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¡Multas de Pedaje Suspendidas! ¿Un Respiro o un Caos en las Carreteras?

O governo federal vai suspender, em todo o país, as multas e os pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) que foram aplicados a motoristas que atrasaram o pagamento de pedágio em rodovias que usam o sistema eletrônico de pedágio, tecnologia conhecida como "free flow".A medida, conforme informações obtidas pela Folha, será formalizada ainda neste mês, por meio de uma decisão a ser publicada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).A decisão está tomada, embora ainda haja dúvidas dentro do próprio Ministério dos Transportes sobre eventuais restrições que a lei eleitoral possa ter sobre a medida neste ano, caso encare a suspensão como um benefício fiscal dado ao cidadão.A suspensão das penalidades terá validade até o dia 30 de dezembro de 2026. O pedágio atrasado continuará a ser cobrado do motorista que está em débito, mas quem pagar o valor até o fim deste ano, independentemente de quando foi multado, ficará livre da multa de R$ 195,23 e dos cinco pontos na carteira de habilitação. Se o pagamento do pedágio não ocorrer até o fim do ano, a multa voltará a ser cobrada em 2027, além do retorno da aplicação dos cinco pontos na CNH.Pela regra atual, o motorista que passa por uma rodovia estadual ou federal com pedágio de free flow tem até 30 dias para efetuar o pagamento, conforme a definição de cada concessionária. Se o pagamento não é feito, ele é alvo dessa autuação classificada como grave.O sistema free flow, que se baseia na instalação de pórticos com leitura automática das placas dos veículos, passou a ser usado em estradas do país em 2023. De lá para cá, milhares de pessoas deixaram de pagar o pedágio dentro do prazo e foram alvo das penalidades.Os dados do Ministério dos Transportes apontam que, entre 2023 e este início de 2026, mais de 3,1 milhões de multas foram emitidas devido a atraso em pagamentos de pedágio por motoristas.O valor envolvido com as autuações tem potencial de ultrapassar R$ 606 milhões, se considerado o valor máximo da multa. O pagamento, porém, pode embutir entre 20% e 40% de desconto, conforme a data de quitação. À reportagem, o MT não informou qual foi o valor efetivamente recolhido até agora.Das 3,1 milhões de multas aplicadas por atraso em pedágio, pelo menos 210,6 mil foram pagas por motoristas, conforme dados do Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito). Isso equivale a 7% do total, ou seja, 93% das autuações ainda não foram quitadas. É exatamente este segundo grupo que está sendo beneficiado pela suspensão das penalidades.A decisão pode ampliar a polêmica que já existe sobre as instalações automáticas de cobrança de pedágio, uma vez que a decisão do governo pode ser encarada como um "prêmio" para quem ficou inadimplente, enquanto aqueles 7% que já pagaram suas multas tiveram ainda de ficar com cinco pontos na carteira, situação que pode até ter feito muita gente perder sua CNH por ter mais essa penalidade acumulada.Segundo informações obtidas pela Folha, a intenção do Ministério dos Transportes é fazer a devolução do dinheiro a quem já pagou pelas multas, além do cancelamento dos pontos colocados na carteira. Isso tornaria a regra válida para todos e evitaria questionamentos na Justiça.Para fazer o estorno e anular a pontuação, seria aberto um "processo administrativo" para cada motorista que pagou a penalidade. Ainda não há uma resposta da área jurídica da pasta, porém, sobre a viabilidade de se tomar essa medida por meio de uma resolução do Contran, já que isso envolve impacto fiscal à União, no caso de estradas federais, e aos Estados, em concessões estaduais.A causa central do adiamento é o atraso do governo federal em homologar e integrar os sistemas de pedágio eletrônico em uma base nacional. Não há um sistema padronizado que informe o motorista sobre todos os pedágios que ele precisa pagar, conforme ele passa por cada concessionária.Em junho do ano passado, a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) publicou um regulamento técnico com prazo de seis meses para concluir a homologação dos sistemas das concessionárias em sua base interna. Em dezembro, o prazo acabou, sem que nenhum sistema tenha sido homologado, devido à falta de integração entre eles.Questionada pela reportagem sobre o assunto, a Senatran confirmou, por meio de nota, o atraso nas homologações e declarou que continua a trabalhar na integração dos dados. Até agora, apenas uma primeira etapa do trabalho foi concluída, com o envio das informações pelas concessionárias. A segunda fase, porém, da interoperabilidade dos sistemas, ainda não aconteceu."O módulo referente às informações cadastrais foi desenvolvido e encontra-se tecnicamente concluído. Entretanto, no curso da implementação da arquitetura de comunicação necessária à interoperabilidade dos dados, verificou-se a necessidade de ajustes técnicos", afirmou a Secretaria do MT.Esses ajustes, segundo a Senatran, são necessários para garantir a integridade e confiabilidade dos dados transmitidos. Por isso, a previsão agora é que a homologação dos sistemas das empresas se estenda até dezembro."Nesse período, será concluída e disponibilizada a arquitetura de interoperabilidade, atualmente em desenvolvimento, cuja previsão inicial de disponibilização é o início do segundo semestre, condicionada à finalização dos testes técnicos necessários", declarou a Senatran.Devido ao atraso, o Ministério dos Transportes confirmou que "o Contran deverá estabelecer mecanismo de transição, prevendo a suspensão da exigibilidade das multas relacionadas ao não pagamento de tarifa em sistemas de free flow até o novo prazo regulamentar".Pesou na decisão de adiamento, ainda, a pressão política que parlamentares passaram a fazer no Congresso, em meio à crescente judicialização de cobranças em seus estados. No entendimento do Ministério dos Transportes, a opção foi por tentar baixar a fervura e resolver todas as pendências atuais, para então retomar a cobrança das multas por atraso.No fim do ano passado, a cobrança de pedágio free flow foi autorizada no trecho da região metropolitana de São Paulo da rodovia Presidente Dutra, em meio a imbróglio judicial que proibiu multas a motoristas que não pagarem a tarifa.IDENTIFICAÇÃO- Segundo o Contran, os caracteres da placa de identificação veicular são verificados por meio de sistema de OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), ou por imagem ou vídeo da passagem do veículo pelo pedágio eletrônico, em caso de falha do OCR- É obrigação do proprietário do veículo manter sua placa de identificação em condições de visibilidade e legibilidade, segundo a resoluçãoCOMO PAGARTags- A tarjeta é lida por sistemas de câmeras e a cobrança é feita diretamente pela operadora contratadaAvulso- O usuário tem até 30 dias para fazer o pagamento.- O gestor da estrada deve disponibilizar meios físicos, como totens de autoatendimento distribuídos na via, e digitais —aplicativos e sites— para que seja paga a tarifaInternet ou aplicativoPelo site Siga Fácil- Clique em "Pague Aqui", na primeira página;- Digite as placas do veículo;- O usuário será direcionado para o site da concessionária responsável pela rodovia.Diretamente pelo site ou aplicativo da concessionária responsável pela rodovia:- Como: geralmente as empresas aceitam Pix e cartão de crédito.PAGAMENTO COM CARTÃO CADASTRADO- O proprietário do veículo pode vincular o cartão de crédito no cadastro pelo site, ativando o pagamento automático da tarifa. Quem se cadastrar também recebe notificações por SMS sobre suas passagensMOTOS- Motocicletas pagam meia tarifa- Dois totens estarão disponíveis para pagamento presencial nas bases da concessionária em São Paulo (km 231 sentido São Paulo) e Arujá (km 202 sentido Rio de Janeiro).- Outra opção é pagar a tarifa no posto de serviços no km 210 sentido São Paulo (posto Rede Duque)VEÍCULOS COM PLACAS DE OUTROS PAÍSESOs veículos registrados no exterior que possuírem débitos relacionados à tarifa por passagem em pedágios eletrônicos não poderão deixar o país antes de o pagamento ser efetuado, estando sujeitos à retenção pela autoridade competente, até a regularização das pendênciasSINALIZAÇÃOÉ obrigatória a instalação e manutenção de placas de sinalização vertical de indicação nos principais acessos e ao longo da via, de forma a garantir a informação prévia ao usuário de que o trecho é dotado de sistemas de livre passagem no pedágio e não confundir o free flow com radares de velocidade, por exemplo

