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Condenan a bióloga a 6 años de prisión por atropellar y matar a dos jóvenes en Cuiabá

Rafaela Screnci da Costa Ribeiro no Tribunal do Júri realizo nesta terça-feira (23). Josi Dias-TJMT A bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro foi condenada nesta terça-feira (23), a pena de 6 anos de reclusão em regime inicial semiaberto, pelo atropelamento que matou a estudante de direito Myllena Lacerda Inocêncio, de 22 anos, e o cantor Ramon Alcides Viveiros, de 25 anos, no ano de 2018, em Cuiabá. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da capital e se encerrou após cerca de 13 horas de sessão. Os jurados reconheceram que Rafaela cometeu dois crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor sob efeito de álcool, que resultaram nas mortes de Myllena e Ramon, além de lesão corporal culposa grave contra Hya Girotto Santos. Ao proferir a sentença, a juiza condenou a ré com base nos artigos 302, §3o, e 303, §2o, do Código de Trânsito Brasileiro. A magistratura também manteve a suspensão do direito de dirigir veículo automotor até o cumprimento integral da pena. A defesa afirmou que irá recorrer da decisão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 O caso ocorreu em 2018, quando Rafaela dirigia uma caminhonete e atropelou três jovens em frente a uma casa noturna, em Cuiabá. Myllena e Ramon morreram em decorrência dos ferimentos. Na época, a motorista chegou a ser presa, mas pagou fiança de R$ 9,5 mil e foi liberada. Segundo a Polícia Civil, Rafaela apresentava sinais visíveis de embriaguez após o acidente, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro e o exame de sangue. Antes do julgamento, o advogado de defesa, Rodrigo Grecellé Vares, avaliou que as provas técnicas favoreciam a ré e afirmou que a estratégia seria apresentar aos jurados os laudos produzidos durante a investigação. Segundo ele, a perícia oficial estimou que a caminhonete trafegava a cerca de 54 km/h, com margem de variação de quatro quilômetros para mais ou para menos. A defesa também sustentou que o consumo de bebida alcoólica, por si só, não seria suficiente para caracterizar que a motorista assumiu o risco de provocar a morte das vítimas. “Rafaela ao ter bebido e ter assumido a direção de um veículo automotor teria assumido o risco de causar a morte? Me parece que há uma distância oceânica. [...] A ação humana das vítimas foi decisiva para que o resultado ocorresse, nós tivemos vítimas que estavam em uma travessia irregular”, afirmou. Na esfera cível, a Justiça já havia reconhecido a responsabilidade de Rafaela pelo acidente, concluindo que ela dirigia sob efeito de álcool e acima da velocidade permitida para a via. Em 2022, a bióloga foi absolvida na esfera criminal. O Ministério Público de Mato Grosso recorreu da decisão e, em 2024, o Tribunal de Justiça anulou a absolvição, determinando que o caso fosse submetido a júri popular. LEIA MAIS: Justiça concede direito de dirigir à motorista que atropelou e matou jovens em frente a boate Testemunhas confirmam que motorista que atropelou e matou jovens na frente de boate estava bêbada e não prestou socorro Mãe de cantor morto atropelado doou órgãos da vítima em Cuiabá Família se manifesta Antes do início da sessão, em um vídeo publicado nas redes sociais, a mãe de Ramon relembrou a espera de quase oito anos para que o caso fosse levado a julgamento. Ela afirmou que a família enfrentou uma longa batalha judicial até a realização do júri. “Depois de quase oito anos de uma árdua luta contra decisões indignas, manobras jurídicas esvaziadas de dignidade. Vai se finalmente se iniciar o julgamento da assassina do meu filho, que Deus nos ilumine e nos fortaleça para passar por mais esse caminho. Vamos ouvir o que a sociedade cuiabana tem a dizer”, disse. O pai de Ramon, o procurador de Justiça aposentado do MPMT, Mauro Viveiros, relembrou a própria trajetória e afirmou que, ao longo dos anos, recebeu em seu gabinete pais que choravam a dor de enterrar os filhos, situação que, segundo ele, marcava a inversão dos papéis naturais. Ao final da sessão, ele disse ainda não guardar ressentimentos e afirmou confiar no senso de justiça do júri. "Ramon cresceu ouvindo que a justiça existe. Eu ensinei isso a ele. [...] Nunca pensei que o destino me colocaria novamente num plenário de julgamento. Não como promotor de justiça, mas como pai de uma vítima de homicídio", afirmou o pai da vítima. O acidente Myllena Lacerda (à esquerda), Ramon Viveiros (centro) e Hya Girotto (à direita) G1/MT O acidente deixou um morto no local e duas vítimas gravemente feridas e aconteceu às 5h50 do dia 23 de dezembro de 2018, em frente à uma casa noturna em Cuiabá. A universitária Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos, morreu na hora. As outras vítimas eram Ramon Alcides Viveiros, 25 anos, que morreu após ficar cinco dias internado no hospital, e Hya Giroto Santos, de 21 anos, a única sobrevivente do atropelamento. Ela foi internada em coma, passou por quatro cirurgias e depois teve alta médica. Na ocasião, Rafaela foi presa em flagrante e autuada no plantão da Polícia Civil pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo e lesão corporal culposa. Ao ser detida, Rafaela se recusou a realizar o teste do bafômetro e exame de sangue. De acordo com a polícia, ela apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ela foi conduzida para audiência de custódia. Posteriormente, pagou fiança no valor de R$ 9,5 mil e passou a responder em liberdade.

