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¡Formigas de Jardim Valiosas! Chinês Preso com Contrabando Inusitado

Insetos vivos estavam armazenados em tubos de ensaio e rolos de papel higiênico

¡Formigas de Jardim Valiosas! Chinês Preso com Contrabando Inusitado

Um cidadão chinês foi detido no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, Quênia, com uma impressionante carga: mais de 2.200 formigas-de-jardim vivas escondidas em sua bagagem. A prisão, ocorrida na terça-feira (10), levanta sérias preocupações sobre o aumento do contrabando de insetos no país e aponta para uma mudança preocupante nas táticas de biopirataria.

Zhang Kequn, de 27 anos, foi preso enquanto tentava deixar o Quênia. Documentos judiciais revelam que as autoridades de imigração já haviam emitido uma ordem de bloqueio em seu passaporte, devido a uma fuga anterior à prisão no ano passado. A descoberta das formigas ocorreu durante uma inspeção de rotina de sua bagagem, revelando um esquema elaborado para transportar os insetos para fora do país.

A investigação revelou que as formigas estavam embaladas de forma engenhosa: 1.948 indivíduos foram acondicionados em tubos de ensaio, enquanto os restantes 290 foram encontrados escondidos dentro de três rolos de papel higiênico. Zhang permaneceu no Quênia por duas semanas antes da tentativa de fuga, e durante o interrogatório, mencionou a participação de três cúmplices que lhe forneciam as formigas.

O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) solicitou ao tribunal mais tempo para conduzir investigações aprofundadas, incluindo a análise de um iPhone e um MacBook apreendidos com o suspeito. A KWS acredita que os dispositivos eletrônicos podem conter informações cruciais sobre a rede de contrabando e a identidade dos outros envolvidos.

Este caso não é isolado. No ano passado, quatro homens foram multados em US$ 7.700 cada por tentarem contrabandear milhares de formigas valiosas para fora do Quênia. Especialistas em conservação alertam que o contrabando de formigas representa uma nova frente na biopirataria, que antes se concentrava em troféus mais tradicionais, como marfim de elefante. A crescente demanda por formigas em mercados especializados está impulsionando essa nova forma de crime ambiental.

O valor das formigas reside na sua complexa organização social e comportamento. Criadores de formigas pagam somas elevadas para manter colônias em grandes recipientes transparentes, conhecidos como formigueiros, que permitem observar de perto a vida intrincada desses insetos. A popularidade dos formigueiros como itens de colecionador e objetos de estudo científico tem alimentado o mercado negro de formigas.

A preocupação aumenta ainda mais com a descoberta de um carregamento semelhante de formigas apreendido em Bangkok, na Tailândia, também na terça-feira. A KWS acredita que essa apreensão indica a existência de uma extensa e organizada rede de contrabando de formigas que opera em escala internacional, com o Quênia como um ponto de origem crucial.

As autoridades quenianas estão trabalhando em colaboração com agências internacionais para desmantelar essa rede e impedir o contrabando de formigas. A KWS enfatiza a importância de proteger o ecossistema do Quênia e preservar a biodiversidade do país. O contrabando de formigas não apenas ameaça as populações desses insetos, mas também pode ter consequências negativas para o meio ambiente, alterando o equilíbrio ecológico e prejudicando outros organismos.

O caso de Zhang Kequn serve como um alerta para a crescente ameaça da biopirataria e a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger a fauna e a flora do Quênia. As autoridades estão reforçando a segurança nos aeroportos e portos, e aumentando a fiscalização nas áreas de risco para combater o contrabando de espécies selvagens.

A investigação continua em andamento, e espera-se que novas informações sobre a rede de contrabando de formigas sejam reveladas nos próximos dias. A KWS está comprometida em levar os responsáveis à justiça e proteger o patrimônio natural do Quênia. A prisão de Zhang Kequn é um passo importante nessa direção, mas a luta contra a biopirataria exige um esforço contínuo e coordenado em nível nacional e internacional. A comunidade científica e as organizações de conservação também desempenham um papel fundamental na conscientização sobre os impactos negativos do contrabando de espécies selvagens e na promoção de práticas sustentáveis de uso da biodiversidade.

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