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Flávio Bolsonaro denuncia posible interferencia del STF en su camino a la presidencia

CAROLINA LINHARES BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) Auxiliares e aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que decisões recentes do STF (Supremo Tribunal Federal) indicam disposição de ministros de ignorar regras eleitorais e ter uma atuação que possa prejudicá-lo na disputa presidencial contra Lula (PT). Flávio repete a acusação feita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, de que a Justiça Eleitoral interferiu no resultado do pleito, vencido por Lula, o que motivou reações golpistas. O receio de que ministros do STF atuem com parcialidade neste ano já foi exposto publicamente por Flávio e pelo coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e motivou reuniões com o presidente da corte, Edson Fachin. Integrantes da pré-campanha de Flávio avaliam que a Primeira Turma do STF, composta majoritariamente por ministros considerados adversários políticos do bolsonarismo, vai esvaziar as competências do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no pleito de outubro. Como mostrou a Folha, essa ala do Supremo se prepara para atuar como uma espécie de instância revisora de decisões do TSE e fazer frente à gestão de Kassio Nunes Marques. A Primeira Turma é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Apesar dos apelos a Fachin, aliados de Flávio dizem estar sem saída. Eles acreditam que o presidente do STF não tem perfil de enfrentamento aos demais ministros. Da mesma forma, o entorno do senador não vê Kassio como aliado incondicional e duvida da disposição dele de se opor à Primeira Turma, apesar de o ministro ter sido nomeado por Bolsonaro. Na visão deles, Kassio ao menos não irá perseguir Flávio na condição de presidente do TSE como Moraes fez com Bolsonaro em 2022. Procurados pela reportagem, Moraes, Dino e Zanin não quiseram comentar. Na última terça-feira (16), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, acusou a Primeira Turma de ter como objetivo tirá-lo das eleições ao condená-lo por coação. Nos bastidores da pré-campanha, a crítica à atuação dos ministros é dura e cita decisões a respeito das eleições no Rio de Janeiro e em Roraima, vistas como esdrúxulas. No Rio, o STF mantém o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, no cargo de governador em vez do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), o que bolsonaristas consideram uma quebra da linha sucessória. Couto está no cargo atualmente graças a uma liminar de Zanin. Ainda sob o comando de Cármen Lúcia, o TSE decidiu que o modelo de eleição (direta ou indireta) para a escolha de um sucessor de Claudio Castro (PL) cabe ao STF. A questão está paralisada no Supremo desde abril após pedido de vista de Dino no julgamento da controvérsia. O caso de Roraima é tido pela pré-campanha de Flávio como especialmente grave. Dino anulou uma decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e alterou o prazo de desincompatibilização da eleição para um mandato-tampão de governador do estado. Candidato do PL, o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique teve a maioria dos votos, mas está inelegível com base na decisão do ministro. Defensores da atuação do STF afirmam que é papel da corte revisar decisões do TSE e agir sempre que acionada. Eles lembram que os casos do Rio e de Roraima foram levados ao Supremo por meio de provocações de partes interessadas nas eleições somente após o TSE ter demorado cerca de dois anos para resolvê-los. Na semana passada, Marinho usou a tribuna do Senado para afirmar que o TSE impediu a direita brasileira de dizer a verdade em 2022, em referência a decisões de remoção de conteúdo, e que neste ano ocorre o contrário: "Esse TSE [...] que influiu no resultado da eleição de forma parcial, agora, com um novo quadro, é atropelado". Em abril, depois de Moraes abrir um inquérito para investigar Flávio por suspeita de calúnia, o senador afirmou, também no plenário, que a estratégia do ministro era interferir na eleição. "Já que agora Alexandre de Moraes não está mais no TSE, ele vai querer desequilibrar as eleições lá do Supremo", disse. Diante de uma desconfiança que entendem legítima, Flávio e Marinho estiveram com Fachin, no mês passado, para pedir que o STF aja com equilíbrio. O pré-candidato estava sozinho, enquanto o coordenador foi acompanhado de Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE e advogada da pré-campanha, e Marcelo Bessa, advogado do PL. Segundo a assessoria de Marinho, ele defendeu na reunião a autonomia da Justiça Eleitoral e mencionou os casos de Rio e Roraima. "Queremos evitar que isso se torne um hábito. É um precedente perigoso para a democracia e para a livre manifestação da população através da eleição", disse. Havia expectativa de que Fachin levasse ao plenário da corte a decisão de Dino, confirmada pela Primeira Turma, a respeito do prazo de desincompatibilização, o que o ministro não fez. Flávio, por sua vez, esteve com Fachin sob a justificativa de se comprometer com o respeito à corte durante a campanha e, por outro lado, cobrar dos magistrados isenção na disputa. O pré-candidato pediu que o arbítrio de conflitos da eleição seja feito no âmbito do TSE, sob Kassio, e não no STF, onde o bolsonarismo acumula derrotas. Em 2022, quando disputou a reeleição, Bolsonaro fez uma série de ataques com mentiras sobre o sistema eleitoral. Na ocasião, aliados dele criticaram a derrubada pela Justiça Eleitoral de conteúdos da direita nas redes, o que, para eles, teria causado desequilíbrio.

