O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarou nula a determina o do Conselho Federal de Medicina (CFM) de abrir uma sindic ncia para apurar denúncias relacionadas s condi es do atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Moraes mandou a Polícia Federal (PF) ouvir o presidente do conselho, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias. O ministro também determinou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao Supremo, em até 24 horas, todos os exames realizados por Bolsonaro na última ter a-feira (6/1).
O ex-presidente foi ao hospital para fazer exames após sofrer uma queda em sua cela na Superintend ncia da PF na madrugada daquela data. Os médicos solicitaram uma tomografia computadorizada, uma resson ncia magnética do cr nio e um eletroencefalograma. A remo o de Bolsonaro ao hospital foi autorizada por Moraes na manh da quarta-feira (7/1).
No despacho, Moraes enfatizou que o CFM n o tem compet ncia para fiscalizar o trabalho da PF e que a abertura de um procedimento com este fim mostra "flagrante ilegalidade e desvio de finalidade". O ministro também afirmou que n o houve "qualquer omiss o ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente".
Bolsonaro recebeu atendimento médico na carceragem da PF, onde está detido, depois de sofrer a queda na madrugada de ter a-feira. No mesmo dia, a corpora o encaminhou ao STF um relatório médico informando que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem indícios de deficit neurológico.
Com base nas informa es apresentadas, Moraes avaliou que n o havia necessidade de remo o imediata naquele momento. No entanto, na manh de quarta-feira, o ministro autorizou a ida do ex-presidente a uma unidade hospitalar para que pudesse ser reavaliado.
Bolsonaro passou a Virada de Ano internado no Hospital DF Star, para se submeter a sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. A interven o foi para tratar uma hérnia inguinal. O ex-presidente também passou por tr s procedimentos no nervo fr nico para amenizar crises recorrentes de solu o.












