A busca por um estilo de vida mais saudável e equilibrado está transformando a din mica da vida noturna em diversas cidades. Pesquisas revelam que muitas pessoas t m optado por sair mais cedo e consumir de forma mais consciente, o que vem provocando mudan as nos horários de funcionamento de bares, restaurantes e casas de shows.
Segundo Rodrigo Vervloet, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares), essa é uma "mudan a natural" nos hábitos de consumo. "Percebemos que as pessoas t m preferido sair mais cedo para voltar para casa mais cedo. Eles terminam a noite por volta de uma hora ou, no máximo, s duas horas. Antigamente, uma parcela maior virava a noite, mas tem diminuído", afirma.
O produtor e empresário Ramon Freitas corrobora essa percep o. "Hoje, Vitória é vista como uma capital saúde, priorizando o lifestyle da vida saudável. As famosas noitadas aquelas festas que voc chegava noite e ia embora já de manh de fato v m perdendo espa o", diz.
Essa tend ncia é observada em diferentes faixas etárias, embora com algumas varia es. Victor Medeiros, sócio do quiosque Encontro da Ilha e um dos responsáveis pelo pagode do M e Joana, revela que "quando temos menos de 30 a disposi o para festas e álcool é outra! Ent o, definitivamente, a turma 'inimigos do fim' costuma ser na faixa dos 20".
Para profissionais como a diretora comercial Nina Giaretta, 52, a gerente de RH Bruna Borel Mendes, 42, e a analista de RH Bruna Amaral, 30, a época de virar a noite em festas já ficou para trás. Elas preferem estar em casa cedo, principalmente durante a semana, para conciliar a vida profissional e pessoal.
O mesmo padr o é observado entre o vendedor Felipe Grillo, 36, e a servidora pública Marjorie Carvalho, 28. "N o costumamos sair até a madrugada. Preferimos sair de casa e voltar cedo, pois temos uma rotina já estabelecida que é muito voltada para o dia", conta Marjorie.
Essa mudan a de hábitos também se reflete no consumo de bebidas e alimenta o. Marjorie revela que "bebida deixamos apenas para os fins de semana. Mas, mesmo assim, beber muito tem se tornado cada vez mais raro".
Amigas e colegas de trabalho, a empresária Yasminy Firmino, 30, a assistente administrativo Ver nica Brum, 32, e a gerente de projetos Luisa Miocque, de 26, também preferem terminar a noite mais cedo. "Eu ainda saio até mais tarde, mas uma vez a cada dois meses. Em geral, eu ainda prefiro estar em casa mais cedo", conta Luisa.
Essa tend ncia de uma vida noturna mais equilibrada e consciente parece estar se consolidando, com impactos diretos nos negócios do setor. Segundo Rodrigo Vervloet, do Sindbares, "pode ser que, no futuro, isso mude novamente, já que é algo cíclico". No entanto, por ora, a busca por bem-estar e saúde tem sido o principal motor dessa transforma o.










