Dois dias após o início do inc ndio que provocou duas mortes no Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros segue com o trabalho de rescaldo para resfriar as áreas mais atingidas do imóvel. A Defesa Civil realizou uma perícia parcial e afastou o risco de desabamento, mas interdictou o subsolo e 14 lojas do térreo.
As investiga es iniciais apontam que o fogo come ou em um ar-condicionado da loja de decora o Bellart, localizada no subsolo do shopping. Dois agentes que atuaram no combate s chamas relataram, de forma an nima, as dificuldades enfrentadas durante a opera o.
Segundo os bombeiros, houve desorganiza o inicial, com equipes atuando sem retaguarda e sem acesso planta do local, o que dificultou o resgate das vítimas. Eles também criticaram a demora no acionamento da corpora o e no isolamento da área, além da falta de informa o rápida aos clientes sobre o incidente.
"A gente n o entendeu porque houve demora para o chamamento dos bombeiros. A primeira coisa a fazer em caso de inc ndio é isso. Fora que os clientes também demoraram a ser avisados sobre o que acontecia, o alarme n o foi acionado de forma rápida", afirmou um dos agentes.
Outro militar ouvido avaliou que a estrutura do shopping n o foi projetada para suportar esse tipo de ocorr ncia, com alta densidade de fuma a tóxica. Ele ressaltou que a dissipa o da fuma a foi um grande desafio durante a opera o.
O inc ndio no Shopping Tijuca provocou a morte de duas pessoas e deixou outras feridas. O imóvel segue interditado e sem previs o de reabertura. Em nota, o shopping afirmou que todos os protocolos de emerg ncia foram cumpridos, incluindo o acionamento de sirenes e a evacua o de 7 mil clientes e lojistas.
Documentos obtidos pela imprensa, no entanto, revelam que dois restaurantes localizados no subsolo haviam sido notificados pelos bombeiros em abril deste ano após denúncias relacionadas a exaustores. Essa informa o levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas de seguran a adotadas pelo empreendimento.
O incidente no Shopping Tijuca evidencia a necessidade de uma revis o rigorosa dos planos de emerg ncia e das condi es de seguran a em estabelecimentos comerciais de grande porte, a fim de evitar tragédias semelhantes no futuro.











