De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas dez itens foram responsáveis por mais da metade (54,69%) da alta de 4,26% do Índice de Pre os ao Consumidor Amplo (IPCA) no Brasil em 2025.
Entre esses itens que tiveram maior impacto na infla o do ano passado est o tanto produtos monitorados, como energia elétrica e planos de saúde, quanto servi os, como cursos regulares, aluguel residencial e refei es.
A maior influ ncia individual foi a da energia elétrica, cujos pre os subiram 12,31% e representaram 0,48 ponto percentual da infla o total. Em seguida, aparecem os cursos regulares (alta de 6,54% e 0,29 ponto percentual de impacto) e os planos de saúde (6,42% e 0,26 ponto percentual).
Segundo o gerente da pesquisa do IPCA, Fernando Gon alves, a acelera o da infla o de servi os, que passou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, ajuda a explicar o fen meno. "Os servi os acabam demorando mais um pouco para responder aos efeitos da política monetária", afirmou.
Apesar da alta concentrada nesses dez itens, o IPCA geral desacelerou de 4,83% em 2024 para 4,26% em 2025, a menor taxa anual desde 2018 (3,75%). Gon alves destacou que, além dos servi os, os produtos monitorados também tiveram grande influ ncia na infla o do ano passado.
Entre os dez itens com maior impacto no IPCA de 2025 est o também o aluguel residencial, lanches, produtos farmac uticos, refei es, café moído, higiene pessoal e empregados domésticos. Juntos, eles responderam por 2,33 pontos percentuais da infla o total do período.