¡Multas de Pedaje Suspendidas! ¿Un Respiro o un Caos en las Carreteras?

El gobierno federal brasileño ha anunciado la suspensión de multas y puntos en la licencia de conducir para conductores que hayan retrasado el pago de peajes en carreteras que utilizan el sistema electrónico de peaje, conocido como "free flow". La medida, que será formalizada a través de una decisión del Contran (Consejo Nacional de Tránsito) aún este mes, busca aliviar la carga financiera de millones de conductores que han sido multados desde la implementación de este nuevo sistema en 2023.

La decisión, aunque tomada, ha generado debates internos dentro del Ministerio de Transportes sobre posibles restricciones impuestas por la ley electoral, ya que la suspensión podría interpretarse como un beneficio fiscal a los ciudadanos en un año electoral. A pesar de estas dudas, el gobierno ha decidido avanzar con la medida, estableciendo una validez hasta el 30 de diciembre de 2026.

El sistema "free flow", basado en la instalación de pórticos con lectura automática de matrículas, ha sido implementado en carreteras de todo el país, pero ha generado confusión y retrasos en los pagos. Según las reglas actuales, los conductores tienen hasta 30 días para pagar el peaje después de pasar por un pórtico, dependiendo de las políticas de cada concesionaria. El incumplimiento de este plazo resulta en una multa de R$ 195,23 y la pérdida de cinco puntos en la licencia de conducir, una sanción considerada grave.

