos primeiros dias de agosto, que a gente já está negociando com os nossos parceiros". Além de diversificar mercados, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que está conversando com os setores afetados para definir a ampliação do programa de socorro aos exportadores, e que o foco deve ser a oferta de crédito com juros mais baixos. A Confederação Nacional da Indústria propôs ao governo ampliar o programa de incentivo à modernização da indústria. O ministro também reforçou que a lei da reciprocidade poderá ser usada, mas que responder ao tarifaço com retaliação não está nos planos do governo. "Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo, fora do nosso trabalho. Então, portanto, não cabe falar em retaliação. E a reciprocidade tem sido avaliada para ser usada na medida e no tempo correto", afirma Dario Durigan, ministro da Fazenda. Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação Jornal Nacional/ Reprodução O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, manifestou repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos. Ele reforçou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais e disse que a Câmara vai atuar com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. Em um evento no Rio de Janeiro, após dizer que só vai comentar o tarifaço depois que Donald Trump se manifestar, o presidente Lula disse que vai travar uma guerra sobre a verdade com o presidente americano: "Porque até agora o Trump não falou do tarifaço. Quem falou do tarifaço foi o pessoal do segundo escalão dele, e o meu pessoal já respondeu hoje. Quando o Trump falar, eu vou falar. Quando ele falar, eu vou falar. De presidente para presidente da República. Eu já falei três vezes ao presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra. O Brasil não tem nenhum interesse. Nós aqui somos da paz. Nós somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da narrativa. É a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem é que está dizendo a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos. Então, ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra. E isso nós vamos ter que demonstrar". O vice-presidente, Geraldo Alckmin, que conduziu grande parte das conversas com os Estados Unidos, disse que o Brasil não vai deixar a mesa de negociação com os americanos. Ele afirmou que até agora não se discutiu especificamente cada ponto, mas que o Brasil vai insistir na redução das tarifas. O vice-presidente deu a declaração em uma entrevista à GloboNews. "As conversas sempre foram mais genéricas. Elas foram mais genéricas. Mas o fato é que o Brasil tem déficit. Nós vamos trabalhar para reduzir essa tarifa, porque entendemos que ela é injusta e ela é descabida. E vamos trabalhar firmemente por isso. Vamos apoiar os setores afetados. Então, nós vamos apoiar, vamos ouvi-los, vamos chamar todos para ouvi-los e apoiá-los", diz vice-presidente, Geraldo Alckmin. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Governo americano decide impor taxas a quase 3 mil produtos brasileiros que entram nos EUA Tarifaço: governo brasileiro diz que vai anunciar programa de apoio às empresas afetadas e declara que pode adotar a Lei da Reciprocidade Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China Por que o PIX, meio mais usado por pequenos negócios, virou pretexto dos EUA no tarifaço Tarifaço deve atingir 36,5% das exportações do agro para os EUA, diz CNA

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Nuevo arancel de Trump golpea al agronegocio brasileño con pérdidas millonarias
Puntos clave

El gobierno de Donald Trump ha impactado la economía brasileña con un tarifaço del 25 por ciento sobre 2,375 productos, afectando especialmente al agronegocio con pérdidas estimadas en 4,600 millones de reales anuales. Esta medida compromete el 18 por ciento de las exportaciones totales del país, dejando en situación de vulnerabilidad a los estados de São Paulo y Santa Catarina. Ante la crisis, la agencia Apex invertirá 130 millones de reales para diversificar mercados y reducir la dependencia de Estados Unidos, mientras el Ministerio de Hacienda impulsa créditos con tasas bajas para los exportadores. Aunque existe la posibilidad legal de aplicar reciprocidad, el gobierno brasileño prioriza la diplomacia y el diálogo. El presidente Lula da Silva ha evitado declarar una guerra comercial, prefiriendo iniciar una batalla de narrativas y esperar una respuesta personal de Trump. Por su parte, el vicepresidente Geraldo Alckmin asegura que Brasil se mantendrá en la mesa de negociaciones para insistir en la reducción de los aranceles.

