O futebol brasileiro segue movido por rivalidade, provoca o e paix o, como ficou evidenciado nos últimos dias de 2025 em um bate-boca público entre Flamengo e Cruzeiro. Tudo come ou quando o Flamengo manifestou interesse na contrata o de Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro e artilheiro do Campeonato Brasileiro.
A rea o do clube mineiro veio em tom ir nico, com dirigentes e pessoas próximas ao Cruzeiro afirmando que, se o Flamengo tinha dinheiro para tentar tirar seu principal atacante, a Raposa também poderia ir ao mercado atrás de jogadores importantes do rubro-negro. A mensagem era clara: o Cruzeiro vive hoje outra realidade e n o se sente intimidado.
Nesse contexto, surgiu uma história que rapidamente viralizou nas redes sociais: a de que Pedrinho BH, dono da SAF do Cruzeiro, teria dito que compraria o Flamengo inteiro, bastando vender alguns bois de sua fazenda. No entanto, essa frase nunca existiu, tratando-se de um meme criado por algum influenciador interessado apenas em gerar engajamento.
Pedrinho tratou de desmentir a história em entrevistas imprensa de Belo Horizonte, ressaltando que a ideia de um dirigente afirmar que pode comprar um clube adversário é, no mínimo, um descalabro. Além de desrespeitosa com o Flamengo, hoje o clube mais valioso e mais estruturado financeiramente do país, a frase soa completamente fora da realidade.
No caso do Cruzeiro, a ironia é ainda maior, pois o clube segue entre os mais endividados do futebol brasileiro, com débitos que se aproximam de um bilh o de reais. Antes de qualquer bravata, o caminho lógico seria olhar para o próprio umbigo e reorganizar as finan as.
Pedrinho assumiu o controle do Cruzeiro justamente para sanear as finan as, reorganizar o clube e recolocá-lo em outro patamar esportivo e administrativo. Qualquer frase que sugira o contrário n o passa de exagero ou má-fé travestida de humor.
No fim das contas, ficou o que realmente importa para o futebol: a rivalidade em campo e fora dele, a provoca o salutar e o barulho que ajuda a vender ingresso, camisa e debate. O problema come a quando o meme vira "notícia" e a zoeira passa a ser tratada como fato. Aí, o jogo deixa de ser divertido e passa a ser apenas desinforma o.












