O governo federal enfrenta um impasse na indica o do advogado-geral da Uni o, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar dos esfor os do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ainda n o há consenso na Casa para aprovar a indica o de Messias.
Wagner admitiu que "n o tem acordo" sobre a nomea o, mas afirmou acreditar que Messias "terá os votos para ser aprovado" na sabatina da Comiss o de Constitui o e Justi a (CCJ) e no plenário do Senado, onde s o necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores.
A indica o de Messias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF provocou rea o negativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Uni o-AP), que defendia a nomea o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a posi o.
Lula anunciou o nome de Messias sem consultar Alcolumbre, contrariando o presidente do Senado, que chegou a marcar a sabatina do advogado-geral da Uni o na CCJ para o dia 10 de dezembro. Diante da oposi o, o governo deixou de enviar ao Senado a mensagem oficial com o nome de Messias, documento necessário para a tramita o formal da escolha, e a sabatina acabou sendo adiada.
A expectativa do governo é que a sabatina seja remarcada para o início de fevereiro de 2026, após o recesso parlamentar. Até lá, a equipe de Lula trabalhará para convencer os senadores a aprovarem a indica o de Messias para o STF.
O impasse reflete a complexa din mica política envolvida na escolha de um novo ministro para a Corte Suprema, com o Executivo e o Legislativo buscando exercer sua influ ncia no processo. A aprova o de Messias dependerá da capacidade do governo de construir uma ampla base de apoio no Senado.











