economiaTRUMP EN LA MIRA: ¿INSIDER TRADING EN LOS MERCADOS?
Decisões de Trump influenciam mercados de maneira decisiva – e algumas apostas antecipadas de investidores têm gerado questionamentos Martin Meissner/AP Photo/picture alliance Cerca de 15 minutos antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão dos ataques à infraestrutura energética do Irã, na última segunda‐feira (23/03), os mercados registraram uma movimentação abrupta nos contratos de petróleo. Nesse intervalo, investidores negociaram centenas de milhões de dólares da commodity, antecipando-se à publicação do republicano e evitando perdas com a posterior queda nos preços. O episódio reacendeu o escrutínio no país por repetir um padrão observado durante sua presidência, em que investidores adotam comportamentos atípicos pouco antes de anúncios oficiais sobre temas como operações militares e tarifas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além dos contratos futuros de petróleo, atividades cronometradas deste tipo também surgiram em outros segmentos financeiros nos últimos meses, incluindo índices de ações (S&P 500 e Nasdaq), mercados de apostas, operações de câmbio e até criptomoedas. Os casos levantaram suspeitas nos Estados Unidos sobre possíveis vazamentos de informação do governo ao mercado, inclusive o brasileiro. A prática irregular, associada ao insider trading, ocorre quando investidores operam com base em informações privilegiadas que deveriam ser confidenciais, negociando de forma a lucrar com a antecipação de um anúncio oficial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não há evidências concretas de que a Casa Branca esteja repassando informações confidenciais para beneficiar investidores ou suavizar impactos. Especialistas apontam que o comportamento súbito e as frequentes mudanças de direção de política de Trump acabam fornecendo sinais ao mercado, que interpreta esses padrões e tenta antecipar decisões políticas. No caso do presidente americano, que anuncia decisões oficiais diretamente nas redes sociais e sem aviso prévio, os mercados passaram a monitorar diretamente sua comunicação online – fenômeno apelidado nos EUA de "Volfefe Index". Na prática, suas postagens têm potencial para mover mercados globais e estimular comportamentos preditivos, inclusive em bolsas europeias. Além disso, grandes fundos operam constantemente com base em sinais macroeconômicos, o que pode gerar a percepção de movimentos "perfeitos" antes de anúncios. Por outro lado, a repetição recente dessas "coincidências" vem aumentando as críticas sobre a gestão Trump. A Casa Branca afirma reiteradamente que não tolera qualquer autoridade que se "beneficie ilegalmente de informações privilegiadas". "O que chama atenção aqui não é apenas o tamanho das operações, mas o timing", disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, à agência de notícias AFP, ao ser questionado sobre a movimentação mais recente. "Traders não são clarividentes. Quando as posições mudam minutos antes de um anúncio capaz de mexer com o mercado, isso geralmente significa que alguém está agindo com [...] informações antes de a notícia vir a público", acrescentou. Relembre os movimentos do mercado que aconteceram minutos antes de anúncios de Trump. Acertos sobre data de ataques ao Irã levaram lucros a apostadores Evelyn Hockstein/REUTERS Negociações de petróleo minutos antes de queda dos preços No último sábado (21/03), Trump havia prometido destruir a infraestrutura energética do Irã se o país não permitisse o tráfego de navios no Estreito de Ormuz em 48 horas. O bloqueio da navegação no Golfo tem gerado forte pressão sobre o governo americano, devido à disparada de preços do petróleo e sua reação em cadeia em outros setores. Teerã, porém, não cedeu à ameaça, o que levou o preço da commodity a subir mais uma vez nas primeiras horas de segunda-feira (23/03), com a abertura das bolsas na Ásia. Às 7:04 daquele dia (horário local), Trump subiu seus primeiros posts indicando que recuaria dos ataques. Segundo ele, houve "conversas produtivas" com Teerã que o levaram a postergar a ofensiva contra as bases energéticas do Irã por cinco dias. Os preços do petróleo bruto Brent caíram de 114 dólares por barril para 97 dólares em poucas horas. No entanto, minutos antes, entre 6:49 e 6:51 do mesmo dia, mais de 760 milhões de dólares (R$ 4 bilhões) em contratos futuros de petróleo foram negociados, incluindo o Brent e o West Texas Intermediate. O jornal americano Wall Street Journal também indica que um movimento similar ocorreu no índice de ações americano S&P 500, o que levou investidores a contornarem perdas. Na comparação com semanas anteriores, o movimento pode ser considerado atípico para uma segunda-feira, indicam observadores. Além disso, não havia sinais claros de que uma negociação entre Washington e Teerã poderia sair do papel. O Irã chegou a rebater Trump horas depois e afirmar que nenhuma conversa sobre o estreito havia ocorrido durante o final de semana. Apostadores lucram com timing dos ataques no Irã A especulação sobre uso de informação privilegiada também se espalhou para os mercados de previsão, que permitem aos usuários apostar na probabilidade de milhares de eventos globais. A empresa de análise Bubblemaps afirmou que seis contas lucraram cerca de 1,2 milhão de dólares (R$ 6 milhões) com dezenas de apostas feitas na plataforma Polymarket, prevendo corretamente ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. As apostas foram registradas horas antes de os ataques começarem. Além de informações privilegiadas, críticos apontam risco de apostas incentivarem conflitos Berno/SIPA/picture alliance Segundo a Bubblemaps, um único apostador apresenta um padrão recorrente de apostas certeiras. Ele também lucrou em outubro de 2024, quando acertou a data dos ataques israelenses contra o Irã, com aposta realizada novamente poucas horas antes de seu início. Uma revisão do site da Polymarket feita pela agência de notícias Reuters identificou que, ao todo, um total 529 milhões de dólares foram apostados em contratos ligados ao timing de ataques (R$ 2,7 bilhões), enquanto 150 milhões de dólares (R$ 790) foram direcionados a contratos sobre a possível remoção do antigo líder supremo aiatolá Ali Khamenei de seu cargo. Remoção de Nicolás Maduro remunera apostadores Senadores democratas também manifestaram preocupação, em 23 de fevereiro, de que os mercados de previsão estariam violando regras ao criar incentivos para fomentar conflitos ou divulgar informações sigilosas, depois que um trader obteve cerca de 410 mil dólares (R$ 2,1 milhões) apostando na queda do líder venezuelano Nicolás Maduro. Em 2 de janeiro, Trump autorizou a ação que levou à captura de Maduro, em Caracas. Embora a notícia da operação só tenha sido divulgada posteriormente, uma série de apostas na queda do venezuelano foram feitas na Polymarket entre dezembro e janeiro. O que gerou suspeita foi a identificação de que a última aposta fora registrada menos de uma hora antes de os militares serem autorizados pela Casa Branca a prosseguir com a intervenção na Venezuela. Prisão de Maduro também motivou movimentações nos mercados Adam Gray/REUTERS Recuo tarifário dispara índices de mercado A guerra comercial lançada por Trump contra diversos países também gerou especulações de insider trading e manipulação de mercado. Entre os dias 9 e 14 de abril de 2025, Trump anunciou diversos recuos ao seu tarifaço global, reduzindo restrições à importação de produtos eletrônicos ou mesmo pausando o tarifaço horas após sua entrada em vigor. As decisões reverteram temporariamente quedas históricas nas bolsas de valores ao redor do mundo disparadas por sua decisão anterior de sobretaxar parceiros comerciais com tarifas que chegavam a 50%. Em 9 de abril de 2025, a sobretaxa a países e blocos como China, Japão e União Europeia entrou em vigor, levando a um choque nos mercados. Trump procurou amenizar o impacto, afirmando nas redes sociais que era uma "ótima hora para comprar". Horas depois, interrompeu as tarifas globais por 90 dias, o que levou