O anúncio do primeiro iPhone por Steve Jobs em 2007 marcou o auge do entusiasmo coletivo por lan amentos tecnológicos. A multid o presente no evento aplaudiu intensamente recursos inovadores como a tela multi-touch, vendo no aparelho uma ponte para um futuro que simplificaria as tarefas do dia a dia.
Naquela época, o iPhone representava uma ruptura clara com os celulares comuns e telas sensíveis ao toque existentes. Ele eliminava a necessidade de carregar múltiplos dispositivos e transformava aborrecimentos rotineiros em experi ncias fluidas. Tanto entusiastas de tecnologia quanto consumidores comuns demonstravam empolga o genuína, pois o produto prometia simplificar a vida diária de forma palpável e inovadora.
No entanto, essa onda de entusiasmo parece ter chegado ao fim. Especialistas apontam que o setor de tecnologia entrou em uma fase de melhorias marginais, sem saltos transformadores que surpreendam os usuários. Novos modelos de smartphones oferecem apenas pequenas evolu es, como c meras ligeiramente melhores ou processadores um pouco mais rápidos, sem justificar investimentos elevados para a maioria dos consumidores.
A utilidade marginal de cada nova gera o de dispositivos diminui progressivamente. O ganho de satisfa o entre um telefone flip e o primeiro iPhone foi enorme, mas cada atualiza o subsequente entrega benefícios cada vez menores. Recursos como portas USB-C ou materiais mais premium geram pouca repercuss o entre o público geral.
Além disso, a compra de um novo produto tecnológico hoje envolve mais do que apenas o aparelho físico. Consumidores precisam baixar aplicativos adicionais, criar contas novas e gerenciar assinaturas recorrentes para funcionalidades essenciais. Esse processo acumula tarefas administrativas que cansam os usuários ao longo do tempo, transformando a experi ncia em algo exaustivo.
A mudan a de percep o também reflete uma crescente desconfian a em rela o aos avan os tecnológicos. O questionamento inicial sobre novos lan amentos, de "como isso melhora minha vida", evoluiu para "como isso pode me prejudicar". Preocupa es com privacidade, depend ncia excessiva e impactos sociais ganharam for a, especialmente com recursos de intelig ncia artificial que ainda n o apresentam casos de uso claros e empolgantes para o consumidor comum.
Eventos recentes, como a CES 2026, destacam novidades como rob s humanoides, óculos inteligentes e TVs avan adas, mas muitos anúncios continuam no campo das melhorias incrementais. Produtos como smartphones dobráveis evoluem, porém o entusiasmo geral permanece moderado em compara o com a era inicial dos smartphones.
O mercado reflete essa realidade com crescimento estável, mas sem o frenesi de outrora. Consumidores priorizam funcionalidade duradoura em vez de novidades anuais, sinalizando que a era de empolga o com lan amentos tecnológicos chegou ao fim.











