A supergigante vermelha Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno, tem uma estrela companheira que ajuda a explicar suas intrigantes varia es de brilho. Localizada a cerca de 650 anos-luz da Terra, na constela o de Órion, Betelgeuse é uma das estrelas mais observadas e estudadas pelos astr nomos.
Recentes observa es com o Telescópio Espacial Hubble e outros observatórios revelaram a exist ncia de Siwarha, uma estrela de baixa massa que orbita imersa na atmosfera externa de Betelgeuse em um ciclo de aproximadamente 2.100 dias. Ao atravessar esse envelope gasoso, Siwarha cria uma trilha de gás mais denso, semelhante esteira de um barco na água.
Essa intera o entre as duas estrelas é detectada como mudan as sutis, porém consistentes, na luz emitida ao redor da supergigante. Observa es espectroscópicas revelam regi es onde o gás está sendo comprimido ou acelerado, conectando a longa varia o secundária de brilho de Betelgeuse ao movimento orbital de sua companheira.
Antes, as varia es de Betelgeuse eram atribuídas apenas a fen menos internos, como convec o, poeira e campos magnéticos. Agora, a confirma o da presen a de Siwarha esclarece parte desse mistério, complementando as hipóteses anteriores.
Como muitas estrelas massivas em fim de vida podem estar em sistemas binários, intera es semelhantes podem alterar o ritmo de perda de massa, gerar assimetrias nas camadas externas e produzir padr es de variabilidade que, sem esse contexto, pareceriam enigmáticos.
Embora n o se espere uma supernova iminente de Betelgeuse em escala humana, o sistema Betelgeuse-Siwarha segue essencial para entender como as maiores estrelas da galáxia encerram seus ciclos de vida. Novas campanhas de observa o est o planejadas para quando Siwarha reaparecer de forma mais favorável, previsto para 2027.