o índice americano S&P 500 ao seu maior ganho diário desde 2008 e o Nasdaq ao segundo melhor desempenho em quase duas décadas. Em meio às movimentações, observadores identificaram negociações na bolsa americana que envolviam opções de compra que só dariam retorno se o índice encerrasse em alta no mesmo dia, algo não esperado em meio às tarifas recém-impostas. Foi o suficiente para democratas no Congresso pedirem repetidas investigações sobre possível manipulação de mercado e insider trading. Bilhões em criptomoedas minutos antes de anúncio Em 10 de outubro de 2025, foi a vez de movimentações atípicas no mercado de criptomoedas levarem a especulações sobre informações privilegiadas. Na ocasião, Trump anunciou tarifas adicionais de 100% aos produtos chineses, levando a uma liquidação generalizada no mercado de criptomoedas, como o bitcoin, que chegou a cair 19 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões). Recuo do tarifaço gerou revolta nas bolsas Brendan Smialowski/AFP Segundo análise do Wall Street Journal, porém, duas contas haviam apostado contra o mercado minutos antes da publicação do presidente, lucrando cerca de 160 milhões de dólares (R$ 842 milhões). As apostas foram alavancadas para lucrar com um possível derretimento no preço das criptomoedas e foram executadas na plataforma Hyperliquid. Apesar de o investimento ter sido realizado minutos antes do anúncio, naquele momento Pequim já havia restringido sua exportação de terras raras, o que levou à contramedida de Trump. Aposta cambial bilionária no Brasil No Brasil, anúncios de Trump também geraram suspeitas de que informações privilegiadas chegaram ao mercado. A Advocacia‐Geral da União identificou movimentações cambiais atípicas em 9 de julho de 2025, quando o americano afirmou que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Uma reportagem do G1 mostrou que menos de 3 horas antes de Trump publicar uma carta em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sobretaxar o Brasil, operadores compraram entre 3 e 4 bilhões de dólares (entre R$ 15 e R$ 21 bilhões) ao custo de R$ 5,46 o dólar. Após a publicação da Casa Branca, o câmbio subiu a R$ 5,60. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. gq (OTS, AFP) Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio
viernes, 27 de marzo de 2026, 14:47
BR
g1globo
Cerca de 15 minutos antes de que el presidente de EE. UU., Donald Trump, anunciara la suspensión de los ataques a la infraestructura energética de Irán, el pasado lunes 23 de marzo, los mercados registraron una brusca actividad en los contratos de petróleo. En ese intervalo, inversores negociaron cientos de millones de dólares de la materia prima, anticipándose a la publicación del republicano y evitando pérdidas con la posterior caída de los precios.
Este episodio reavivó el escrutinio en el país por repetir un patrón observado durante su presidencia, en el que inversores adoptan comportamientos atípicos poco antes de anuncios oficiales sobre temas como operaciones militares y aranceles.
Además de los contratos futuros de petróleo, actividades cronometradas de este tipo también surgieron en otros segmentos financieros en los últimos meses, incluyendo índices de acciones (S&P 500 y Nasdaq), mercados de apuestas, operaciones de cambio e incluso criptomonedas.
Los casos levantaron sospechas en Estados Unidos sobre posibles filtraciones de información del gobierno al mercado, inclusive el brasileño. La práctica irregular, asociada al insider trading, ocurre cuando inversores operan con base en informaciones privilegiadas que deberían ser confidenciales, negociando de forma a lucrar con la anticipación de un anuncio oficial.
No hay evidencias concretas de que la Casa Blanca esté pasando informaciones confidenciales para beneficiar a inversores o suavizar impactos. Expertos apuntan que el comportamiento súbito y los frecuentes cambios de dirección de política de Trump terminan proporcionando señales al mercado, que interpreta esos patrones e intenta anticipar decisiones políticas.
