A inclus o digital da Amaz nia é fundamental para garantir a participa o das comunidades locais nos debates sobre o futuro da regi o e a adapta o s mudan as climáticas. Apesar dos avan os no acesso internet nas escolas públicas brasileiras, a regi o Norte ainda enfrenta desafios significativos, com apenas 62% das escolas conectadas com internet de alta velocidade.
Cristieni Castilhos, fundadora e CEO da MegaEdu, organiza o sem fins lucrativos dedicada a ampliar a conectividade escolar na Amaz nia, destaca a import ncia da conectividade para essa popula o. "Sem conectividade, o futuro da floresta seguirá sendo discutido de fora para dentro com avan os tecnológicos, mas exclus o social", afirma.
A falta de acesso internet afeta diretamente a rotina das escolas e comunidades amaz nicas. Na zona rural de Moju, no Pará, a diretora da Escola Municipal Nossa Senhora da Concei o precisa enfrentar horas de viagem de barco e estrada de terra para resolver tarefas administrativas básicas que seus pares em áreas urbanas resolvem pelo celular em minutos. Essa realidade se repete em diversos municípios da regi o, com escolas chegando a fechar por semanas para que gestores possam cumprir obriga es burocráticas.
Essa exclus o digital é uma "face menos visível da desigualdade" e uma barreira adapta o climática, explica Cristieni. "Enquanto o mundo discute intelig ncia artificial e transi o energética, muitas comunidades e professores das escolas amaz nicas ainda lutam para buscar um sinal de celular."
No entanto, quando a conectividade chega s escolas, elas se tornam um ponto de conex o para toda a comunidade, fortalecendo a "cidadania climática" a capacidade de compreender dados, acessar políticas públicas e participar das decis es que afetam o território.
O Programa Aprender Conectado do governo federal tem investido mais de R$ 3 bilh es para conectar as escolas públicas que mais precisam, com foco nas regi es mais remotas da Amaz nia. Esse esfor o é fundamental para garantir que a transi o climática na regi o seja "n o apenas verde, mas justa, conectada e profundamente humana", conclui Cristieni.











