O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou os tr s anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro com uma série de eventos e um balan o das a es judiciais em curso. Na abertura da exposi o "8 de janeiro: M os da Reconstru o", o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, classificou a invas o e a depreda o das sedes dos Tr s Poderes como um ato "premeditado, pautado pela nega o do diálogo".
Fachin elogiou a atua o do relator dos inquéritos, ministro Alexandre de Moraes, ao afirmar que a firmeza do magistrado foi express o do dever institucional. "Que a sua atua o no 8 de Janeiro nos lembre que defender a Constitui o é defender aqueles que, com generosidade e abnega o, puseram as institui es frente", frisou.
O balan o apresentado pelo gabinete de Moraes mostra que, em tr s anos, o STF já responsabilizou 1.399 pessoas pelos crimes relacionados ao 8 de Janeiro, com 810 condena es e 564 acordos de n o persecu o penal, que renderam mais de R$ 3 milh es para o ressarcimento dos danos. Ainda tramitam 346 a es penais em fase final e outras 98 denúncias aguardam a etapa de defesa prévia, em sua maioria envolvendo financiadores.
Além do eixo jurídico, o STF abriu espa o para o testemunho de quem viveu o ataque na linha de frente. A ex-coordenadora de imprensa do tribunal, Gabriela Guerreiro, relatou que a Secretaria de Comunica o foi completamente vandalizada, com perda total dos equipamentos.
O ministro aposentado Celso de Mello, em carta ao STF, destacou que "o esquecimento é o primeiro aliado da barbárie" e que a memória democrática "n o é culto ao passado, mas instrumento de defesa do futuro". Ele alertou que relativizar ataques s institui es abre espa o para que a intoler ncia se reorganize.
No encerramento dos debates, o ministro aposentado Ayres Britto definiu a democracia como o "princípio dos princípios" da Constitui o de 1988, afirmando que a Carta Magna é a única lei que n o emana do Estado, mas da na o, cabendo ao Supremo revelar a voz desse pacto acima das vontades circunstanciais.