Los datos del Ministerio de Transportes revelan que entre 2023 y principios de 2026, se han emitido más de 3,1 millones de multas por retraso en el pago de peajes. El valor total de estas multas podría superar los R$ 606 millones, aunque los conductores pueden beneficiarse de descuentos de entre el 20% y el 40% al realizar el pago. Sin embargo, hasta el momento, el Ministerio no ha informado sobre el monto total recaudado a través de estas multas.

De las 3,1 millones de multas emitidas, solo el 7% (210.600) ha sido pagado por los conductores, lo que significa que el 93% de las sanciones aún están pendientes. La suspensión de las penalidades beneficiará directamente a este último grupo, permitiéndoles evitar la multa y la pérdida de puntos en su licencia.

La decisión ha generado controversia, ya que algunos argumentan que premia a los infractores, mientras que aquellos que ya pagaron sus multas y perdieron puntos en su licencia se sienten perjudicados. La situación ha llevado al Ministerio de Transportes a considerar la posibilidad de reembolsar el dinero a quienes ya pagaron las multas y cancelar los puntos en sus licencias, con el objetivo de garantizar la equidad y evitar posibles desafíos legales.

Para implementar este reembolso y anulación de puntos, se abriría un "proceso administrativo" individual para cada conductor que haya pagado la penalidad. Sin embargo, la viabilidad de esta medida a través de una resolución del Contran aún está siendo evaluada por el área jurídica del Ministerio, debido a su posible impacto fiscal en la Unión y en los estados.

La raíz del problema radica en el retraso del gobierno federal en la homologación e integración de los sistemas de peaje electrónico en una base nacional. Actualmente, no existe un sistema estandarizado que informe a los conductores sobre todos los peajes que deben pagar a medida que transitan por diferentes concesionarias.

En junio del año pasado, la Senatran (Secretaría Nacional de Tránsito) publicó un reglamento técnico con un plazo de seis meses para completar la homologación de los sistemas de las concesionarias en su base interna. Sin embargo, este plazo expiró en diciembre sin que ningún sistema fuera homologado, debido a la falta de integración entre ellos.

La Senatran ha confirmado el retraso en las homologaciones y ha declarado que continúa trabajando en la integración de los datos. Hasta el momento, solo se ha completado la primera etapa, que consiste en el envío de información por parte de las concesionarias. La segunda fase, que implica la interoperabilidad de los sistemas, aún no se ha llevado a cabo.

Según la Senatran, se han identificado ajustes técnicos necesarios para garantizar la integridad y confiabilidad de los datos transmitidos. Por lo tanto, la nueva previsión es que la homologación de los sistemas de las empresas se extienda hasta diciembre.

"El módulo referente a la información de registro ha sido desarrollado y está técnicamente completo. Sin embargo, en el curso de la implementación de la arquitectura de comunicación necesaria para la interoperabilidad de los datos, se verificó la necesidad de ajustes técnicos", afirmó la Secretaría del MT.

Debido a este retraso, el Contran establecerá un mecanismo de transición que prevea la suspensión de la exigibilidad de las multas relacionadas con el no pago de tarifas en sistemas de "free flow" hasta que se establezca un nuevo marco regulatorio.

La decisión de aplazar la aplicación de las multas también se vio influenciada por la presión política ejercida por parlamentares en el Congreso, en medio de una creciente judicialización de las cobranzas en sus estados. El Ministerio de Transportes consideró que era necesario calmar la situación y resolver las pendencias actuales antes de reanudar la aplicación de las multas.

A finales del año pasado, la cobranza de peaje "free flow" fue autorizada en un tramo de la carretera Presidente Dutra en la región metropolitana de São Paulo, en medio de un imbróglio judicial que prohibió las multas a los conductores que no pagaran la tarifa.

El sistema de identificación de vehículos se basa en la verificación de los caracteres de la placa a través de un sistema de OCR (Reconocimiento Óptico de Caracteres) o por imagen o video de la pasada del vehículo por el peaje electrónico en caso de falla del OCR. Es obligación del propietario del vehículo mantener su placa de identificación en condiciones de visibilidad y legibilidad, según lo establecido en la resolución.

Los conductores tienen varias opciones para pagar el peaje, incluyendo el uso de etiquetas, el pago avulso a través de totems de autoatención, aplicaciones móviles o sitios web de las concesionarias. También es posible vincular una tarjeta de crédito al registro en el sitio web para activar el pago automático de la tarifa y recibir notificaciones por SMS sobre las pasadas. Las motocicletas pagan la mitad de la tarifa.

Los vehículos registrados en el extranjero que tengan deudas relacionadas con el peaje electrónico no podrán salir del país hasta que se haya realizado el pago, pudiendo ser retenidos por las autoridades competentes hasta que se regularice la situación.

Es obligatoria la instalación y el mantenimiento de señales verticales de indicación en los principales accesos y a lo largo de la vía, para garantizar que los usuarios estén informados de que el tramo cuenta con sistemas de libre paso en el peaje y evitar confusiones con los radares de velocidad.

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