Após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curda presa por violar o rígido código de vestimenta para mulheres, o Ir enfrenta as maiores mobiliza es desde a Revolu o Isl mica de 1979. ONGs de direitos humanos relataram dezenas de mortes desde o início do movimento, há duas semanas.
De acordo com informa es verificadas pela AFP, manifesta es t m ocorrido em diversas cidades do país, com relatos de confrontos violentos entre manifestantes e for as de seguran a. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram protestos com gritos de "Morte a Khamenei", em refer ncia ao líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
O governo iraniano tem respondido com repress o, cortando o acesso internet e afirmando que os manifestantes s o "v ndalos" e "sabotadores" agindo em nome do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, líderes ocidentais condenaram o uso da for a contra os manifestantes, com a presidente da Comiss o Europeia, Ursula von der Leyen, expressando apoio s "mulheres e homens iranianos que exigem liberdade".
Desde o início dos protestos, em 28 de setembro, pelo menos 51 manifestantes foram mortos e centenas ficaram feridos, de acordo com a organiza o Iran Human Rights, sediada na Noruega. Entre as vítimas, est o nove crian as.
O ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi, figura proeminente da oposi o iraniana exilada nos Estados Unidos, convocou os iranianos a "se prepararem para tomar" os centros das cidades. Enquanto isso, o governo iraniano afirma que protegerá os "interesses nacionais" contra um "inimigo que busca perturbar a ordem e a paz".
A situa o no Ir é vista como um dos maiores desafios enfrentados pelo regime desde sua funda o, em 1979. As mobiliza es ocorrem em meio a um país enfraquecido pela guerra com Israel em junho e pelos golpes sofridos por vários de seus aliados regionais, bem como pelas san es relacionadas ao seu programa nuclear.








