internacionalAlarma en Congo: Brote de Ébola deja más de 1.000 casos y provoca crisis en campos de refugiados
Pessoas reagem enquanto funcionários da Cruz Vermelha caminham em formação desinfetando o hospital geral de Rwampara antes de manusearem o corpo de uma pessoa que morreu de Ebola, em meio aos esforços das agências humanitárias para conter um novo surto da cepa Bundibugyo, em Rwampara, nos arredores de Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, em maio Reuters A República Democrática do Congo confirmou o registro de 1.003 casos de ebola no país, incluindo 254 mortos, na noite de domingo (21). Na sexta-feira (19), uma bebê de 6 meses foi enterrada após morrer de ebola no leste do país. No mesmo dia, outras mortes causadas pela doença forma confirmadas em um campo para deslocados. Desde o início de maio, houve um aumento de mortes considerado incomum por autoridades locais e organizações humanitárias que administram o acampamento para refugiados. Algumas das vítimas tiveram diagnóstico confirmado para ebola, alimentando preocupações de que o vírus possa estar circulando sem ser detectado em uma das regiões mais afetadas pelo atual surto. Localizado em Bunia, epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo, o campo de deslocados de Kigonze abriga mais de 15 mil pessoas que fugiram de conflitos armados. Segundo a administração local, o local costumava registrar entre uma e três mortes por mês. Apenas nesta semana, porém, dez moradores foram enterrados. Entenda o Ebola em 7 pontos A real dimensão do surto ainda é incerta. Até recentemente, moradores e familiares das vítimas resistiam à realização de testes em pacientes e corpos, segundo organizações humanitárias que atuam na região. Embora nem todas as mortes tenham sido oficialmente atribuídas ao ebola, representantes do campo, líderes comunitários e trabalhadores humanitários afirmam que muitas vítimas apresentavam sintomas compatíveis com a doença, como febre, dor de cabeça e vômitos. O porta-voz de Kigonze, Désiré Grodya Bapi, afirmou que profissionais de saúde conseguiram coletar amostras de cinco vítimas e que parte dos exames testou positivo para ebola. Fontes envolvidas na resposta ao surto também confirmaram que alguns dos mortos registrados nos últimos dias tiveram diagnóstico da doença. O atual surto foi declarado oficialmente pelas autoridades congolesas em 15 de maio, embora os primeiros óbitos associados ao vírus tenham ocorrido antes dessa data. Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, se reúne com autoridades de saúde no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Gradel Muyisa Mumbere/Reuters Saneamento precário agrava risco Organizações humanitárias apontam que as condições sanitárias do campo podem favorecer a propagação de doenças infecciosas. Em Kigonze, famílias numerosas vivem em barracas improvisadas separadas por menos de um metro de distância. Banheiros são insuficientes para atender a população e frequentemente transbordam, segundo moradores e trabalhadores que atuam na área. O problema preocupa porque o ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, vômito e fezes. Dados compilados pelas Nações Unidas mostram que o financiamento para projetos de água, saneamento e higiene na República Democrática do Congo caiu de forma significativa entre 2024 e 2025. Os recursos disponíveis para essas ações foram reduzidos para cerca de US$ 38 milhões, pouco mais da metade do valor registrado no ano anterior. Além disso, apenas 21% dos US$ 80 milhões solicitados para este ano pelas agências humanitárias foram efetivamente financiados. Segundo quatro organizações que atuam na região, programas voltados para abastecimento de água, construção de banheiros e outras medidas de saneamento destinados a populações deslocadas foram reduzidos ou interrompidos após cortes em financiamentos internacionais. A província de Ituri, onde fica Bunia, concentra mais de 90% dos cerca de 900 casos confirmados do atual surto de ebola no país. Mortes associadas à doença também já foram registradas em outros campos de deslocados da região. Autoridades de saúde tentam ampliar a testagem e o rastreamento de contatos para conter a transmissão do vírus, mas enfrentam desafios que vão da resistência de parte da população às limitações estruturais em áreas marcadas por deslocamentos em massa e anos de instabilidade.
lunes, 22 de junio de 2026, 05:57
CD
g1globo
La República Democrática del Congo ha confirmado un saldo crítico en la lucha contra el virus del Ébola, registrando un total de 1.003 casos confirmados y 254 fallecimientos hasta la noche del pasado domingo 21 de junio de 2026. Las autoridades sanitarias y las agencias humanitarias se encuentran actualmente desplegadas en el terreno para intentar contener la propagación de la cepa Bundibugyo, que ha golpeado con especial dureza la provincia de Ituri.
