ÚLTIMA HORA

Cobertura global las 24 hs. • lunes, 12 de enero de 2026 • Noticias actualizadas al minuto.

Menú

Empresas ligadas à família do ministro Toffoli têm conexão com fundos investigados em fraudes do Banco Master

Empresas ligadas à família do ministro Toffoli têm conexão com fundos investigados em fraudes do Banco Master

Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado teia usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais analisados pela Folha.

O Arleen Fundo de Investimentos, que chegou a ter 99% de sua carteira em a es da Tayayá Administra o e Participa es (responsável por um resort em Ribeir o Claro, PR), também teve participa o direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro.

A conex o com o caso Master se dá por uma cadeia de fundos. O Arleen foi um dos cotistas do RWM Plus, que por sua vez também recebeu investimentos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro.

Dias Toffoli é o relator do inquérito que investiga as fraudes do Master. Ele se tornou responsável pelo caso depois que advogados de Vorcaro recorreram ao STF, argumentando que a investiga o deveria ficar concentrada na corte devido cita o de um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado Jo o Carlos Bacelar (PL-BA).

O ministro manteve a condu o do inquérito em sigilo e tomou decis es questionadas no mundo político e no mercado financeiro. Além do segredo imposto ao caso, Toffoli convocou uma acarea o entre os investigados e um diretor do Banco Central, responsável pela fiscaliza o do sistema bancário.

Segundo investigadores, uma cadeia de fundos administrados pela Reag, que também administrava fundos ligados a Vorcaro, era usada para desviar dinheiro emprestado pelo Master, com a cumplicidade do banco. Isso acontecia por meio da aplica o dos recursos desses empréstimos em ativos podres que serviam para inflar artificialmente o valor de ativos, entre outras opera es suspeitas.

O resort Tayayá, que teve participa es acionárias de diversos integrantes da família Toffoli nos últimos anos, foi inaugurado em 2008 e fica s margens do rio Itararé, que separa o Paraná de S o Paulo. Em 2017, o ministro recebeu uma homenagem da C mara de Vereadores local por ter "colaborado para o desenvolvimento e incremento turístico do Município de Ribeir o Claro".

Dados da Receita Federal mostram que, em 2020, a empresa que administra o Tayayá passou a ter como sócios o primo do ministro, Mario Umberto Degani, e os irm os do ministro, José Carlos e José Eug nio Dias Toffoli.

Já a DGEP Empreendimentos, que também tinha liga o com o Arleen Fundo de Investimentos, tinha como um de seus sócios o mesmo primo de Toffoli, Mario Umberto Degani. Sua sede fica no mesmo endere o do resort Tayayá.

Apesar das conex es, o ministro Dias Toffoli n o respondeu aos questionamentos da Folha sobre se tinha conhecimento dessas rela es e se considera que elas criam algum empecilho para a condu o do caso. Parentes do ministro também n o se manifestaram.

A Reag, administradora dos fundos envolvidos, e o Banco Master também n o comentaram o caso.

¿Te gusta estar informado?

Recibe las noticias más importantes de Latinoamérica directamente en Telegram. Sin Spam, solo realidad.

Unirme Gratis