Após denúncias de pre os abusivos em servi os oferecidos nas praias do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes determinou que as secretarias de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor avaliem a viabilidade de tabelar os valores praticados na orla. A medida visa coibir os abusos, que chegaram a R$ 850 por estruturas montadas na areia.
A temperatura do debate sobre os pre os na praia subiu após uma reportagem do jornal EXTRA revelar cobran as consideradas exorbitantes por servi os como aluguel de espregui adeiras e sofás. Diante dos relatos, Paes afirmou que o poder público pode estabelecer regras mais rígidas, semelhan a do que ocorre com os táxis no Rio, cujas tarifas s o fixadas pela prefeitura.
"Temos visto um enorme abuso nos pre os exorbitantes praticados por alguns desses comerciantes nesse ver o. Estou determinando que as secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor iniciem estudos para avaliarmos a viabilidade de implementa o desse tabelamento nas nossas praias", escreveu o prefeito em suas redes sociais.
A Orla Rio, concessionária responsável pela gest o dos quiosques, afirma que a possibilidade de tabelar os pre os "n o existe". Segundo o presidente da empresa, Jo o Marcello Barreto, a atividade segue a lógica do mercado e n o comporta padroniza o. Ele reconhece, no entanto, que algumas cobran as consideradas abusivas, como valores que chegam a R$ 800 por estruturas de praia, envolvem a convers o do uso do espa o em consumo mínimo, o que n o é permitido.
Comerciantes da orla também veem a proposta com ressalvas. Sócio do quiosque Bar do Gil, Lucas Vieira afirma que o tabelamento de pre os n o leva em conta os custos operacionais dos estabelecimentos, como despesas com funcionários, impostos e manuten o. " s vezes, um tabelamento pode me impedir de contratar mais dois funcionários e deixar de gerar emprego", argumenta.
Por outro lado, banhistas e turistas que passaram a levar cadeiras e guarda-sóis de casa ou até despachar os itens em voos para a cidade para reduzir os gastos, apoiam a medida. A diarista Nicilene Andrade, 35 anos, afirma que a ideia de tabelar os pre os pode tornar o lazer mais acessível, principalmente para famílias de baixa renda.
"Tem que pagar condu o para chegar aqui. Quando vem com crian a, ent o, é um mutir o: acorda 5h da manh para fazer comida, traz cooler, leva tudo de casa. Crian a v as coisas e pede, mas a gente n o tem dinheiro. O que deveria ser um programa gratuito acaba se tornando caro demais para famílias de baixa renda", relata.
Agora, caberá s secretarias de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor avaliar a viabilidade da implementa o do tabelamento de pre os nas praias cariocas, buscando equilibrar os interesses dos comerciantes e a acessibilidade do lazer para a popula o.