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Flávio Bolsonaro denuncia posible interferencia del STF en su camino a la presidencia

El senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) y su círculo cercano de aliados han manifestado una creciente preocupación ante el rumbo de las decisiones recientes del Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasil. Según el equipo del parlamentario, existe una disposición por parte de ciertos ministros de ignorar las reglas electorales vigentes, lo que podría derivar en una actuación judicial capaz de perjudicarlo en su aspiración presidencial frente a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Esta postura representa una reiteración de las acusaciones lanzadas en 2022 por su padre, el exmandatario Jair Bolsonaro. En aquel entonces, el expresidente sostuvo que la Justicia Electoral había interferido en el resultado de los comicios, una narrativa que, según el reporte, motivó diversas reacciones de carácter golpista. En la actualidad, el temor a que el STF actúe con parcialidad ha sido expuesto públicamente no solo por Flávio, sino también por el senador Rogério Marinho (PL-RN), quien se desempeña como coordinador de la precampaña.

La inquietud del entorno bolsonarista se centra específicamente en la Primera Turma del STF. Esta instancia, compuesta por los ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin y Cármen Lúcia, es percibida por los aliados de Flávio como un grupo de adversarios políticos. El equipo de campaña evalúa que esta ala del Supremo se está preparando para actuar como una suerte de instancia revisora de las decisiones del Tribunal Superior Electoral (TSE), vaciando así las competencias de dicho órgano en el pleito de octubre y haciendo frente a la gestión de Kassio Nunes Marques.

Ante este escenario, Flávio y Marinho buscaron una audiencia con el presidente de la corte, Edson Fachin, para solicitar que el STF actúe con equilibrio. Sin embargo, los aliados del senador admiten sentirse sin salida, ya que consideran que Fachin no posee un perfil confrontativo frente a sus colegas ministros. Respecto a Kassio Nunes Marques, aunque fue nombrado por Jair Bolsonaro, el entorno de Flávio duda de que sea un aliado incondicional o que esté dispuesto a oponerse a la Primera Turma. No obstante, mantienen la esperanza de que, al menos, no persiga a Flávio en su calidad de presidente del TSE, tal como consideran que Moraes hizo con Jair Bolsonaro en 2022.

La tensión se ha extendido a otros miembros de la familia. El exdiputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acusó recientemente a la Primera Turma de intentar excluirlo de las elecciones tras haber sido condenado por coacción. En los pasillos de la precampaña, las críticas hacia los magistrados son severas, calificando de "esdrúxulas" ciertas decisiones judiciales en los estados de Río de Janeiro y Roraima.

En Río de Janeiro, el STF ha mantenido al desembargador Ricardo Couto, presidente del Tribunal de Justicia, en el cargo de gobernador, en lugar de Douglas Ruas (PL), presidente de la Asamblea Legislativa del estado (Alerj). Los bolsonaristas ven esto como una ruptura de la línea sucesoria, decisión que fue posible gracias a una liminar otorgada por el ministro Zanin. Adicionalmente, el TSE decidió que correspondería al STF definir el modelo de elección (directa o indirecta) para suceder a Claudio Castro (PL), un asunto que permanece paralizado desde abril debido a un pedido de vista del ministro Flávio Dino.

El caso de Roraima es considerado especialmente grave por el equipo de Flávio. El ministro Dino anuló una decisión del Tribunal Regional Electoral (TRE) y modificó el plazo de desincompatibilización para una elección de mandato temporal de gobernador. Esto resultó en la inelegibilidad de Arthur Henrique, candidato del PL y exalcalde de Boa Vista, quien había obtenido la mayoría de los votos.

Por su parte, quienes defienden la actuación del STF argumentan que es deber de la corte revisar las decisiones del TSE cuando sea accionada. Sostienen que los casos de Río de Janeiro y Roraima llegaron al Supremo únicamente después de que el TSE tardara aproximadamente dos años en resolverlos, impulsados por provocaciones de las partes interesadas.

Finalmente, el senador Rogério Marinho ha utilizado la tribuna del Senado para denunciar que en 2022 el TSE impidió que la derecha dijera la verdad mediante la eliminación de contenidos, influyendo parcialmente en el resultado. Marinho, quien asistió a la reunión con Fachin junto a la abogada Maria Claudia Bucchianeri y el abogado Marcelo Bessa, defendió la autonomía de la Justicia Electoral y advirtió que la interferencia del STF constituye un precedente peligroso para la democracia y la libre manifestación popular. Flávio Bolsonaro, en su encuentro con Fachin, se comprometió al respeto hacia la corte, pero exigió isención y solicitó que la resolución de conflictos electorales permanezca estrictamente en el ámbito del TSE bajo el mando de Kassio Nunes Marques.

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