tecnologiaRio2C analizará cómo la hiperconectividad erosiona el pensamiento crítico y la atención humana
Ler um livro, tirar um cochilo, ouvir o canto de um pássaro ou, simplesmente, não fazer nada. Atividades antes corriqueiras, hoje parecem sinônimo de perda de tempo, num mundo em que as informações circulam em grande volume e alta velocidade. O avanço tecnológico contribui para esse sentimento: ao mesmo tempo em que propicia maior agilidade e eficiência, o uso excessivo da tecnologia afeta habilidades essenciais para o desenvolvimento humano e a vida em sociedade. + Rio2C: A caminho do Rio, roteirista de 'Friends' fala sobre bastidores da série O resultado são indivíduos, sobretudo os mais jovens, com pouco senso crítico e menor capacidade de buscar soluções inovadoras. A atenção e a paciência são algumas das habilidades que mais têm sofrido prejuízo nesse cenário. O Rio2C, que acontece de 26 a 31 de maio, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, terá uma série de painéis com reflexões sobre o impacto da tecnologia em diferentes habilidades humanas. — As pessoas não conseguem mais se concentrar nem suportar o tédio — observa a psicóloga Ursula Santana, que estará no Rio2C para falar sobre os efeitos da tecnologia na capacidade de contemplação. — Buscam estímulo o tempo todo, na primeira sensação de tédio já recorrem a alguma coisa, abrem a tela do celular. 'Crianças desafiam todas as suas certezas', diz designer interativo brasileiro que trabalha no desenvolvimento de brinquedos em Londres A contemplação, observa Ursula, está relacionada à capacidade de parar, admirar e estar em contato com o momento presente. A aceleração interfere nessa dinâmica, desviando o foco para a performance e a entrega. — Há 20 anos tínhamos o computador, mas era preciso pensar, usar a criatividade — avalia. — Havia um ganho no tempo, mas você continuava a usar seu cérebro, sua capacidade de analisar, julgar e prestar atenção. Hoje, você escreve um texto de qualquer jeito, aperta um botão e transforma aquilo em outra coisa, por vezes melhor. Só que, em consequência, nosso cérebro deixa de ser estimulado. Os prejuízos podem ser maiores nas crianças e jovens, alerta. Ao passar tempo frente às telas, recebendo estímulos de forma passiva, eles não conseguem desenvolver as habilidades necessárias para lidar com as situações do dia a dia. — Nosso desenvolvimento depende da ação e do pensamento. Na relação com a tecnologia, a pessoa muitas vezes só recebe, não desenvolve. O cérebro entende que não precisa fazer nada, é tudo fácil. Quando ela se depara com os desafios da vida, não sabe o que fazer — pondera Ursula, que defende o contato humano e a relação com a natureza como formas de minimizar os impactos da hiperconectividade. O empreendedor e ativista Raull Santiago também estará no Rio2C, para abordar o pensamento divergente, com uma reflexão sobre o que acontece com as habilidades humanas em meio aos avanços da tecnologia. — A gente ganha produtividade, velocidade, praticidade, tem seus lados positivos. Mas, ao mesmo tempo, perdemos presença, escuta, criatividade profunda. A gente não busca mais no nosso HD natural. Para qualquer pergunta a gente puxa o telefone, não tem um exercício da memória. Diretor do Instituto Papo Reto, que atua no Complexo do Alemão com comunicação comunitária e direitos humanos, Santiago acredita na importância da educação para o uso consciente da tecnologia. — É preciso marcar presença dentro desse espaço, para que você não seja o robô da inteligência artificial, em que sua função é rolar a tela, dar like e ficar ali para sempre nisso — defende. — No meu caso, vivendo num cenário de desigualdade, a internet foi onde aprendi muita coisa. Mas hoje a gente vê a juventude sabendo mais o que é um tigrinho ou uma dancinha aleatória, com pouco uso estratégico real dessa estrutura. O excesso de estímulos do mundo digital pode afetar também a capacidade de sentir, essencial para criar empatia e estabelecer conexões com o mundo. A comunicadora e escritora Gabi Oliveira, outra palestrante do Rio2C, revela uma estratégia para voltar a esse lugar do sentir: incluir um tempo para cochilar dentro de sua rotina. Inspirada pelo livro “Descansar é Resistir: Um Manifesto”, de Tricia Hersey, ela reserva 30 minutos em seu dia (contados no relógio) para relaxar e, se possível, tirar uma soneca. — Sei que gasto muito mais do que esse tempo navegando nas redes sociais, assistindo a vídeos que nem me lembro no dia seguinte. E o ganho com esses cochilos foi enorme, porque me fez perceber que muitas informações que eu buscava fora eu já tinha, pela minha experiência de vida. Mãe de duas crianças, Gabi sentiu necessidade de reduzir o uso do celular em casa, para dedicar um tempo de maior qualidade à família. Ela usa uma caixa de bloqueio, onde o aparelho fica trancado desde a noite até o dia seguinte. A medida ajudou a melhorar o sono e fortaleceu o convívio com os filhos. — Pode parecer exagero, mas esse é um problema real, para adultos e crianças. Toda estratégia é válida para enfrentá-lo — observa Gabi, que no Rio2C falará sobre pensamento crítico.
domingo, 24 de mayo de 2026, 03:05
BR
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El evento Rio2C, que se llevará a cabo del 26 al 31 de mayo en la Cidade das Artes, ubicada en Barra da Tijuca, se convertirá en el epicentro de un debate fundamental sobre la relación entre el ser humano y las herramientas digitales. El encuentro se centrará en explorar el impacto profundo que la tecnología está teniendo sobre habilidades cognitivas y emocionales esenciales, tales como la capacidad de atención, la contemplación y el pensamiento crítico.
