Após mais de 25 anos no poder, o ditador venezuelano Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país em uma ação do governo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela secretária de Justiça americana, Pam Bondi, que afirmou que Maduro e sua esposa Cilia Flores serão julgados em Nova York.
Maduro, de 63 anos, ascendeu ao poder após a morte de Hugo Chávez em 2013 e desde então acumulou uma série de crises econômicas, protestos em larga escala e eleições contestadas, amargando um isolamento internacional nos últimos anos. Apesar da oposição e da condenação global, o ditador conseguiu se manter no poder até este sábado (3), quando uma escalada de tensão com o governo de Donald Trump culminou em um ataque que resultou na sua captura.
Nascido em Caracas, Maduro teve uma trajetória política intimamente ligada à figura de Chávez. Ele ingressou na política ainda na década de 1970, fazendo parte de grupos de esquerda como a Liga Socialista e o Movimento Revolucionário Bolivariano. Trabalhou na rede de transporte metropolitano de Caracas e se tornou líder sindical da categoria antes de iniciar sua carreira pública no chavismo.
Maduro ocupou diferentes funções no governo de Chávez, incluindo a de um dos redatores da nova Constituição, deputado e ministro das Relações Exteriores. Em 2012, assumiu a Vice-Presidência da Venezuela e, após a morte de Chávez em 2013, venceu as eleições com uma margem estreita, o que gerou denúncias de irregularidades.
Nos anos seguintes, a crise econômica se aprofundou no país, com a queda do preço do barril de petróleo, a escalada da inflação e o aumento de protestos de rua. Em 2015, o chavismo sofreu uma derrota eleitoral que lhe custou a maioria no Parlamento, e Maduro se tornou o rosto da pior crise enfrentada pela Venezuela.
Apesar de perder apoio internacional, Maduro manteve o apoio das Forças Armadas e de aliados como Rússia e China. Nas eleições de 2018 e 2023, seu regime foi acusado de fraude pela oposição, que afirma que o verdadeiro vencedor foi o candidato Edmundo González.
Agora, após anos de denúncias de corrupção e violações de direitos humanos, Maduro e sua esposa Cilia Flores serão julgados nos Estados Unidos, encerrando um longo e turbulento período no poder na Venezuela.