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Condenan a bióloga a 6 años de prisión por atropellar y matar a dos jóvenes en Cuiabá
Puntos clave

La bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro fue condenada a seis años de prisión por el atropello ocurrido en 2018 en Cuiabá, incidente que provocó la muerte de una estudiante de derecho y un cantante, además de dejar a una tercera joven con lesiones graves. El tribunal determinó que la acusada conducía bajo los efectos del alcohol, manteniendo además la suspensión de su licencia de conducir. El camino hacia la condena fue complejo, pues la bióloga había sido absuelta en 2022 antes de que el Tribunal de Justicia anulara dicha decisión. Mientras la defensa sostiene que las pruebas técnicas no justifican la pena y ha anunciado que apelará el fallo, las familias de las víctimas ven el veredicto como el cierre de una dolorosa lucha legal de casi ocho años.

La bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro ha sido condenada este martes 23 de junio a una pena de seis años de reclusión en régimen inicial semiaberto. La sentencia es consecuencia del atropello ocurrido en el año 2018 en la ciudad de Cuiabá, incidente que resultó en la muerte de dos jóvenes y dejó a una tercera persona con lesiones graves.

El juicio, desarrollado en el Tribunal del Júri de la capital, se extendió durante aproximadamente 13 horas de sesión antes de que se emitiera el veredicto final. Los jurados determinaron que la acusada cometió dos delitos de homicidio culposo en la conducción de un vehículo automotor bajo los efectos del alcohol, provocando el fallecimiento de la estudiante de derecho Myllena Lacerda Inocêncio, de 22 años, y del cantante Ramon Alcides Viveiros, de 25 años. Asimismo, fue hallada responsable de lesiones corporales culposas graves contra Hya Girotto Santos.

Al dictar la sentencia, la jueza se basó en los artículos 302, §3º, y 303, §2º, del Código de Tránsito Brasileño. Además de la pena de prisión, la magistrada mantuvo la suspensión del derecho de conducir vehículos automotores hasta que la condena sea cumplida en su totalidad. Por su parte, la defensa de la bióloga ha manifestado que recurrirá la decisión judicial.

Los hechos que originaron este proceso se remontan a las 5:50 horas del 23 de diciembre de 2018. En aquel momento, Rafaela conducía una camioneta frente a una casa nocturna en Cuiabá, donde atropelló a tres jóvenes. Myllena Lacerda Inocêncio murió en el lugar del accidente. Ramon Alcides Viveiros falleció cinco días después, tras permanecer internado en un hospital. Hya Girotto Santos, la única sobreviviente, fue ingresada en estado de coma y requirió cuatro intervenciones quirúrgicas antes de recibir el alta médica.

En el momento de la detención, la bióloga fue arrestada en flagrancia y trasladada a la comisaría de la Policía Civil. Según los informes policiales de la época, Rafaela presentaba signos visibles de embriaguez; sin embargo, se negó rotundamente a realizarse la prueba del alcoholímetro (bafômetro) y el examen de sangre. Tras pasar por una audiencia de custodia, fue puesta en libertad luego de pagar una fianza de 9.500 reales.

El camino judicial hacia esta condena ha sido complejo. En el año 2022, la bióloga llegó a ser absuelta en la esfera criminal. No obstante, el Ministerio Público de Mato Grosso presentó un recurso contra dicha decisión. En 2024, el Tribunal de Justicia anuló la absolviencia y determinó que el caso debía ser sometido a un juicio por jurado popular. Cabe destacar que, en la esfera civil, la Justicia ya había reconocido previamente la responsabilidad de Rafaela, concluyendo que conducía bajo los efectos del alcohol y superando la velocidad permitida para esa vía.

Durante el proceso, la defensa, representada por el abogado Rodrigo Grecellé Vares, sostuvo que las pruebas técnicas favorecían a la ré. El equipo legal argumentó que la pericia oficial estimó que la camioneta circulaba a una velocidad aproximada de 54 km/h, con un margen de variación de cuatro kilómetros. Asimismo, la defensa alegó que el consumo de alcohol, por sí solo, no era suficiente para caracterizar que la conductora hubiera asumido el riesgo de provocar la muerte de las víctimas.

El impacto emocional del caso fue evidente durante la sesión. La madre de Ramon, a través de un video publicado en redes sociales, describió la espera de casi ocho años como una lucha ardua contra decisiones que calificó de indignas y maniobras jurídicas vacías de dignidad. Por otro lado, el padre de Ramon, Mauro Viveiros, procurador de Justicia jubilado del MPMT, reflexionó sobre su propia carrera profesional y el dolor de los padres que pierden a sus hijos. Al finalizar la sesión, Viveiros afirmó no guardar resentimientos y expresó su confianza en el sentido de justicia del jurado.

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