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Postegan votación para criminalizar la misoginia en Brasil tras fuertes tensiones entre Tabata Amaral y el PL

LAURA SCOFIELD BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) disse que o PL (Partido Liberal) foi a única bancada que não quis conversar sobre o projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de racismo. A votação do texto foi adiada nesta terça-feira (14), sem data prevista. O texto foi aprovado pelo Senado Federal em março por unanimidade. "Desde o início, tratei essa pauta como prioridade absoluta. Fiz tudo o que estava ao meu alcance para construir um acordo que permitisse a aprovação do projeto. Estive com todas as bancadas, com exceção do Partido Liberal (PL), que não quis dialogar. Ouvi as contribuições apresentadas, incorporei sugestões e trabalhei para chegar a um texto equilibrado, sem abrir mão da proteção às mulheres", afirmou a relatora do projeto em nota à imprensa. À Folha de S.Paulo, o líder do PL na Câmara Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que Tabata se reuniu com o deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), que representou o partido. "Ele não foi atendido nas demandas que colocou para a relatora", afirmou. Tabata disse que a conversa com o deputado não foi em nome do partido, "que foi procurado diversas vezes pela parlamentar e equipe, sem retorno". O texto mais recente define misoginia como "a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher". A proposta altera a legislação sobre racismo e inclui a misoginia nas punições já previstas para injúrias e ofensas à dignidade ou decoro por razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Praticar, induzir ou incitar discriminação pela condição de mulher, por exemplo, passaria a ser punido com reclusão de um a três anos e multa. Com o adiamento, a análise do texto pode ficar para após as eleições. A Câmara entrará em recesso ao fim desta quarta-feira (15). Depois, em razão do calendário especial para o pleito, só haverá mais duas semanas com votações no plenário até o início de novembro. De acordo com a assessoria, a relatora ainda tentará aprovar o texto nessas sessões, que ocorrerão em agosto e setembro. Na nota, Tabata também disse que o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) "enfrenta forte pressão", o que tem levado ao adiamento do que considera "pautas essenciais para a população". Em março, quando anunciou a criação de um grupo de trabalho para debater a proposta, Motta disse que pretendia levar o texto ao plenário ainda em junho, previsão que passou para julho após reunião de líderes. Em 1o de julho, o presidente pautou a urgência do projeto, que foi aprovada, acelerando sua tramitação na Câmara, apesar da resistência da bancada evangélica. De acordo com Tabata, Motta participou da construção para tentar aprovar o texto na quarta-feira (15), mas não houve acordo. A relatora e a presidente da bancada feminina Jack Rocha (PT-ES) se reuniram com o governo federal nesta tarde em busca de finalizar as negociações. "É lamentável que um projeto tão importante para garantir mais segurança, dignidade e direitos às mulheres tenha sido adiado, mas essa história está longe de terminar. Vou intensificar a articulação e seguir pressionando para que a misoginia seja criminalizada o quanto antes. As mulheres do nosso país não podem continuar esperando por uma proteção que é urgente e necessária", afirma a deputada. Lafayette disse à reportagem que conversou com a relatora nos últimos dias e sugeriu que, ao invés de definir o que é misoginia na Lei do Racismo, ela alterasse a Lei Maria da Penha. O deputado explicou ter proposto que a violência descrita na lei, atualmente restrita ao contexto doméstico, familiar ou de relação íntima de afeto, fosse ampliada para incluir toda a sociedade. Além disso, ele propôs aumento de pena para quando os crimes de incitação à violência e apologia à violência, previstos no Código Penal, fossem contra mulheres. De acordo com ele, a definição de misoginia proposta pela deputada estava "cheia de imprecisões técnicas". "Não está protegendo a mulher, está criando um troço nebuloso, que não tem definição, que vai criar é medo em todo mundo", afirmou à Folha de S.Paulo. Lafayette falou ainda que foi instruído pelo líder do partido a falar com a deputada e recebeu respaldo do grupo, mas não se apresentou a ela como representante do PL. Tabata afirma que a conversa com Lafayette foi breve e que "muitas (das sugestões) já estavam contempladas no texto, enquanto as demais a deputada conseguiu encaminhar". Nesta tarde, deputadas como Tabata, Jack Rocha, Benedita da Silva (PT-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) promoveram uma coletiva de imprensa em defesa do projeto na Câmara dos Deputados. Elas pediram que o texto fosse votado nesta semana. "Não podemos perder ninguém pelo discurso, principalmente das fake news que têm sido divulgadas e que desumanizam as mulheres brasileiras", afirmou a presidente da bancada feminina.

