A indústria de cimento em Minas Gerais registrou uma produ o recorde de aproximadamente 20 milh es de toneladas do insumo em 2025, movimentando uma cifra de R$ 10 bilh es. O volume representa um crescimento de 5% em rela o a 2024 e foi impulsionado pelo aquecimento do mercado de trabalho, somado aos refor os de projetos federais como o Minha Casa Minha Vida (MCMV).
De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), o Estado se consolidou como o maior produtor da categoria no país, impulsionando toda a cadeia produtiva da constru o civil. O presidente do SNIC, Paulo Camillo Penna, destacou que, apesar dos desafios, o avan o no Estado e no país s o positivos, especialmente sobre uma base forte de crescimento já registrada em 2024.
A empregabilidade, que registrou a menor taxa de desemprego histórica, e o aumento da massa salarial apresentaram uma correla o importante no consumo de cimento. "Dois ter os do cimento brasileiro v m ensacado para constru es informais e pequenas reformas. É um volume expressivo que impactou positivamente a categoria", explica Penna.
Somado a isso, a retomada e a evolu o de programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) foram fundamentais para o reaquecimento do setor. A cada 2 milh es de unidades habitacionais entregues, o impacto estimado é de um acréscimo de cerca de 10 milh es de toneladas nas vendas de cimento.
Outro vetor de consumo importante no último ano foi o uso do cimento para o programa de pavimento rígido, que segue ganhando velocidade no país. Estados como Paraná, Goiás, S o Paulo e Distrito Federal já adotaram a solu o, que oferece maior durabilidade, menor necessidade de manuten o e melhor desempenho para o tráfego pesado, além de reduzir custos ao longo do ciclo de vida das rodovias.
No entanto, Penna lamenta que Minas Gerais ainda n o tenha implementado o pavimento rígido nem mesmo em caráter experimental. "Minas ainda n o conseguiu implementar o pavimento rígido nem mesmo em caráter experimental. Cerca de um ter o do cimento do país é produzido no Estado e, ainda assim, n o há sequer um metro de estrada com esse tipo de pavimenta o", salienta.
No país, as vendas de cimento encerraram 2025 com um total de 67 milh es de toneladas comercializadas, acumulando uma alta de 3,7%, o que representa 2,4 milh es de toneladas a mais sobre o ano anterior. Todas as regi es apresentaram crescimento anual acumulado, com lideran a do Nordeste (7,2%), seguido por Norte (4,0%); Sul (3,1%); Sudeste (2,7%) e Centro-Oeste (1,9%).
Para 2026, as expectativas s o cautelosas, embora otimistas, com proje o de crescimento de cerca de 1,5%, a depender da economia e do desempenho de programas públicos. A indústria do cimento trabalha para otimizar polos industriais e aumentar efici ncia e competitividade, especialmente no que tange ao uso da energia térmica, principal custo do setor.












