O ambiente de polariza o política e as mudan as na forma como os eleitores consomem informa es t m sido fatores determinantes para a aprova o dos presidentes do Brasil nas últimas décadas. De acordo com análise do Datafolha, nenhum mandatário conseguiu atingir índices de avalia o positiva superiores a 42% após 2014, em contraste com os altos índices vistos entre 2010 e 2013.
A diretora do Datafolha, Luciana Chong, explica que a polariza o contribui para esse fen meno, pois há agora mais eleitores convictos contra ou a favor de um presidente, dificultando que ele alcance níveis muito altos de popularidade. O cientista político Creomar de Souza também aponta a "cacofonia informacional" nas redes sociais como um fator relevante, pois os ganhos de a es do governo tendem a se dissipar mais rapidamente.
A cronologia das taxas de aprova o e rejei o medidas pelo instituto revela que a popularidade presidencial sempre oscilou muito, principalmente de acordo com o desempenho na economia, esc ndalos de corrup o e crises de seguran a pública. No entanto, a polariza o e as mudan as no consumo de informa es t m acentuado esse fen meno nos últimos anos.
O artigo analisa a evolu o da aprova o dos presidentes desde a redemocratiza o, passando por Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e o atual mandato de Lula. Fatores como a hiperinfla o, planos econ micos fracassados, esc ndalos de corrup o, recess o e a pandemia de Covid-19 aparecem como determinantes para as oscila es da popularidade.
Apesar das diferen as entre os governos, o ambiente de polariza o e as mudan as no consumo de informa es s o apontados como tend ncias que t m limitado a capacidade dos presidentes de alcan arem altos índices de aprova o, mesmo diante de bons resultados em áreas específicas.










