internacionalIrã e Israel Escalada Bélica Sem Negociação
Em meio a relatos de uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos ao Irã, a partir de autoridades paquistanesas, a guerra no Oriente Médio entrou no 26o dia nesta quarta-feira, 25. Teerã nega qualquer negociação e mantém tom de confronto, enquanto Israel afirma ter intensificado ataques a alvos militares na capital iraniana. Ao mesmo tempo, a Guarda Revolucionária e o Hezbollah relatam ações diretas contra alvos israelenses. Proposta de cessar-fogo O Irã recebeu a proposta de 15 pontos encaminhada pelos EUA para alcançar um cessar-fogo na guerra, disseram, nesta quarta-feira, dois funcionários paquistaneses. As autoridades paquistanesas descreveram a proposta de forma geral como abrangendo o alívio das sanções, a cooperação nuclear civil, a redução do programa nuclear iraniano, o monitoramento pela Agência Internacional de Energia Atômica, os limites para mísseis e o acesso da navegação ao Estreito de Ormuz, a estreita passagem que liga o Golfo Pérsico. Os funcionários falaram com a Associated Press sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a divulgar os detalhes. O Irã insistiu que não está envolvido em negociações com os EUA e um porta-voz militar zombou dos esforços diplomáticos americanos, nesta quarta-feira. Porta-voz militar iraniano zomba das tentativas dos EUA para acordo Um porta-voz militar iraniano zombou das tentativas dos EUA de chegar a um acordo de cessar-fogo, nesta quarta-feira, insistindo que os americanos estavam negociando apenas entre si. O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, fez a declaração em um vídeo pré-gravado exibido na televisão estatal. "O poder estratégico de que vocês tanto falavam se transformou em um fracasso estratégico", disse ele. "Quem se diz uma superpotência global já teria saído dessa enrascada se pudesse. Não tentem disfarçar a derrota com um acordo. A era das promessas vazias chegou ao fim." Ele acrescentou: "Seus conflitos internos chegaram ao ponto em que vocês estão negociando consigo mesmos?" A declaração de Zolfaghari ocorreu pouco depois de o governo Trump ter enviado ao Irã, por meio do Paquistão, um plano de cessar-fogo de 15 pontos. "Nossa primeira e última palavra tem sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós jamais se conformará com alguém como vocês", disse ele. "Nem agora, nem nunca." "A estabilidade na região é garantida pela mão forte de nossas forças armadas. Estabilidade através da força", disse Zolfaghari. "Deixamos isso bem claro: enquanto não for da nossa vontade, nada voltará a ser como era. Isso só acontecerá quando a mera ideia de agir contra a nação iraniana for completamente erradicada de suas mentes corruptas." Irã diz ter disparado mísseis contra Israel, Kuwait, Jordânia e Bahrein A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter disparado mísseis contra Israel, bem como contra bases militares que abrigam forças americanas no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein, informou a televisão estatal iraniana, nesta quarta-feira. Um comunicado da Guarda Revolucionária, divulgado pela emissora estatal IRIB, afirmou que "alvos no coração dos territórios ocupados", ou seja, Israel, e bases militares americanas na região "foram atingidos por sistemas de mísseis guiados com precisão, movidos a combustível líquido e sólido, e por drones de ataque". Hezbollah dispara mísseis contra avião de guerra israelense O Hezbollah afirmou, nesta quarta-feira, que suas unidades de defesa aérea dispararam mísseis terra-ar contra um avião de guerra israelense que realizava ataques sobre o sul do Líbano na noite de terça-feira. O Hezbollah afirmou que o avião foi forçado a recuar, acrescentando que foi a primeira vez que o grupo disparou mísseis terra-ar contra uma aeronave de guerra israelense desde o início da mais recente guerra entre Israel e o Hezbollah, em 2 de março. Na semana passada, o Hezbollah afirmou ter abatido um drone israelense sobre a vila de Baraachit, no sul do país. Não houve comentários imediatos por parte das forças armadas israelenses. O Irã também alegou ter usado um novo sistema de mísseis terra-ar durante a guerra. Israel afirma ter atacado 2 instalações de produção de mísseis navais em Teerã O exército israelense anunciou, nesta quarta-feira, que atacou duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais operadas pelo Ministério da Defesa do Irã em Teerã. "Nos últimos dias, a Força Aérea Israelense, agindo com base em informações de inteligência das Forças de Defesa de Israel, atacou dois importantes locais de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã", disseram os militares. Segundo o comunicado, as instalações eram utilizadas para "desenvolver e fabricar mísseis de cruzeiro navais de longo alcance, capazes de destruir rapidamente alvos no mar e em terra". Os ataques "representam mais um passo no aprofundamento dos danos causados à infraestrutura de produção militar do regime", acrescentaram os militares. Estadão Conteúdo.
