O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se encontrará novamente com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em janeiro, com o americano novamente sendo o anfitrião do acordo, para finalizar os pontos que começaram a ser discutidos neste domingo, 28, visando um termo de paz com a Rússia.
Segundo Zelensky, na reunião desta tarde foram discutidos todos os progressos que as equipes de negociação da Ucrânia e da Rússia tiveram, perpassando inclusive 90% dos assuntos que envolvem segurança e 100% dos que envolvem prosperidade.
"Vamos nos encontrar de novo nas próximas semanas para finalizar pontos discutidos", afirmou Zelensky, enfatizando que a Ucrânia está pronta para a paz.
Durante a reunião, Zelensky e Trump também tiveram conversas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com líderes europeus, da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mencionou o presidente ucraniano.
Zelensky afirmou que pode usar o instrumento de referendo para aprovar o plano de 20 pontos sobre um eventual acordo de paz com a Rússia. "Se plano de paz for muito difícil para nossa sociedade, então ela terá que aprová-lo", disse.
Na mesma coletiva, Trump mencionou que "entre as coisas mais espinhosas para um acordo, está o território que foi tomado", em referência a Donbass, área ocupada pela Rússia e que, contudo, segundo a Constituição pertenceria à Ucrânia.
Segundo Zelensky, as equipes estão perto de um acordo sobre Donbass, mas não é em uma semana ou em um mês que a questão será resolvida. Ainda assim, enfatizou que uma desmilitarização na região será discutida.
As declarações foram feitas em coletiva de imprensa ao lado de Trump, em Mar-a-Lago, resort de luxo em Palm Beach, Flórida.
A reunião entre Zelensky e Trump acontece em um momento crucial das negociações entre a Ucrânia e a Rússia, com ambos os lados buscando um acordo de paz que possa encerrar o conflito que se arrasta desde 2022. A participação de líderes europeus e da Otan também demonstra a importância geopolítica deste processo de paz.
Apesar dos avanços nas negociações, questões como a soberania da Ucrânia sobre o Donbass ainda permanecem como pontos de tensão. A disposição de Zelensky em realizar um referendo para aprovar o plano de paz também é um sinal de que o governo ucraniano busca legitimidade interna para qualquer acordo.
Especialistas apontam que, mesmo com a reaproximação entre Ucrânia e Rússia, o caminho para a paz ainda é longo e repleto de desafios. No entanto, a retomada das negociações diretas entre Zelensky e Trump, com o aval de líderes internacionais, é um passo importante para tentar encontrar uma solução diplomática para o conflito.


