EconomíaEstados Unidos condiciona la renovación del T-MEC a revisiones anuales
Os Estados Unidos recusaram nesta quarta-feira (1o) renovar o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) em seu formato atual e anunciaram que precisam de mais tempo para resolver as divergências com seus parceiros. Se o tratado tivesse sido renovado nesta quarta-feira, sua vigência teria sido prorrogada por mais 16 anos. Enquanto as negociações continuarem, ele será renovado anualmente, a menos que uma das três partes o denuncie formalmente. "Os Estados Unidos não aceitaram renovar o T-MEC em sua forma atual", declarou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em um comunicado divulgado após uma reunião por videoconferência com seus pares. "Os Estados Unidos continuarão trabalhando com o México e o Canadá para corrigir as deficiências do acordo e reduzir nossos déficits comerciais com esses países", acrescentou. O acordo continuará em vigor "até que essas questões sejam resolvidas ou até que o próprio acordo seja encerrado", informou Washington. No início deste mês, o presidente Donald Trump havia afirmado que não pretendia renovar o pacto tal como está, apesar de ele ter sido criado em 2020 por iniciativa e pressão do próprio Trump. Trump declarou que os Estados Unidos "não precisam de nada" nem do Canadá nem do México e que esses países, com os quais seu governo ajudou a construir uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, é que precisam de "muitas coisas" dos Estados Unidos. Uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o México está prevista para o dia 20 de julho, sem que tenha sido anunciada qualquer nova data para as conversas com o Canadá. Os Estados Unidos optaram por negociações bilaterais com cada um dos parceiros, em vez de uma mesa de negociação trilateral, quando decidiram renegociar o antigo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e transformá-lo no atual T-MEC. - Otimismo mexicano - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, procurou demonstrar otimismo antes do anúncio oficial dos Estados Unidos. Segundo ela, uma denúncia completa do T-MEC exigiria a aprovação do Congresso dos Estados Unidos. "Não é que hoje o tratado vá acabar, muito menos", declarou a jornalistas nesta quarta-feira. "A qualquer momento (...) se as três partes chegarem a um acordo", ele poderá ser prorrogado por mais 16 anos, acrescentou o secretário da Economia do México, Marcelo Ebrard. Um alto funcionário do governo dos Estados Unidos afirmou a jornalistas que os déficits comerciais norte-americanos eram uma preocupação central, juntamente com as oportunidades de acesso aos mercados do Canadá e do México. O funcionário destacou que existem tensões em áreas como os produtos lácteos e o milho. Ele também afirmou que os países não deveriam esperar dez anos para resolver suas diferenças. "Acredito que precisamos chegar a uma conclusão rapidamente, se possível", explicou. "Não há nenhuma divergência que eu identifique como substancial ou suficientemente importante para que não possamos resolvê-la", assegurou Ebrard. Ebrard explicou que, em 2025, Washington tinha 54 questões pendentes e que, neste ano, esse número caiu para 14. "Vamos nos reunir todos os anos até que elas sejam resolvidas, porque foi assim que o tratado foi concebido", acrescentou. Trump tem adotado uma postura cautelosa em relação ao futuro desse acordo, após a assinatura de tratados comerciais recíprocos com outros países latino-americanos em dezembro do ano passado. Esses acordos estabelecem regras comerciais rigorosamente iguais entre os países participantes. O T-MEC abrange um mercado de cerca de 2 trilhões de dólares (dados de 2024) e mais de 510 milhões de consumidores. O presidente do American Automotive Policy Council, Matt Blunt, destacou nesta quarta-feira que "a integração econômica norte-americana proporciona enormes vantagens competitivas para a região". Por outro lado, Brian Bryant, representante do sindicato da indústria aeronáutica americana, afirmou que o T-MEC "não deveria simplesmente ser prorrogado da forma como está". AFP
miércoles, 1 de julio de 2026, 20:23
BR
jornaldebrasilia
Estados Unidos ha decidido no renovar el T-MEC en su formato actual. El anuncio, realizado este primero de julio, cambia el rumbo del tratado comercial entre México, Estados Unidos y Canadá.
En lugar de una prórroga automática por 16 años, el acuerdo se renovará anualmente mientras continúen las negociaciones. Jamieson Greer, representante comercial de Estados Unidos, señaló que el objetivo es corregir deficiencias y reducir los déficits comerciales con sus socios.
El presidente Donald Trump ha mantenido una postura cautelosa, afirmando que Estados Unidos no depende de sus socios comerciales, sino que México y Canadá son quienes más necesitan del mercado estadounidense.
Desde México, la presidenta Claudia Sheinbaum mostró optimismo, recordando que una cancelación total del tratado requeriría la aprobación del Congreso estadounidense. Por su parte, el secretario de Economía, Marcelo Ebrard, destacó que las cuestiones pendientes se han reducido de 54 en 2025 a solo 14 en la actualidad, asegurando que no hay divergencias insuperables.
Las tensiones principales se centran en el acceso a mercados y sectores específicos como el maíz y los productos lácteos. El T-MEC es una pieza clave para la economía regional, abarcando un mercado de aproximadamente 2 billones de dólares y más de 510 millones de consumidores.
Sobre el impacto industrial, Matt Blunt, del American Automotive Policy Council, resalta las ventajas competitivas de la integración económica, mientras que Brian Bryant, del sindicato de la industria aeronáutica, sostiene que el pacto no debe prorrogarse tal como está.
Washington ha optado por negociaciones bilaterales en lugar de una mesa trilateral. La próxima ronda de conversaciones con México está programada para el 20 de julio, aunque aún no hay fecha definida para las reuniones con Canadá.
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