En el caso del presidente estadounidense, que anuncia decisiones oficiales directamente en las redes sociales y sin aviso previo, los mercados pasaron a monitorear directamente su comunicación online – fenómeno apodado en EE. UU. de "Volfefe Index". En la práctica, sus publicaciones tienen potencial para mover mercados globales y estimular comportamientos predictivos, incluso en bolsas europeas.
Además, grandes fondos operan constantemente con base en señales macroeconómicas, lo que puede generar la percepción de movimientos "perfectos" antes de anuncios.
Por otro lado, la repetición reciente de estas "coincidencias" viene aumentando las críticas sobre la gestión Trump. La Casa Blanca afirma reiteradamente que no tolera cualquier autoridad que se "beneficie ilegalmente de informaciones privilegiadas".
"Lo que llama la atención aquí no es solo el tamaño de las operaciones, pero el timing", dijo Stephen Innes, analista de SPI Asset Management, a la agencia de noticias AFP, al ser cuestionado sobre la movimentación más reciente.
El pasado sábado 21 de marzo, Trump había prometido destruir la infraestructura energética de Irán si el país no permitía el tráfico de barcos en el Estrecho de Ormuz en 48 horas. El bloqueo de la navegación en el Golfo ha generado fuerte presión sobre el gobierno estadounidense, debido al disparo de precios del petróleo y su reacción en cadena en otros sectores.
Teherán, sin embargo, no cedió a la amenaza, lo que llevó el precio de la materia prima a subir una vez más en las primeras horas del lunes 23 de marzo, con la apertura de las bolsas en Asia.
A las 7:04 de ese día (horario local), Trump subió sus primeros posts indicando que recularía de los ataques. Según él, hubo "conversaciones productivas" con Teherán que lo llevaron a postergar la ofensiva contra las bases energéticas de Irán por cinco días. Los precios del petróleo bruto Brent cayeron de 114 dólares por barril a 97 dólares en pocas horas.
Sin embargo, minutos antes, entre las 6:49 y las 6:51 del mismo día, más de 760 millones de dólares (4 mil millones de reales) en contratos futuros de petróleo fueron negociados, incluyendo el Brent y el West Texas Intermediate. El periódico estadounidense Wall Street Journal también indica que un movimiento similar ocurrió en el índice de acciones americano S&P 500, lo que llevó a inversores a sortear pérdidas.
En la comparación con semanas anteriores, el movimiento puede ser considerado atípico para un lunes, indican observadores.
Además, no había señales claras de que una negociación entre Washington y Teherán pudiera salir adelante. Irán llegó a rebatir a Trump horas después y afirmar que ninguna conversación sobre el estrecho había ocurrido durante el fin de semana.
La especulación sobre uso de información privilegiada también se extendió a los mercados de predicción, que permiten a los usuarios apostar en la probabilidad de miles de eventos globales.
La empresa de análisis Bubblemaps afirmó que seis cuentas lucraron cerca de 1.2 millones de dólares (6 millones de reales) con decenas de apuestas hechas en la plataforma Polymarket, prediciendo correctamente acciones militares de Estados Unidos e Israel contra Irán el 28 de febrero. Las apuestas fueron registradas horas antes de que los ataques comenzaran.
Según Bubblemaps, un único apostador presenta un patrón recurrente de apuestas certeras. Él también lució en octubre de 2024, cuando acertó la fecha de los ataques israelíes contra Irán, con apuesta realizada nuevamente pocas horas antes de su inicio.
Una revisión del sitio de Polymarket hecha por la agencia de noticias Reuters identificó que, en total, un total de 529 millones de dólares fueron apostados en contratos ligados al timing de ataques (2.7 mil millones de reales), mientras 150 millones de dólares (790 millones de reales) fueron dirigidos a contratos sobre la posible remoción del antiguo líder supremo ayatolá Ali Khamenei de su cargo.
