O México continua a ser um dos países mais perigosos do mundo para exercer a profiss o de jornalista. Nesta quinta-feira (8), mais um profissional da imprensa foi assassinado a tiros no estado de Veracruz, no leste do país.
A vítima é Carlos Castro, que cobria a editoria policial do veículo Código Norte. De acordo com a Comiss o Estadual para a Aten o e Prote o dos Jornalistas, órg o aut nomo do governo regional, Castro foi morto por homens armados em um restaurante na cidade de Poza Rica.
A entidade condenou o homicídio e pediu que "seja investigado exaustivamente". Infelizmente, este n o é um caso isolado no México, que é considerado um dos países mais perigosos para exercer o jornalismo, com mais de 150 profissionais assassinados desde 1994, segundo a organiza o Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Muitas das vítimas de ataques trabalhavam em áreas assoladas pelo crime organizado e publicavam seus conteúdos em veículos pequenos ou redes sociais, geralmente em empregos precários. O estado de Veracruz, com litoral no Golfo do México, é afetado há anos pela viol ncia ligada a diferentes grupos do crime organizado, que disputam rotas lucrativas do narcotráfico.
Esse cenário de inseguran a e viol ncia contra a imprensa no México é extremamente preocupante e requer a es urgentes por parte das autoridades para proteger os profissionais da mídia e garantir a liberdade de imprensa no país. A morte de Carlos Castro é mais um lamentável episódio que evidencia a necessidade de medidas efetivas para coibir esses ataques e assegurar que os jornalistas possam exercer seu trabalho com seguran a.












