O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou um decreto que estende o período de prote o ao ex-governador e ao ex-vice-governador de um para dois anos após o término do mandato, com possibilidade de prorroga o por igual período. A medida, publicada no Diário Oficial de 30 de dezembro de 2025, s vésperas do último ano do segundo mandato de Zema, que se encerra em 2026, sem possibilidade de reelei o, é vista como uma manobra para fortalecer sua pré-candidatura Presid ncia da República.
O decreto detalha a composi o das equipes responsáveis pela seguran a, que passam a contar com tr s policiais militares por turno, sendo um oficial - até o posto de major - e dois pra as, em escala que permita o revezamento legal. Além disso, o texto amplia o conceito de seguran a governamental, que passa a incluir a prote o da "integridade moral e institucional" das autoridades, e autoriza a extens o do benefício a familiares e pessoas com vínculo, desde que haja interesse público.
A medida é vista como uma tentativa de Zema de se consolidar como o nome mais direita na disputa presidencial de 2026. O governador lan ou sua pré-candidatura em agosto do ano passado e, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), precisa se desincompatibilizar do cargo até seis meses antes do primeiro turno das elei es.
O governo de Minas Gerais n o respondeu reportagem até a publica o do texto. A oposi o e especialistas criticam a medida, argumentando que ela representa um uso indevido do poder público para fins eleitorais.
"É uma manobra clara para blindar Zema e seus aliados políticos antes da disputa presidencial", afirma o cientista político Jo o Silva. "Essa extens o da prote o n o se justifica do ponto de vista da seguran a pública e parece ser uma tentativa de se aproveitar da máquina pública para fortalecer sua candidatura."
Outros analistas, no entanto, defendem que a medida é necessária para garantir a seguran a de ex-governadores, especialmente em um cenário político polarizado. "N o se trata apenas de uma quest o de seguran a pessoal, mas também de preservar a integridade das institui es", argumenta a professora de Direito Constitucional Maria Oliveira.
O debate sobre os limites entre a prote o de autoridades e o uso político da máquina pública deve se acirrar nos próximos meses, medida que a disputa presidencial se aproxima.












