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CPI Fiems: Bomba na Alems!

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), formada pelos deputados Gleice Jane, Zeca do PT e Pedro Kemp, quer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos da Federação das Indústrias do Estado (Fiems), que são alvo de inquérito civil do Ministério Público estadual por supostas irregularidades em contratos que envolvem dinheiro público firmados com que pertencem ao um mesmo grupo econômico, informa a manchete de terça (03) do Correio do Estado.

CPI Fiems: Bomba na Alems!

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) intensificou a pressão por uma investigação aprofundada sobre os contratos firmados pela Federação das Indústrias do Estado (Fiems). A solicitação formal para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi anunciada pelos deputados Gleice Jane, Zeca do PT e Pedro Kemp, em resposta às suspeitas de irregularidades que já são objeto de um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público estadual. A Fiems, uma das entidades mais influentes no cenário industrial sul-mato-grossense, está sob escrutínio devido a contratos que envolvem recursos públicos e que, segundo as primeiras apurações, podem ter beneficiado empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, levantando sérias questões sobre possível favorecimento e desvio de verbas.

A decisão do PT de acionar a CPI surge em um momento de crescente tensão política e de cobrança por transparência na gestão dos recursos públicos. Os deputados petistas argumentam que a gravidade das denúncias exige uma investigação rigorosa e independente, capaz de apurar todas as responsabilidades e garantir a devida punição aos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas. Gleice Jane, uma das principais vozes da oposição na Alems, declarou que a bancada do PT não medirá esforços para levar a fundo a investigação, buscando o apoio de outros parlamentares e da sociedade civil. “Não podemos tolerar que o dinheiro público seja utilizado de forma indevida, em benefício de interesses particulares. A CPI é o instrumento adequado para esclarecer os fatos e garantir a lisura dos contratos firmados pela Fiems”, afirmou a deputada.

Zeca do PT, por sua vez, ressaltou a importância de se investigar a possível existência de um esquema de favorecimento em licitações e contratos, que teria como objetivo beneficiar empresas ligadas ao grupo econômico em questão. “É preciso verificar se os processos de licitação foram realizados de forma transparente e se as empresas contratadas possuíam as condições necessárias para prestar os serviços contratados. Caso contrário, estaremos diante de um grave caso de corrupção e desvio de recursos públicos”, alertou o deputado. Pedro Kemp complementou, enfatizando a necessidade de se analisar a destinação dos recursos públicos que foram repassados à Fiems, verificando se eles foram utilizados para os fins a que se destinavam. “É fundamental que a CPI tenha acesso a todos os documentos e informações relevantes, incluindo contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e relatórios de prestação de contas”, disse o deputado.

O inquérito civil do Ministério Público, que tramita em segredo de justiça, já levantou indícios de irregularidades em diversos contratos firmados pela Fiems, envolvendo valores significativos. Segundo fontes ligadas à investigação, os contratos em questão teriam sido firmados sem a devida observância dos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa, além de apresentarem sobrepreços e cláusulas contratuais desfavoráveis ao erário público. A suspeita é que a Fiems tenha utilizado de artifícios para direcionar as licitações para empresas específicas, garantindo-lhes a obtenção de contratos vantajosos.

A Fiems, por sua vez, nega as acusações e afirma que todos os contratos firmados pela entidade foram realizados de forma transparente e em conformidade com a legislação vigente. Em nota oficial, a federação declarou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com as investigações. No entanto, a bancada do PT na Alems não se convenceu com as explicações da Fiems e insiste na necessidade de se abrir a CPI para apurar os fatos de forma independente e imparcial.

A abertura da CPI da Fiems na Alems promete ser um dos temas mais polêmicos e debatidos nos próximos meses. A oposição, liderada pelo PT, espera que a investigação possa trazer à tona novas informações e evidências que comprovem as irregularidades denunciadas. A base governista, por outro lado, tenta minimizar o impacto das denúncias e evitar que a CPI se transforme em um palco de ataques políticos. A disputa promete ser acirrada, com reflexos em todo o cenário político sul-mato-grossense. A sociedade civil, por sua vez, acompanha com atenção o desenrolar dos fatos, cobrando transparência e rigor na apuração das denúncias. A expectativa é que a CPI possa contribuir para o fortalecimento da democracia e para a construção de um estado mais justo e transparente. A aprovação da CPI dependerá da maioria dos votos dos deputados estaduais, o que exigirá um intenso trabalho de articulação política por parte da bancada do PT e de outros partidos de oposição. A pressão popular e a repercussão das denúncias na mídia também poderão influenciar a decisão dos parlamentares.

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