O palco da Arena A Tarde em Salvador vibrou com o retorno triunfal da diva do samba, Alcione, que iniciou sua turn nacional de 2026 na capital baiana. Sob os aplausos e c nticos do público, a "Marrom" presenteou a cidade que a viu despontar com um show memorável, reafirmando seu status de artista atemporal e ícone da música brasileira.
Acompanhada de uma orquestra de bambas, Alcione deu início ao espetáculo com a for a de "Onde o Rio é Mais Baiano", uma sauda o afetiva terra que, segundo ela, foi o alicerce de sua trajetória. O público, formado por casais, famílias e amigos, entoava cada verso, transformando a arena em um imenso quilombo de classe e sofistica o.
Nos bastidores, minutos antes de subir ao palco, a artista relembrou com carinho sua conex o com a capital baiana. "Foi por aqui que praticamente eu comecei minha carreira quando fiz meu primeiro disco. Vim bater uma perna aqui em Salvador, tocar meu disco nas rádios. Ent o, como é que a gente faz para fazer um trabalho sem passar por Salvador? Sem estar em Salvador? Eu agrade o muito esse carinho de sempre aos compositores daqui, todos que já me deram músicas todas para gravar, essa colhida de sempre como é Salvador. Eu agrade o a Deus por essa oportunidade," disse Alcione em entrevista.
O setlist foi um desfile de hinos, conduzindo o público por uma montanha-russa de emo es, desde clássicos como "Estranha Loucura" e "Faz Uma Loucura Por Mim" até a inesperada e emocionante vers o de "Evid ncias". Quando os acordes de "A Loba" ecoaram, a Arena veio abaixo, evidenciando a for a feminina que atravessa gera es na obra de Alcione.
Questionada sobre esse aspecto, a cantora evocou suas raízes: "Eu acho que o respeito é uma coisa que vem primeiro. O respeito, o carinho. Eu tenho um grande respeito pelas mulheres, pelas nossas atitudes, pela minha m e que me ensinou, sabe? Meu pai dizia que a porta fechada é pra bater. Ent o eu aprendi com uma mulher forte e com um homem muito forte. Eu tenho minhas raízes plantadas com eles dois lá naquele Maranh o."
O show seguiu em ritmo de celebra o máxima, unindo o samba de raiz com momentos de pura catarse popular. Na reta final, Alcione presenteou o público com uma sucess o de golpes de mestre, como "Voc Me Vira a Cabe a", "Meu Ébano" e o encerramento espiritual com "N o Deixe o Samba Morrer".
Sob o teto da Arena A Tarde, Alcione n o apenas cantou; ela oficializou que 2026 será, mais uma vez, o ano da Marrom. O espetáculo, uma realiza o da rádio A Tarde FM com a Íris Produ es, dentro do projeto Samba de Classe, contou com a abertura da banda Batifun e participa es especiais de Nelson Rufino e Karinah.