Senadores demócratas también manifestaron preocupación, el 23 de febrero, de que los mercados de predicción estarían violando reglas al crear incentivos para fomentar conflictos o divulgar informaciones sigilosas, después de que un trader obtuvo cerca de 410 mil dólares (2.1 millones de reales) apostando en la caída del líder venezolano Nicolás Maduro.
El 2 de enero, Trump autorizó la acción que llevó a la captura de Maduro, en Caracas. Aunque la noticia de la operación solo fue divulgada posteriormente, una serie de apuestas en la caída del venezolano fueron hechas en Polymarket entre diciembre y enero.
Lo que generó sospecha fue la identificación de que la última apuesta fuera registrada menos de una hora antes de que los militares fueran autorizados por la Casa Blanca a proseguir con la intervención en Venezuela.
La guerra comercial lanzada por Trump contra diversos países también generó especulaciones de insider trading y manipulación de mercado.
Entre los días 9 y 14 de abril de 2025, Trump anunció diversos recuos a su arancel global, reduciendo restricciones a la importación de productos electrónicos o incluso pausando el arancel horas después de su entrada en vigor.
Las decisiones revirtieron temporalmente caídas históricas en las bolsas de valores alrededor del mundo disparadas por su decisión anterior de sobretaxar a socios comerciales con aranceles que llegaban al 50%.
El 9 de abril de 2025, la sobretasa a países y bloques como China, Japón y Unión Europea entró en vigor, llevando a un choque en los mercados. Trump procuró amenizar el impacto, afirmando en las redes sociales que era una "óptima hora para comprar". Horas después, interrumpió los aranceles globales por 90 días, lo que llevó al índice americano S&P 500 a su mayor ganancia diaria desde 2008 y al Nasdaq a su segundo mejor desempeño en casi dos décadas.
En medio de las movimentaciones, observadores identificaron negociaciones en la bolsa americana que involucraban opciones de compra que solo darían retorno si el índice cerrara en alta en el mismo día, algo no esperado en medio de los aranceles recién impuestos. Fue suficiente para que demócratas en el Congreso pidieran repetidas investigaciones sobre posible manipulación de mercado e insider trading.
El 10 de octubre de 2025, fue la vez de movimentaciones atípicas en el mercado de criptomonedas que llevaron a especulaciones sobre informaciones privilegiadas.
En la ocasión, Trump anunció aranceles adicionales del 100% a los productos chinos, llevando a una liquidación generalizada en el mercado de criptomonedas, como el bitcoin, que llegó a caer 19 mil millones de dólares (100 mil millones de reales).
Según análisis del Wall Street Journal, sin embargo, dos cuentas habían apostado contra el mercado minutos antes de la publicación del presidente, lucrando cerca de 160 millones de dólares (842 millones de reales).
Las apuestas fueron apalancadas para lucrar con un posible derretimiento en el precio de las criptomonedas y fueron ejecutadas en la plataforma Hyperliquid.
A pesar de que la inversión haya sido realizada minutos antes del anuncio, en aquel momento Pekín ya había restringido su exportación de tierras raras, lo que llevó a la contramedida de Trump.
En Brasil, anuncios de Trump también generaron sospechas de que informaciones privilegiadas llegaron al mercado.
La Abogacía General de la Unión identificó movimentaciones cambiarias atípicas el 9 de julio de 2025, cuando el americano afirmó que aplicaría un arancel del 50% sobre productos brasileños.
Un reportaje del G1 mostró que menos de 3 horas antes de que Trump publicara una carta en apoyo al ex-presidente Jair Bolsonaro y sobretaxara a Brasil, operadores compraron entre 3 y 4 mil millones de dólares (entre 15 y 21 mil millones de reales) al costo de 5.46 reales el dólar. Después de la publicación de la Casa Blanca, el cambio subió a 5.60 reales. El ministro del Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinó la apertura de una investigación sobre el caso.