O Sistema Cantareira, principal reservatório de água da Grande São Paulo, apresentou uma queda de 0,1% em seu volume armazenado nesta quinta-feira (1º), aproximando-se da faixa mais severa de redução de captação. Com apenas 20,1% de sua capacidade útil, o sistema está operando em "restrição", o que significa que a retirada de água deve ser limitada a 23 metros cúbicos por segundo, com apoio da bacia do rio Paraíba do Sul.
Desde o final de setembro, o Cantareira vem operando com volume útil abaixo de 30%, chegando a cair para a casa dos 19% na primeira quinzena de dezembro. Essa é a pior situação registrada desde a crise hídrica de 2014 a 2016. As chuvas de dezembro também ficaram abaixo da média histórica, com apenas 134 milímetros registrados no reservatório, em comparação aos 177 milímetros na capital paulista.
Apesar da preocupante situação do Cantareira, o Sistema Integrado Metropolitano, que abastece a Grande São Paulo, ainda opera com 26% de sua capacidade, mantendo relativamente distante o risco de rodízio no abastecimento. No entanto, o governo do estado afirma estar adotando medidas para preservar os mananciais, como a redução da pressão noturna na rede de distribuição, que já economizou 57 bilhões de litros de água.
Além disso, o governo paulista antecipou em seis meses o bombeamento de até 2.500 litros por segundo da bacia do rio Itapanhaú, na Serra do Mar, para o Sistema Alto Tietê, o que representa um aumento de 17% no volume de água disponível. Especialistas ressaltam que, apesar dessas ações, a situação dos reservatórios é preocupante e requer um esforço contínuo de conservação e gestão eficiente dos recursos hídricos na região metropolitana.