La gravedad de la situación se ha hecho evidente en los últimos días a través de tragedias humanas concretas. El viernes 19 de junio, se procedió al entierro de una bebé de apenas seis meses que perdió la vida a causa de la enfermedad en la zona este del país. En esa misma jornada, se confirmaron otras defunciones vinculadas al virus en un campo destinado a personas desplazadas, lo que ha encendido las alarmas sobre la velocidad de contagio en entornos vulnerables.
Desde principios de mayo, las organizaciones humanitarias y las autoridades locales han observado un incremento de muertes que califican como inusual, especialmente en los campamentos de refugiados. Aunque algunas víctimas han recibido un diagnóstico confirmado de Ébola, existe una preocupación creciente de que el virus esté circulando de manera silenciosa y sin ser detectado en algunas de las regiones más afectadas por el brote actual.
Uno de los puntos más críticos es el campo de desplazados de Kigonze, ubicado en Bunia, el epicentro del brote en el país. Este asentamiento alberga a más de 15.000 personas que han huido de los conflictos armados que asolan la región. Según los informes de la administración local, el campo solía registrar entre una y tres muertes mensuales; sin embargo, tan solo en la última semana, diez residentes fueron enterrados, un aumento drástico que sugiere una crisis sanitaria activa.
La magnitud real del brote sigue siendo incierta debido a obstáculos sociales y logísticos. Organizaciones humanitarias han reportado que, hasta hace poco, muchos residentes y familiares de las víctimas se resistían a que se realizaran pruebas diagnósticas tanto a los pacientes como a los cadáveres. A pesar de esto, líderes comunitarios y trabajadores sanitarios señalan que una gran cantidad de fallecidos presentaban síntomas compatibles con el Ébola, tales como vómitos, dolor de cabeza y fiebre.
En este contexto, Désiré Grodya Bapi, portavoz de Kigonze, informó que el personal médico logró recolectar muestras de cinco víctimas, de las cuales una parte dio positivo para el virus. Fuentes involucradas en la respuesta al brote han corroborado que varios de los fallecidos registrados recientemente han sido diagnosticados oficialmente con la enfermedad. Cabe destacar que, aunque el gobierno congoleño declaró oficialmente el brote el 15 de mayo, se han registrado óbitos asociados al virus incluso antes de esa fecha.
Las condiciones sanitarias en el campo de Kigonze son alarmantes y podrían estar favoreciendo la rápida diseminación del Ébola y otras enfermedades infecciosas. Las familias viven en barracas improvisadas con una separación menor a un metro entre ellas. Además, los residentes denuncian que la cantidad de baños es insuficiente para la población y que estos suelen desbordarse con frecuencia. Esta precariedad es especialmente peligrosa dado que el virus del Ébola se transmite mediante el contacto directo con fluidos corporales, incluyendo heces, vómitos y sangre.
Esta crisis se ve agravada por una caída significativa en los recursos financieros destinados a agua, saneamiento e higiene. Datos de las Naciones Unidas indican que el financiamiento para estas áreas en la República Democrática del Congo disminuyó considerablemente entre 2024 y 2025, situándose en aproximadamente 38 millones de dólares, cifra que representa poco más de la mitad de lo registrado el año anterior.
La brecha financiera es profunda: de los 80 millones de dólares solicitados por las agencias humanitarias para acciones en este sector durante el presente año, solo se ha financiado el 21%. Como consecuencia, cuatro organizaciones que operan en la región han confirmado que programas esenciales, como la construcción de baños y el abastecimiento de agua para poblaciones desplazadas, han sido suspendidos o reducidos.
Actualmente, la provincia de Ituri concentra más de el 90% de los cerca de 900 casos confirmados del brote actual. Las autoridades de salud intentan ampliar el rastreo de contactos y la capacidad de testeo, pero enfrentan la resistencia de sectores de la población y una infraestructura precaria en una región marcada por años de conflicto armado y desplazamientos masivos.