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Postegan votación para criminalizar la misoginia en Brasil tras fuertes tensiones entre Tabata Amaral y el PL
Puntos clave

La Cámara de Diputados de Brasil ha pospuesto indefinidamente la votación del proyecto de ley que busca tipificar la misoginia como un delito equiparable al racismo. A pesar de contar con el respaldo unánime del Senado, la propuesta enfrenta una fuerte resistencia del Partido Liberal, que cuestiona la precisión técnica del texto y sugiere modificar la Ley Maria da Penha en su lugar. La relatora del proyecto, Tabata Amaral, denunció la falta de diálogo de la bancada opositora mientras el calendario legislativo se agota debido al próximo receso y las elecciones. El texto busca imponer penas de uno a tres años de reclusión para quienes inciten la violencia o discriminación contra la mujer, una medida que un grupo de parlamentarias defenderá intensamente en los próximos meses.

La Cámara de Diputados de Brasil ha pospuesto la votación del proyecto de ley que busca incluir la misoginia dentro de los delitos de racismo, dejando el texto sin una fecha prevista para su análisis. La decisión se tomó este martes 14 de julio, a pesar de que la propuesta ya contaba con la aprobación unánime del Senado Federal, ocurrida en el pasado mes de marzo.

La relatora del proyecto, la diputada Tabata Amaral (PSB-SP), manifestó su malestar ante el aplazamiento y señaló directamente al Partido Liberal (PL) como el principal obstáculo en el proceso de negociación. A través de una nota de prensa, Amaral afirmó que ha tratado esta agenda como una "prioridad absoluta" y que agotó todas las instancias posibles para construir un acuerdo que permitiera la aprobación del texto. Según la parlamentaria, logró dialogar con todas las bancadas de la Cámara, con la excepción del Partido Liberal, el cual, según sus palabras, "no quiso dialogar".

Por su parte, el líder del PL en la Cámara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), contradijo la versión de la relatora. Cavalcante aseguró que Tabata Amaral sí mantuvo una reunión con el diputado Lafayette de Andrada (PL-MG), quien actuó en representación del partido. No obstante, el líder del PL sostuvo que el motivo del desacuerdo radica en que las demandas presentadas por Andrada a la relatora no fueron atendidas.

Ante esta afirmación, Tabata Amaral aclaró que la conversación sostenida con el diputado Lafayette de Andrada no se realizó en nombre del partido. La parlamentaria subrayó que tanto ella como su equipo buscaron contacto formal con la bancada del PL en diversas ocasiones, pero no recibieron respuesta alguna.

El contenido del proyecto de ley es el punto central de la controversia. El texto más reciente define la misoginia como la "práctica, la inducción o la incitación de violencia, de restricción al pleno ejercicio de derechos o de ofensa a la dignidad de la mujer, en razón de la condición de mujer". La propuesta pretende modificar la legislación actual sobre racismo para integrar la misoginia en las sanciones ya previstas para injurias y ofensas a la dignidad o decoro por motivos de raza, color, etnia o procedencia nacional. En términos prácticos, quien practique, induzca o incite la discriminación por la condición de mujer podría enfrentar penas de reclusión de uno a tres años y multa.

El calendario legislativo complica ahora la situación, ya que la Cámara entrará en receso al finalizar este miércoles 15 de julio. Debido al calendario especial por las próximas elecciones, solo quedarán dos semanas de votaciones en el pleno antes de inicios de noviembre. A pesar de este escenario, la asesoría de la relatora indicó que Tabata Amaral intentará aprobar el texto durante las sesiones que se llevarán a cabo en agosto y septiembre.

La relatora también hizo referencia al papel del presidente de la Cámara, Hugo Motta (Republicanos-PB), señalando que este se encuentra bajo una "fuerte presión", lo que ha derivado en el aplazamiento de pautas que ella considera esenciales para la ciudadanía. Cabe recordar que Motta había previsto llevar el texto al pleno en junio, fecha que luego se trasladó a julio tras reuniones con líderes. Aunque el 1 de julio se aprobó la urgencia del proyecto para acelerar su trámite, la resistencia de la bancada evangélica ha sido notable.

Desde la perspectiva técnica, el diputado Lafayette de Andrada argumentó que la definición de misoginia propuesta por Amaral estaba "llena de imprecisiones técnicas" y que, en lugar de proteger a la mujer, creaba un concepto "nebuloso" que podría generar miedo generalizado. Andrada sugirió que, en lugar de modificar la Ley del Racismo, se debería alterar la Ley Maria da Penha para ampliar la protección contra la violencia más allá del contexto doméstico, familiar o de relaciones íntimas, extendiéndola a toda la sociedad. Asimismo, propuso aumentar las penas del Código Penal para los delitos de incitación y apología a la violencia cuando las víctimas sean mujeres.

Finalmente, un grupo de diputadas, encabezado por Tabata Amaral, Jack Rocha (PT-ES), Benedita da Silva (PT-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS) y Jandira Feghali (PCdoB-RJ), realizó una colectiva de prensa para defender el proyecto. Jack Rocha, presidente de la bancada femenina, alertó sobre el peligro de las noticias falsas que deshumanizan a las mujeres brasileñas. Por su parte, Tabata Amaral concluyó que, aunque es lamentable el adiamento, intensificará la articulación política para asegurar que la misoginia sea criminalizada lo antes posible.