O fascinante mundo da ca a a meteoritos está em plena expans o, impulsionado por uma mistura de ci ncia, aventura e lucro milionário. De desertos a florestas, um grupo cada vez maior de pessoas percorre o globo em busca desses fragmentos extraterrestres, movidos tanto pelo valor científico quanto pelo potencial financeiro dessas raras rochas.
Um dos protagonistas dessa história é Roberto Vargas, um americano filho de porto-riquenhos que, em 2021, abandonou sua carreira como terapeuta para se dedicar integralmente ca a de meteoritos. Sua rela o com esses objetos come ou por mera curiosidade, mas logo se transformou em uma jornada lucrativa. Após encontrar um meteorito na Costa Rica, Vargas vendeu parte do material e faturou mais de US$ 40 mil em poucos dias, um retorno financeiro decisivo para sua mudan a de carreira.
O mercado de meteoritos é sustentado por colecionadores dispostos a pagar altos pre os por pe as raras. Darryl Pitt, um fotógrafo que se tornou comerciante desses objetos nos anos 1990, é um dos responsáveis por impulsionar esse comércio. Pitt organizou o primeiro leil o dedicado exclusivamente a meteoritos, atraindo cada vez mais compradores e elevando os valores.
Enquanto meteoritos comuns podem custar poucos centavos de dólar por grama, pe as raras alcan am cifras milionárias. Um meteorito marciano de 24 quilos, por exemplo, foi vendido por US$ 4,3 milh es em Nova York. Essa valoriza o, no entanto, também traz debates sobre legalidade e propriedade desses fragmentos.
As leis variam entre os países, e a falta de regulamenta o em muitos lugares facilita disputas sobre a posse desses objetos. Cientistas alertam que a alta valoriza o pode dificultar o acesso de museus e institui es de pesquisa a amostras únicas, fundamentais para o estudo do sistema solar.
Na América Latina, grupos como as Meteoríticas, formadas por cientistas brasileiras, buscam garantir que os meteoritos cheguem pesquisa científica. Elas defendem a regulamenta o do comércio, n o sua proibi o, para equilibrar o incentivo busca, a preserva o do patrim nio e o acesso científico.
Para Roberto Vargas, a motiva o econ mica n o exclui o compromisso científico. Segundo ele, o objetivo final é que essas rochas sejam protegidas, estudadas e contribuam para o conhecimento sobre o espa o. Nesse cenário, a ca a a meteoritos se revela como uma atividade complexa, que envolve ci ncia, aventura, lucro e debates sobre a preserva o desse patrim nio extraterrestre.












