Em 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou a América Latina em sua lista de prioridades de política externa, reativando a velha doutrina Monroe, que considera a regi o o "quintal" de Washington. Agora, em 2026, o republicano deve dobrar a aposta, com mais presen a militar e inger ncia nos assuntos internos de países latino-americanos.
O mandatário americano vai encontrar uma regi o mais amigável neste ano, já que diversos presidentes de direita como José Antonio Kast, no Chile, Rodrigo Paz, na Bolívia, e Nasry Asfura, de Honduras, foram eleitos. Trump já tinha aliados em outros países como Argentina, com Javier Milei, e o Equador de Daniel Noboa.
O republicano chegou a fazer campanha para Milei nas elei es legislativas da Argentina e amea ou cortar a ajuda a Honduras caso Asfura n o fosse eleito. Países como Brasil, Col mbia e Peru ir o s urnas em 2026 e devem ser impactados por declara es do presidente americano.
A import ncia da América Latina para o governo Trump foi refor ada no documento de Estratégia de Seguran a Nacional dos EUA, que foi publicado no come o de dezembro. Segundo o texto, Washington reposicionará sua "presen a militar global para enfrentar amea as urgentes" no Hemisfério Ocidental e reduzir o envolvimento em regi es que, "nas últimas décadas ou anos", perderam relev ncia estratégica para a seguran a nacional americana.
O governo também diz querer, ainda sob a presid ncia Trump, p r fim s migra es em massa no mundo e transformar o controle de fronteiras no "elemento principal" da seguran a americana. Essa guinada direita na América Latina, com a elei o de líderes alinhados a Trump, pode representar uma mudan a duradoura ou apenas um ciclo passageiro na regi o.