miércoles, 25 de marzo de 2026, 12:33
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jornaldebrasilia
Em meio a relatos de uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, mediada pelo Paquistão, a guerra no Oriente Médio entra em seu 26º dia, com Teerã negando qualquer negociação e mantendo um tom de confronto, enquanto Israel afirma ter intensificado ataques a alvos militares na capital iraniana. A Guarda Revolucionária do Irã e o Hezbollah também relatam ações diretas contra alvos israelenses, complicando ainda mais o cenário.
A proposta americana, detalhada por funcionários paquistaneses sob condição de anonimato, consiste em 15 pontos que abrangem o alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear iraniano, monitoramento pela Agência Internacional de Energia Atômica, limites para mísseis e garantia de acesso à navegação no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial.
No entanto, o Irã rejeitou veementemente qualquer envolvimento em negociações com os EUA. O porta-voz militar iraniano, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, criticou os esforços diplomáticos americanos, afirmando que os EUA estão “negociando consigo mesmos” e que o “poder estratégico” americano se transformou em “fracasso estratégico”. Zolfaghari questionou a capacidade dos EUA de resolver a situação, sugerindo que a busca por um acordo é uma tentativa de encobrir a derrota.
“Nossa primeira e última palavra tem sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós jamais se conformará com alguém como vocês”, declarou Zolfaghari, enfatizando a intransigência do Irã. Ele também ressaltou que a estabilidade na região é garantida pela força militar iraniana, afirmando que “nada voltará a ser como era” até que a ameaça à nação iraniana seja completamente eliminada.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter lançado mísseis contra Israel e contra bases militares americanas no Kuwait, Jordânia e Bahrein, utilizando sistemas de mísseis guiados e drones de ataque. O comunicado da Guarda Revolucionária, divulgado pela televisão estatal IRIB, afirmou que os “alvos no coração dos territórios ocupados” (Israel) e as bases militares americanas foram atingidos com precisão.
Paralelamente, o Hezbollah relatou ter disparado mísseis terra-ar contra um avião de guerra israelense que realizava ataques sobre o sul do Líbano, forçando a aeronave a recuar. O Hezbollah afirmou que este foi o primeiro ataque de mísseis terra-ar contra uma aeronave israelense desde o início dos confrontos em 2 de março, e também reivindicou ter abatido um drone israelense na semana passada.
Em resposta, o exército israelense anunciou ter atacado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais operadas pelo Ministério da Defesa do Irã em Teerã. Segundo os militares israelenses, as instalações eram utilizadas para desenvolver e fabricar mísseis de cruzeiro de longo alcance, capazes de atingir alvos marítimos e terrestres. Os ataques, segundo Israel, visam aprofundar os danos à infraestrutura militar iraniana.
A escalada da violência ocorre em um momento de alta tensão no Oriente Médio, com temores de um conflito regional mais amplo. A recusa do Irã em negociar e a intensificação dos ataques de ambos os lados aumentam a complexidade da situação e dificultam a busca por uma solução pacífica. A proposta de cessar-fogo dos EUA, embora detalhada, enfrenta resistência significativa do Irã, que demonstra determinação em manter sua posição de confronto.
A alegação do Irã de ter utilizado um novo sistema de mísseis terra-ar durante a guerra adiciona uma nova dimensão ao conflito, demonstrando o desenvolvimento de capacidades militares avançadas. A resposta de Israel com ataques diretos a instalações de produção de mísseis no Irã indica uma determinação em neutralizar as capacidades militares iranianas e dissuadir futuros ataques.
A situação permanece volátil e imprevisível, com o risco de uma escalada ainda maior. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, buscando maneiras de evitar um conflito regional mais amplo e promover uma solução diplomática para a crise. No entanto, a intransigência de ambas as partes e a intensificação dos ataques tornam a perspectiva de um cessar-fogo imediato cada vez mais remota. A continuação da guerra pode ter consequências devastadoras para a região e para a estabilidade global.