Em uma solenidade marcada por gritos de "sem anistia", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para vetar o projeto que reduziria as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. Com uma plateia governista, o ato que lembrou a invas o e depreda o das sedes dos Poderes gerou rea es da oposi o, que já come ou a articular a derrubada do veto.
O ministro da Justi a e Seguran a Pública, Ricardo Lewandowski, que entregou sua carta de demiss o, afirmou durante a solenidade que "os crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito s o imprescritíveis e impassíveis de indulto, gra a ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis e militares armados". Ele também criticou "discursos de ódio" com o intuito de "criar um clima de nós contra eles" em dire o a uma ruptura institucional.
O veto ao PL da Dosimetria deve ser o piv do primeiro embate entre Congresso e Planalto em 2026. Enquanto o líder do PT, Lindbergh Farias, acredita que é possível garantir a manuten o do veto total, o Centr o e a oposi o já iniciaram uma "grande movimenta o" para articular sua derrubada. O relator do texto na C mara, Paulinho da For a, disse que "já está trabalhando" para derrubar o veto de Lula "logo na primeira semana" dos trabalhos legislativos.
A aus ncia dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da C mara, Hugo Motta, no evento em memória dos atos golpistas de 8 de Janeiro foi apontada como uma demonstra o de que a "situa o do governo n o vai ser boa lá no Congresso". Lindbergh Farias avaliou a aus ncia como "previsível", já que ambos "s o candidatos reelei o".
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo pai Jair como o nome para concorrer Presid ncia neste ano, afirmou nas redes sociais que "Lula n o quer paz" e que o presidente seria um "produto vencido, movido a ódio e ideologia".
A vota o e derrubada de vetos presidenciais foi um dos principais term metros dos embates entre o Planalto e o Congresso em 2025. Com 67 vetos pendentes, incluindo o da dosimetria, o Legislativo entra em 2026 com uma agenda de confronto com o Executivo, que pode gerar novos atritos.











