O Banco Central do Brasil (BC) anunciou que deixará de sinalizar os próximos passos da política de juros, uma prática conhecida como "forward guidance". A decis o, tomada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, no final de 2025, gera preocupa o no mercado financeiro, pois aumenta a incerteza e os riscos na tomada de decis es econ micas pelo setor privado.
A prática de sinalizar os próximos movimentos da taxa básica de juros (Selic) era uma ferramenta importante utilizada pelo BC para orientar as expectativas dos agentes econ micos. Nas atas e comunicados do Comit de Política Monetária (Copom), constavam previs es e indica es sobre os rumos da política de juros, servindo como base para as decis es de investimentos e negócios.
No entanto, Galípolo deixou subentendido que o BC deixará de fazer esse tipo de sinaliza o, especialmente em momentos de maior incerteza, quando o cenário econ mico pode mudar rapidamente. Essa decis o é vista com apreens o pelo mercado, pois a falta de indica es sobre o rumo da política monetária aumenta o grau de incerteza e os riscos na tomada de decis es econ micas.
Outro fator que agrava a situa o é a entrada em vigor da reforma tributária neste ano de 2026, gerando dúvidas sobre suas implica es e procedimentos ainda n o regulados por lei. Além disso, o governo Lula tem se caracterizado por gastos excessivos e aus ncia de austeridade, o que leva expectativa de que as contas públicas continuar o deficitárias.
O Banco Central, que conquistou sua autonomia em 2021, tem desempenhado um papel crucial na manuten o da estabilidade monetária, mesmo diante da press o do governo Lula por uma política fiscal expansionista. No entanto, a decis o de n o sinalizar mais os próximos passos da política de juros pode piorar a instabilidade do ambiente institucional e inibir negócios, investimentos, a gera o de empregos e o crescimento econ mico.
Especialistas afirmam que a falta de transpar ncia e previsibilidade por parte do BC pode prejudicar a tomada de decis es por parte do setor privado, uma vez que a incerteza sobre os rumos da política monetária torna mais difícil o planejamento e a avalia o de riscos. Essa mudan a de postura do Banco Central é vista como um retrocesso na consolida o de suas fun es de zelar pela estabilidade monetária e fiscal do país.