En un mundo donde la información circula en volúmenes masivos y a una velocidad vertiginosa, actividades que anteriormente eran cotidianas —como leer un libro, tomar una siesta, escuchar el canto de un pájaro o simplemente permanecer en silencio sin hacer nada— han comenzado a percibirse como una pérdida de tiempo. El avance tecnológico, aunque ha proporcionado una agilidad y eficiencia sin precedentes en la ejecución de tareas, ha traído consigo un efecto secundario preocupante: el uso excesivo de estas herramientas está afectando capacidades vitales para el desarrollo humano y la convivencia en sociedad.
Esta dinámica ha generado una generación de individuos, especialmente entre los más jóvenes, que presentan un sentido crítico reducido y una menor aptitud para buscar soluciones innovadoras ante los problemas. La paciencia y la atención sostenida son las facultades que más se han visto perjudicadas en este escenario de hiperestimulación constante.
La psicóloga Ursula Santana, quien participará en el Rio2C, advierte que las personas han perdido la capacidad de concentrarse y, fundamentalmente, la tolerancia al aburrimiento. Según la especialista, existe una búsqueda constante de estímulos; ante la primera sensación de vacío o tedio, el reflejo inmediato es recurrir a la pantalla del teléfono móvil. Santana vincula la contemplación con la capacidad de detenerse, admirar y conectar con el momento presente, una dinámica que se ve interrumpida por la aceleración tecnológica, la cual desvía el foco hacia la performance y la entrega de resultados rápidos.
Santana establece una comparativa temporal relevante: hace dos décadas, el uso de la computadora requería un proceso activo de pensamiento y creatividad. Si bien se ganaba tiempo, el cerebro seguía siendo el motor principal para analizar, juzgar y prestar atención. En la actualidad, la capacidad de automatizar procesos —donde se puede escribir un texto de forma rudimentaria y, mediante un botón, transformarlo en algo aparentemente mejor— provoca que el cerebro deje de ser estimulado. Esta situación es particularmente crítica en niños y jóvenes, quienes, al recibir estímulos de forma pasiva a través de las pantallas, no desarrollan las habilidades necesarias para enfrentar los desafíos cotidianos de la vida real. Ante esto, la psicóloga defiende el contacto humano y la relación con la naturaleza como mecanismos esenciales para mitigar los impactos de la hiperconectividad.
Por su parte, el emprendedor y activista Raull Santiago, director del Instituto Papo Reto —organización que trabaja en el Complexo do Alemão con comunicación comunitaria y derechos humanos—, abordará el concepto del pensamiento divergente. Santiago reconoce que la tecnología aporta productividad, velocidad y practicidad, pero señala que el costo ha sido la pérdida de la presencia, la escucha activa y la creatividad profunda. El activista sostiene que ya no se recurre al "disco duro natural" de la memoria, sino que cualquier duda se resuelve inmediatamente con el teléfono, eliminando el ejercicio mental de recordar.
Santiago hace un llamado a la educación para un uso consciente de la tecnología, argumentando que es necesario mantener una presencia activa en los espacios digitales para evitar convertirse en un "robot de la inteligencia artificial" cuya única función sea deslizar la pantalla y dar "likes". Desde su experiencia en contextos de desigualdad, destaca que si bien internet es una herramienta de aprendizaje poderosa, observa con preocupación que la juventud actual prioriza contenidos efímeros, como bailes aleatorios o juegos de azar (el "tigrinho"), en lugar de utilizar la estructura digital de manera estratégica.
Finalmente, la comunicadora y escritora Gabi Oliveira aportará una perspectiva sobre la capacidad de sentir, elemento clave para la empatía y la conexión humana. Basándose en las premisas del libro “Descansar es Resistir: Un Manifesto” de Tricia Hersey, Oliveira ha implementado la estrategia de reservar 30 minutos diarios para relajarse o tomar una siesta, contrastando este tiempo con las horas invertidas en redes sociales consumiendo videos que se olvidan al día siguiente.
Oliveira, quien hablará sobre el pensamiento crítico en el Rio2C, ha tomado medidas drásticas en su hogar para mejorar el vínculo con sus hijos y la calidad de su sueño, utilizando una caja de bloqueo donde guarda el teléfono móvil desde la noche hasta la mañana siguiente. Para la autora, cualquier estrategia que permita enfrentar la dependencia digital es válida, dado que se trata de un problema real que afecta tanto a adultos como a niños.