La economía brasileña se enfrenta a un escenario de incertidumbre tras el anuncio de un nuevo paquete de aranceles impuestos por el gobierno de Donald Trump. Esta medida, denominada como un "tarifaço", afecta directamente a 2.375 productos brasileños, los cuales han sido gravados con una tarifa del 25%. El impacto es particularmente severo para el sector del agronegocio, que se posiciona como uno de los más perjudicados por esta decisión comercial de los Estados Unidos.

Según estimaciones de la Confederación Nacional de la Agricultura y la Pecuaria, el impacto financiero para el agronegocio brasileño podría alcanzar los 4.600 millones de reales anuales. Esta cifra representa un golpe crítico, equivalente al 36,5% de todas las exportaciones de este sector hacia el mercado estadounidense. A nivel general, el gobierno brasileño calcula que el impacto global sobre las exportaciones totales será del 18%. Geográficamente, los estados de São Paulo y Santa Catarina son los más vulnerables, ya que entre ambos concentran la exportación de la mitad de los productos afectados por la nueva medida arancelaria.

Ante esta situación, la Agencia Brasileña de Promoción de Exportaciones e Inversiones (Apex) ha calificado la medida como un "absurdo". La agencia, que actúa como puente estratégico entre las empresas nacionales y los mercados internacionales, ha anunciado una contraofensiva basada en la diversificación. Laudemir Müller, presidente de Apex, informó que la entidad invertirá 130 millones de reales para incentivar la búsqueda de compradores alternativos a los Estados Unidos.

Este plan de diversificación de mercados se desarrollará en colaboración con 57 entidades del sector privado asociadas a la agencia. Müller aseguró que la estrategia específica será anunciada durante los primeros días de agosto, subrayando que las negociaciones con los socios ya se encuentran en marcha para mitigar la dependencia del mercado norteamericano.

Desde la perspectiva financiera, el ministro de Hacienda, Dario Durigan, ha indicado que se encuentra en conversaciones con los sectores afectados para ampliar el programa de auxilio a los exportadores. La principal línea de acción propuesta por el Ministerio de Hacienda es la oferta de crédito con tasas de interés más bajas para aliviar la presión económica sobre las empresas. Paralelamente, la Confederación Nacional de la Industria ha solicitado al gobierno que se amplíe el programa de incentivos destinado a la modernización de la industria nacional.

En cuanto a la respuesta diplomática y legal, Durigan mencionó la existencia de la ley de reciprocidad como una herramienta disponible, aunque aclaró que, por el momento, el gobierno no tiene planes de responder al "tarifaço" mediante represalias directas. No obstante, esta postura contrasta parcialmente con la del presidente de la Cámara de Diputados, Hugo Motta, quien manifestó su repudio a la decisión estadounidense. Motta defendió la Ley de Reciprocidad Económica, aprobada por el Congreso, como un instrumento legítimo para la defensa de los intereses nacionales, asegurando que la Cámara actuará con firmeza y responsabilidad.

Por su parte, el presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordó la situación durante un evento en Río de Janeiro. Lula afirmó que solo emitirá comentarios definitivos una vez que Donald Trump se manifieste personalmente, señalando que, hasta ahora, la información sobre los aranceles ha provenido de funcionarios del "segundo escalón" del gobierno estadounidense. El mandatario brasileño enfatizó que Brasil no tiene interés en entrar en una guerra comercial, declarando que el país es "de paz". Sin embargo, Lula adelantó que entablará una "guerra de narrativa" y una "guerra de la verdad" con el presidente estadounidense para demostrar al mundo la realidad de este conflicto tarifario, instando a Trump a utilizar la "arma de la palabra" en lugar de medidas económicas.

Finalmente, el vicepresidente Geraldo Alckmin, quien ha liderado gran parte de las conversaciones con Estados Unidos, aseguró que Brasil no abandonará la mesa de negociaciones. Alckmin señaló, en entrevista con GloboNews, que aunque todavía no se han discutido los puntos específicos de cada producto, la postura de Brasil será insistir firmemente en la reducción de las tarifas impuestas.

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