A captura de Nicolás Maduro por for as norte-americanas provocou rea o imediata da oposi o no Congresso Nacional e reacendeu críticas política externa do governo Lula, acusado por parlamentares de ter sustentado, política e diplomaticamente, um regime autoritário até o seu colapso.
Para líderes oposicionistas, o episódio exp e uma contradi o entre o discurso democrático do Palácio do Planalto e o apoio reiterado a Caracas ao longo dos últimos anos. Em nota oficial, a Lideran a da Oposi o na C mara classificou a queda de Maduro como o fim de "um dos períodos mais sombrios da história recente da América Latina" e rejeitou narrativas que tentem relativizar o caráter autoritário do regime venezuelano.
Segundo analistas, a captura de Maduro representa o colapso de uma estratégia diplomática que apostou na sobreviv ncia de um regime "insustentável". Para Márcio Coimbra, CEO da Casa Política e presidente do Instituto Monitor da Democracia, a tentativa de Brasília de se colocar como mediadora isenta se dissolveu no momento em que Maduro foi colocado sob custódia internacional.
"N o há como mediar uma transi o com um governo que evaporou institucionalmente. A neutralidade brasileira passou a ser lida como coniv ncia. Se o Brasil n o liderar a reconstru o institucional da regi o, será um espectador marginal, sem influ ncia sobre temas estratégicos como migra o e integra o energética", afirma Coimbra.
O cientista político Gustavo Alves avalia que o episódio exp e contradi es da diplomacia brasileira, que manteve o reconhecimento institucional de Caracas, apesar das denúncias de viola es de direitos humanos. "Para a oposi o, esse histórico fragiliza o discurso do Planalto e abre espa o para questionar alinhamentos ideológicos na política externa", pontua.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou a opera o conduzida pelos Estados Unidos, classificando-a como uma "afronta gravíssima soberania da Venezuela" e afirmando que o episódio representa um precedente perigoso para a comunidade internacional. O posicionamento do Planalto contrasta com o de países como a Argentina, que apoiaram a a o norte-americana.
Para analistas, o cenário exige que o Brasil recalibre sua narrativa para evitar que o desgaste internacional do regime venezuelano contamine a imagem do governo brasileiro. A captura de Maduro tende a aprofundar o confronto político interno e impor uma revis o for ada da política externa do país.












