Ao contrário de estados como Ceará e Bahia, que destinaram R$1 bilh o cada em emendas de bancada, Pernambuco reservou apenas R$420 milh es para projetos de grande porte em 2026. Essa pulveriza o de recursos contrasta com a import ncia histórica que as emendas tinham para o estado, chegando a financiar obras estratégicas como a duplica o da PE-60 e melhorias no Porto de Suape.
O levantamento mostra que, enquanto Ceará e Bahia destinaram centenas de milh es para áreas como seguran a pública, turismo e infraestrutura, Pernambuco concentrou a maior parte dos R$420 milh es (R$290 milh es) no custeio da saúde. Projetos importantes como a requalifica o do Hospital da Restaura o e a reforma do Aeroporto de Caruaru receberam apenas R$9,92 milh es e R$7 milh es, respectivamente.
Essa mudan a de comportamento da bancada pernambucana pode ser explicada pela ascens o do chamado "or amento secreto", que tem turbinado os recursos destinados diretamente aos parlamentares. Agora, cada deputado e senador de Pernambuco receberá R$40,25 milh es para alocar em suas bases, o que pode estar esvaziando a import ncia estratégica das emendas de bancada.
Especialistas apontam que, diferente de outros estados, Pernambuco n o tem conseguido articular uma destina o robusta de recursos federais para projetos prioritários, como a Nova Escola de Forma o de Sargentos do Exército, que precisará de verbas adicionais para sua infraestrutura. Além disso, a aus ncia de a es de preven o criminalidade e promo o do turismo também chama a aten o.
O cenário revela uma mudan a no papel das emendas de bancada em Pernambuco, que deixaram de ser um instrumento estratégico para o governo estadual e se tornaram mais pulverizadas, priorizando o custeio da saúde em detrimento de investimentos estruturantes. Especialistas apontam que essa tend ncia pode comprometer a capacidade do estado de realizar projetos de grande impacto nos próximos anos.












