Em uma tragédia que comoveu o país, os g meos siameses Marcos e Mateus, nascidos na última ter a-feira em Goiás, morreram nesta quinta-feira após complica es durante cirurgias de separa o dos corpos. Os beb s, que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Estadual da Mulher (Hemu) em Goi nia, eram unidos pelo tórax, abd men e bacia, uma condi o rara e de alta complexidade.
Apesar dos esfor os da equipe médica, liderada pelo deputado federal e médico pediatra Zacharias Calil, refer ncia nacional em cirurgias envolvendo g meos siameses, os recém-nascidos n o resistiram. O primeiro beb morreu durante a madrugada, enquanto o segundo faleceu no início da noite, após uma cirurgia de emerg ncia para separa o dos corpos.
Calil, que já havia realizado a primeira separa o de g meos siameses no estado de Goiás, explicou que o caso era extremamente complexo, pois os beb s eram isquiópagos triplos, ou seja, unidos pela regi o pélvica, e apresentavam outras malforma es cong nitas, como tr s pernas e nus imperfurado.
De acordo com a diretora técnica do Hemu, Cristiane Carvalho, a primeira cirurgia realizada na quarta-feira ocorreu conforme o esperado, com a realiza o de uma colostomia e uma vesicostomia. No entanto, horas depois, um dos beb s n o resistiu e morreu. O segundo recém-nascido também sofreu paradas cardíacas durante a cirurgia de separa o e n o conseguiu sobreviver.
Zacharias Calil lamentou a tragédia, afirmando que "momentos como esse lembram, com dureza, que nosso compromisso é lutar até o último instante com técnica, responsabilidade e humanidade". O deputado e médico é reconhecido nacionalmente por suas contribui es na área de separa o de g meos siameses e doen as raras, tendo sido inclusive indicado ao Pr mio Nobel de Medicina.
A morte dos g meos siameses de Goiás deixa um sentimento de tristeza e frustra o, mas também refor a a import ncia da pesquisa e do avan o médico para lidar com casos t o complexos e raros.











